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Tempo Quaresmal e
Campanha da Fraternidade

Celebrar a Quaresma é reconhecer a presença de Deus na
caminhada, no trabalho, na luta, no sofrimento e na dor da vida
do povo. A Quaresma é tempo forte de conversão, de mudança
interior, de graça e de salvação. Preparamo-nos para viver, de
maneira livre e amorosa, o momento mais importante do ano
litúrgico e da história da salvação: a Páscoa.
A
Espiritualidade quaresmal é caracterizada também por atenta e
prolongada escuta da Palavra de Deus. Ela ilumina a vida e chama
à conversão, infundindo confiança na misericórdia de Deus.
No
Brasil, a dimensão comunitária da Quaresma é vivenciada e
assumida pela CF - Campanha da Fraternidade. A cada ano, a
Igreja destaca uma situação da realidade social que precisa ser
mudada. A CF ilumina, de modo particular, os gestos fundamentais
desse tempo litúrgico: a oração, o jejum e a esmola.
Por
meio do exercício da oração, pessoal e comunitária, as pessoas
tornam-se sempre mais abertas e disponíveis às iniciativas da
ação de Deus.
O
jejum e a abstinência de carne expressam a íntima relação
existente entre os gestos externos da penitência, mudança de
vida e conversão interior.
A
esmola confere aos gestos de generosidade humana uma dimensão
evangélica profunda, que se expressa na solidariedade. Coloca a
pessoa e a comunidade face a face com o irmão empobrecido e
marginalizado, para ajudá-lo e promovê-lo.
Para
celebrarmos melhor o tempo litúrgico da Quaresma, valorizando a
CF, poderemos responder às seguintes perguntas:
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Quais os sinais de pecado e de morte que marcam mais a
nossa comunidade atualmente?
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Quais os sinais de vida e ressurreição que gostaríamos que
aparecessem entre nós?
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Como ligar esses sinais com o mistério que celebramos?
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De que maneira podemos encaminhar a CF e as celebrações da
Quaresma, para que ajudem a comunidade a melhor celebrar a
Páscoa?
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Como sentimos o tema proposto pela CF em nosso bairro,
cidade ou região? Qual será o gesto concreto?
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Natureza e Histórico da CF
Em
1961, três padres responsáveis pela Cáritas Brasileira
idealizaram uma campanha para arrecadar fundos para as
atividades assistenciais e promocionais da instituição e
torná-la, assim, autônoma financeiramente. A atividade foi
chamada Campanha da Fraternidade e realizada, pela primeira vez,
na Quaresma de 1962, em Natal (RN), com adesão de outras três
dioceses e apoio financeiro dos bispos norte-americanos. No ano
seguinte, dezesseis dioceses do Nordeste realizaram a Campanha.
Não teve êxito financeiro, mas foi o embrião de um projeto anual
dos Organismos Nacionais da CNBB e das Igrejas Particulares no
Brasil, realizado à luz e na perspectiva das Diretrizes Gerais
da Ação Pastoral (Evangelizadora) da Igreja em nosso País.
Em
seu início, teve destacada atuação o Secretariado Nacional de
Ação Social da CNBB, sob cuja dependência estava a Cáritas
Brasileira, que fora fundada no Brasil, em 1957. Na época, o
responsável pelo Secretariado de Ação Social era dom Eugênio de
Araújo Sales, e por isso, presidente da Cáritas Brasileira. O
fato de ser administrador apostólico de Natal (RN) explica que a
Campanha tenha iniciado naquela circunscrição eclesiástica e em
todo o Rio Grande do Norte.
Esse
projeto foi lançado, em nível nacional, no dia 26 de dezembro de
1963, sob o impulso renovador do espírito do
Concílio Vaticano
II, em andamento na época, e realizado pela primeira vez na
Quaresma de 1964. O tempo do Concílio foi fundamental para a
concepção, estruturação e encaminhamentos da CF, do Plano de
Pastoral de Emergência, do Plano de Pastoral de Conjunto e de
outras iniciativas de renovação eclesial. Ao longo de quatro
anos seguidos, por um período extenso em cada um, os bispos
foram hospedados na mesma casa, em Roma, participando das
sessões do Concílio e de diversos momentos de reunião, estudo,
troca de experiências. Nesse contexto, nasceu e cresceu a CF.
Em
20 de dezembro de 1964, os bispos aprovaram o projeto inicial da
mesma, intitulado: "Campanha da Fraternidade: pontos
fundamentais apreciados pelo episcopado em Roma". Em 1965,
tanto a Cáritas quanto a Campanha da Fraternidade, que estavam
vinculadas ao Secretariado Nacional de Ação Social, foram
vinculadas diretamente ao Secretariado Geral da CNBB. A CNBB
passou a assumir a CF. Nessa transição, foi estabelecida a
estruturação básica da CF. Em 1967 começou a ser redigido um
subsídio, maior que os anteriores, para a organização anual da
CF. Nesse mesmo ano, iniciaram-se, também, os encontros
nacionais das Coordenações Nacional e Regionais da CF. A partir
de 1971, tanto a Presidência da CNBB como a Comissão Episcopal
de Pastoral começaram a ter uma participação mais intensa em
todo o processo da CF.
Em
1970, a CF ganhou um especial e significativo apoio: a mensagem
do Papa, transmitida em cadeia nacional de rádio e televisão,
quando de sua abertura, na Quarta-feira de Cinzas. A mensagem
papal continua enriquecendo a abertura da CF.
