Invocada contra os males da
"depressão psicológica"
Memória celebrada em 24 de julho
Cristina nasceu na
Toscana (Itália), perto do lago de Bolsena, no ano 288 d.C., e com apenas 12
anos morreu mártir, no ano 300 d.C. Era filha de Urbano, oficial do exército em Tir, na Etrúria, parte da Toscana. Urbano era rude de sentimentos e inimigo dos
cristãos. Em sua própria casa, muitas vezes os cristãos eram submetidos a
interrogatórios humilhantes. Diante de tais cenas, Cristina se perguntava qual o
motivo da serenidade e alegria dos cristãos, que ela já começava a admirar e
venerar.
A resposta lhe veio
por uma escrava cristã, que a preparou para o Batismo. Urbano desconfiava que a
filha se interessasse pela comunidade cristã. Deu-lhe ordem de prestar culto a
ídolos, queimando incenso. A menina negou-se a isso. Interrogada pelo pai,
Cristina respondeu: "Tolo é vosso medo, tola a vossa advertência; diante de um
deus cego aos sofrimentos do povo, surdo ao clamor dos fracos, eu não peço
favores e não acendo uma vela. Ao Deus vivo, ao Senhor do céu e da terra que nos
enviou seu Filho Jesus, a este, sim, apresento sacrifícios de verdade e amor".
A severidade do pai
aumentou, mas Cristina respondia a isso participando da celebração da Eucaristia
e de outras reuniões dos cristãos, visitando os encarcerados, dando esmola aos
pobres. Sua coragem e caridade fizeram-na vender as imagens dos ídolos para
adquirir bens em favor dos pobres. O pai ficou furioso. Por isso, Cristina foi
chicoteada. Aos que lhe pediam que cedesse à vontade do pai, respondia: "Deixar
a vida não me custa; abandonar minha fé, isto nunca".
Urbano prosseguiu na
tortura: a filha, amarrada, foi lançada ao fogo. Conta a história que um anjo
defendeu-a e as chamas não lhe queimaram. Ainda irado contra a filha, ordenou
prendê-la. Então, mandou amarrar uma pedra de moinho em seu pescoço e lançá-la
ao lago. Conta-se que após lançada às águas, a pedra de moinho veio à tona, não
permitindo, assim, que Cristina se afogasse. A exaltação de Urbano foi tão
grande que morreu de colapso.
Dio, sucessor de
Urbano, também nada conseguiu de Cristina e, por isso, ordenou que fosse
queimada viva. Segundo a história, o fogo não queimou a menina. Posta entre
cobras, nenhuma a feriu. E tendo sua língua cortada, mesmo assim cantou os
louvores do Senhor Jesus Cristo. Então, o juiz, enraivecido com os triunfos da
jovem, ordenou sua morte a flechadas. Com isso foi-lhe tirada a vida terrena e
ela entrou na glória eterna.
Deus escolhe o que é
fraco para confundir os fortes. Na fraqueza física desta adolescente, Ele
mostrou a força da perseverança na fé, que deve animar cada cristão.
O testemunho de
Cristina está ai: "Foi fiel a seu Deus, apesar de inúmeros e imensos obstáculos
que teve de enfrentar em sua tenra idade".
Fonte: Martyrologium
Romanum, publicado no Brasil em 20/12/1898.
Nota: As relíquias
(ossos) de Santa Cristina foram trazidos de Roma em 1927, por Dom
Francisco de Campos Barreto, 2º Bispo de Campinas e fundador da
Congregação das Missionárias de Jesus Crucificado, e colocados na capela
da Casa Geral, onde ficaram até serem doados à Basílica Nossa Senhora do
Carmo, sendo transladados solenemente em 23/10/2010 e colocados juntamente
com a imagem da Santa, no altar lateral próximo à Secretaria Paroquial
(altar do Sagrado Coração de Jesus).
Oração a Santa Cristina, virgem e mártir
Invocada
contra os males da "depressão psicológica"
Nós vos
suplicamos, Senhor, ouvi as súplicas de Santa Cristina, virgem e mártir
que intercede por nós diante de vosso trono. Nós cremos na comunhão dos
santos, que nos ajudam porque Vós permitis. Que ela, que sempre vos
agradou pelo mérito de sua castidade e pela sua grande fé que a levou a
testemunhar vosso poder pelo martírio, possa alcançar de Vós a graça de
que tanto necessito:
(fazer o
pedido).
Eu vos peço por Nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo.
Amém.
Rezar 1 Pai
Nosso, 1 Ave Maria e o Glória ao Pai.
Santa
Cristina, virgem e mártir, rogai por nós.
Livrinho
de Santa Cristina
Invocada contra os males da
"depressão psicológica"
Encontra-se à venda na Secretaria Paroquial, ao preço de R$ 2,00.