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Símbolos da
Basílica

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1 –
O Reitor
É o sacerdote, que em nome do Papa, dirige a Igreja
Basilical.
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2 –
Insígnia Pontifícia
A Tiara Papal (Triregnum) e as “chaves cruzadas” em prata e
ouro, símbolo da prerrogativa papal, poderá ser apresentada
nos estandartes, nas alfaias e no frontispício (fachada
externa) da Basílica.


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3
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Ombrellino
O baldaquino papal na forma de guarda-sol com emendas
vermelha e amarela, conhecido como ombrellino ou “basílica”
como homônimo do templo, é o símbolo próprio da dignidade
das Basílicas. Devem estar presentes no presbitério ou local
de destaque e podem ser utilizados para abrir as procissões.
Ainda, pode ser utilizado como timbre do brasão.



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4 – Tintinábulo
Assim como o ombrellino, o tintinábulo é símbolo da
dignidade das Basílicas. Trata-se de um cetro processional
com uma campainha, por vezes adornado com o brasão do templo
ou do papa e é utilizado nas procissões e missas
pontificais.

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5
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Brasão Eclesiástico
É a insígnia de identificação da Basílica, com um
significado todo especial. Um dos privilégios das basílicas
é ter o seu brasão timbrado pelas insígnias papais. Ele
serve de distintivo e representa a Basílica como tal.

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Descrição do Brasão
Escudo quadrado de blau (azul) filetado em bordadura de
argente (prata), tendo na base um monte de tenné (marrom)
filetado disforme em ambos os lados de jalde (ouro), sobre o
monte um lírio florescente ao natural de argente (prata) e
sinopla (verde), e com três estrelas de cinco pontas de
argente (prata), sendo duas no chefe sobre o campo e uma na
base sobre o monte. Timbra o escudo as insígnias papais com
as duas chaves voltadas e decussadas em aspas de argente
(prata) e jalde (ouro) e a tiara papal (triregnum) em ogiva
de argente (prata) e três coroas antigas de jalde (ouro)
abotoadas em goles (vermelho) com duas ínfulas esvoaçantes
de argente (prata) forradas de goles (vermelho) e pontadas
em franja de jalde (ouro). Sob o escudo o motto "Ipsa
Conteret" de sable (preto) e um listel de argente com a
inscrição "Basílica N. S. do Carmo" em capitais de sable.
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Brasão da Basílica
Nossa Senhora do Carmo e seu simbolismo
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O fundo azul representa a imensidão da criação redimida,
vasta como o céu. O azul representa, ainda, a cor mariana
por excelência.
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O monte representa o próprio Cristo, como local do
encontro entre o céu e a terra, monte da aliança (Is 2,2ss;
1Rs 18,42), das bem-aventuranças (Mt 5 e 7), monte Tabor,
Calvário... Jesus faz a ligação entre o céu e a terra, por
isso o monte simboliza o próprio Jesus Salvador. No final
dos tempos, o monte de Deus será mais alto do que todos (Mq
4,1). O monte faz alusão também ao Monte Carmelo (que quer
dizer jardim ou pomar), localidade da Palestina, onde por
primeiro se venerou Nossa Senhora com o título do Monte
Carmelo. Alude-se, ainda, ao Monte da Perfeição designado
pela mística carmelitana.
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Os filetes de ouro representam o mel da salvação, que
escorre do monte santo, para alimentar os que dele se
aproximam. Assim, os que acorrem à Basílica serão
alimentados com a salvação que vem do alto: o Pão da Palavra
e o Pão da Eucaristia.
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O lírio branco, no topo do monte, representa a obra prima
de Deus, no seu desígnio de salvação: a humilde Virgem
Maria, bem-aventurada porque teve fé (Lc 1,45). O lírio
indica a simplicidade, a pureza e a virgindade, é o símbolo
de eleição e escolha do ser amado (Ct 1,2). Maria é
designada “flor do Carmelo”, foi escolhida por Deus para ser
a mãe de seu Filho, é modelo de discípula(o).
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As duas estrelas prateadas, no firmamento azul, simbolizam
a fé e a esperança que nos induzem a olhar para o alto, para
o transcendente. Lembram, ainda, os profetas Elias e Eliseu,
que habitaram o Monte Carmelo.
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A estrela que está no monte representa a caridade, virtude
que nos empenha no trabalho na terra, em prol do Reino dos
Céus.
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As duas chaves postas em aspas e a tiara papal,
encimando o escudo, representam a Igreja e a união deste
templo com o sucessor de Pedro, o Santo Padre, o Papa, que
ornou este templo com o título e os privilégios de Basílica.
Foi o Papa Paulo VI quem concedeu o título, e a instalação
da Basílica deu-se em 22 de junho de 1975.
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6
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Brasão
segundo a Tradição
Heráldica
Na tradição heráldica eclesiástica, os brasões das Igrejas
Papais - as Basílicas - são representadas com o timbre do
ombrellino e as chaves decussadas. Apenas o brasão da
Catedral Basílica de São João do Latrão em Roma, Catedral do
Papa, não foi representado com o timbre do ombrellino.
O ombrellino (baldaquino papal na forma de guarda-sol com
emendas vermelha e amarela) é insígnia de prerrogativa papal,
assim como o da tiara. Sua existência remonta a antigo uso
prático para as procissões litúrgicas, com o intuito de
proteger os prelados do sol e chuva e que, aos poucos, foi
relacionado ao Papa por ser especialmente utilizado nas
procissões de sua comitiva, realizadas entre as basílicas
romanas.
Como timbre heráldico, seu uso remonta ao séc. XV e é
relacionado especialmente às Igrejas Papais, as Basílicas. O
ombrellino é também chamado de basílica, homônimo das
igrejas onde são utilizados. O Colégio dos Cardeais, a
Câmara Apostólica e os Institutos e Seminários Pontifícios
utilizam igualmente o ombrellino.

Curiosidade e uso da exceção
Curiosamente o brasão da Basílica do Carmo em Campinas e,
igualmente os de outras basílicas brasileiras, foi
confeccionado com o timbre reinante do papa, ou seja, o da
Tiara Papal (Triregnum) e
as duas chaves decussadas, em ouro e prata. Não se trata de
um erro propriamente dito, mas de uma imprecisão heráldica.
Podemos supor que o artista e/ou reitor da referida igreja,
ao solicitar e executar a feitura do brasão, possivelmente
desconhecia a regra e não tenha sido devidamente instruído
por um heraldista eclesiástico.
No entanto, depois de firmada a arte do brasão como oficial,
sendo usado e reconhecido como a insígnia própria da
Basílica há um bom tempo, e não trazendo um erro explícito
senão uma imprecisão menor, por tradição da própria Igreja,
não se pede sua alteração. Este é o caso do brasão da
Basílica do Carmo em Campinas, utilizado desde 22 de junho
de 1975 (35 anos), quando da instalação. Essa exceção não
pode ser considerada para basílicas recentemente instaladas.
Desta forma, podemos considerar que para a Basílica do Carmo
em Campinas o brasão do templo pode ser apresentado de duas
formas. O extraordinário, como um elemento de exceção e tido
como o oficial, e o segundo em acordo com a tradição
heráldica para as basílica que apresentamos acima.
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Brasão 01
tido como o oficial
Com um
elemento de exceção segundo a regra heráldica |

Brasão 02
Tradicional
para as Basílicas segundo a regra heráldica |
Nota:
A
construção desta página contou com a colaboração do Pe.
Rodrigo Catini Flaibam, Assessor de Comunicação da Arquidiocese
de Campinas.
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