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Capela da Santa Casa de
Misericórdia de Campinas

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Como foi construída
A capela
da Santa Casa de Misericórdia de Campinas foi construída por José
Bonifácio de Campos Ferraz, Barão de Monte-Mor, que nasceu em Campinas e
foi batizado no dia 14 de março de 1815, na Igreja Matriz de Nossa
Senhora da Conceição (Matriz Velha, atual Basílica Nossa Senhora do
Carmo), pelo vigário padre Joaquim José Gomes.
Muito
religioso, com influência política do antigo Partido Liberal, era
abastado fazendeiro nos municípios de Campinas e de Monte-Mor,
possuindo espírito eminentemente caritativo. Quando o inolvidável
padre Joaquim José Vieira, mais tarde bispo de Fortaleza e arcebispo
titular de Cyrro, angariava os recursos financeiros para a
construção da Santa Casa de Misericórdia de Campinas, encontrou
forte apoio por parte de José Bonifácio de Campos Ferraz, que mandou
erigir, à custa exclusiva, a bela Capela de Nossa Senhora da Boa
Morte, anexa ao edifício do hospital.
Trata-se
de um templo finamente acabado e bastante elegante. O altar-mor,
único altar ali existente, é todo trabalhado em mármore e de fino
lavor. Ladeando a entrada da capela-mor, encontram-se duas
artísticas imagens de mármore, representando São Vicente de Paulo e
Santa Isabel, apóstolos da caridade cristã.
A nave é
abobadada, com galerias sustentadas sobre colunas. Nela acha-se
localizado o riquíssimo esquife de madeira entalhada e cristal, onde
repousa a bela imagem de Nossa Senhora da Boa Morte, padroeira da
Santa Casa.
Adornam
o frontispício da igreja três artísticas estátuas de mármore,
simbolizando a Fé, a Esperança e a Caridade. Para completar a sua
obra, José Bonifácio de Campos Ferraz dotou a Capela de Nossa
Senhora da Boa Morte de ricas alfaias, prataria e demais pertences
necessários.

Com este
seu gesto de desprendimento e grande benemerência, despendeu ele
quantia bastante elevada. Pouco tempo depois foi elevado a Irmão
Benemérito da Irmandade de Misericórdia e o seu retrato a óleo
colocado em lugar de destaque na galeria existente no salão nobre da
Instituição. Ao Governo Imperial não passou despercebido o ato
altamente meritório de José Bonifácio de Campos Ferraz,
agraciando-o, por decreto de 22 de julho de 1874, com o título de
Barão de Monte-Mor.
Como
pessoa caritativa, o Barão de Monte-Mor era sobejamente conhecido. A
virtude da caridade constituiu a sua característica, fazendo com que
o seu nome fosse sempre pronunciado com profundo respeito e
acatamento.
Este
benemérito titular faleceu em Campinas aos 69 anos de idade, a 08 de
novembro de 1884, sem deixar descendência.

Barão de Monte-Mor
Referências:
Câmara Municipal de
Campinas. Monografia Histórica do Município de Campinas. Rio
de Janeiro: Serviço Gráfico do IBGE, 1952.

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