De
1963 até hoje, a CF é uma atividade ampla de evangelização
desenvolvida num determinado tempo (Quaresma), para ajudar os
cristãos e as pessoas de boa vontade a viverem a fraternidade em
compromissos concretos, no processo de transformação da
sociedade, a partir de um problema específico que exige a
participação de todos, na busca de alternativas de solução. É
grande instrumento para desenvolver o espírito quaresmal de
conversão, renovação interior e ação comunitária, como a
verdadeira penitência que Deus quer de nós em preparação à
Páscoa. É momento de conversão, de prática de gestos concretos
de fraternidade, de exercício de uma verdadeira pastoral de
conjunto em prol da transformação de situações injustas e
não-cristãs. É preciso maio para a evangelização no tempo
quaresmal, retomando a pregação dos profetas, confirmada por
Cristo, segundo a qual, a verdadeira penitência que agrada a
Deus é repartir o pão com quem tem fome, dar de vestir ao
maltrapilho, libertar os oprimidos, promover a todos.
A CF
tornou-se especial manifestação de evangelização libertadora,
provocando, ao mesmo tempo, a renovação da vida da Igreja e a
transformação da sociedade, a partir de problemas específicos,
tratados à luz do Projeto de Deus.
A CF
tem como objetivos permanentes:
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a) |
despertar o espírito comunitário e cristão no povo de
Deus, comprometendo, em particular, os cristãos na busca
do bem comum;
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b) |
educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e
do amor, exigência central do Evangelho;
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c) |
renovar a consciência da responsabilidade de todos pela
ação da Igreja na Evangelização, na promoção humana, em
vista de uma sociedade justa e solidária (todos devem
evangelizar e todos devem sustentar a ação evangelizadora
e libertadora da Igreja).
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Temas da CF em seu contexto histórico
A CF
surgiu durante o Concílio Vaticano II. Três documentos
conciliares foram importantes para o desenvolvimento da CF:
Sacrosanctum Concilium, sobre a liturgia;
Lumen Gentium,
sobre a natureza e missão evangelizadora da Igreja; e
Gaudium
et Spes, sobre a presença transformadora da Igreja no mundo
de hoje.
Na
América Latina, a Primeira Conferência Geral do Episcopado
Latino-americano, em Medellín (1968), teve um papel muito
importante. A reflexão sobre a realidade latino-americana levou
a Igreja a enfrentar o desafio da pobreza e a necessidade de uma
presença transformadora nas estruturas sociais.
As
Conferências de Puebla e Santo Domingo e a exortação pós-sinodal
Ecclesia in America acentuaram ainda mais a dimensão
social da fé e da vivência cristã, criando-se um clima de
comunhão e participação.
Os
temas da CF, inicialmente, contemplaram mais a vida interna da
Igreja. A consciência sempre maior da situação de injustiça, de
exclusão e de crescente miséria levou à escolha de aspectos bem
determinados da realidade socioeconômica e política brasileira.
O restabelecimento da justiça e da fraternidade nessas situações
era compromisso urgente da fé.
Critérios para a escolha dos temas:
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aspectos da vida da Igreja e da sociedade: o centenário da
Rerum Novarum, em 1991 (Solidários na dignidade do
trabalho), Ano da Família, em 1994 (A família, como vai?),
e outros;
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desafios sociais, econômicos, políticos, culturais e
religiosos da realidade brasileira;
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as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no
Brasil e os documentos do Magistério Universal da Igreja;
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a Palavra de Deus e as exigências da Quaresma.
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Desde 1971, há uma participação mais ampla das comunidades,
paróquias e dioceses, que enviam suas sugestões de temas aos
regionais da CNBB.
Os
temas podem ser divididos em três fases, ao longo desses 44
anos.
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1ª Fase: Em busca da renovação interna da Igreja
1) Renovação da Igreja
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CF-64: |
Igreja em renovação - Lembre-se: você também é Igreja |
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CF-65: |
Paróquia em renovação - Faça de sua paróquia uma
comunidade fé, culto e amor |
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2) Renovação do cristão
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CF-66: |
Fraternidade - Somos responsáveis uns pelos outros |
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CF-67: |
Co-responsabilidade - Somos todos iguais, somos todos
irmãos |
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CF-68: |
Doação - Crer com as mãos |
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CF-69: |
Descoberta - Para o outro, o próximo é você |
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CF-70: |
Participação - Ser cristão é participar |
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CF-71: |
Reconciliação - Reconciliar |
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CF-72: |
Serviço e vocação - Descubra a felicidade de servir |
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2ª
Fase:
A Igreja se preocupa com a realidade social do povo,
denunciando o pecado social e promovendo a justiça
(Vaticano II, Medellín e Puebla)
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CF-73: |
Fraternidade e libertação: O egoísmo escraviza, o amor
liberta |
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CF-74: |
Reconstruir a vida - Onde está o seu irmão? |
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CF-75: |
Fraternidade é repartir - Repartir o pão |
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CF-76: |
Fraternidade e comunidade - Caminhar juntos |
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CF-77: |
Fraternidade na família - Comece em sua casa |
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CF-78: |
Fraternidade no mundo do trabalho - Trabalho e justiça
para todos |
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CF-79: |
Por um mundo mais humano - Preserve o que é de todos |
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CF-80: |
Fraternidade no mundo das migrações: exigência da
eucaristia - Para onde vais? |
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CF-81: |
Saúde e fraternidade - Saúde para todos |
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CF-82: |
Educação e fraternidade - A verdade vos libertará |
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CF-83: |
Fraternidade e violência - Fraternidade sim, violência
não |
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CF-84: |
Fraternidade e vida - Para que todos tenham vida |
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3ª
Fase:
A Igreja se volta para situações existenciais do povo
brasileiro
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CF-85: |
Fraternidade e fome - Pão para quem tem fome |
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CF-86: |
Fraternidade e terra - Terra de Deus, terra de irmãos |
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CF-87: |
A fraternidade e o menor - Quem acolhe o menor, a Mim
acolhe |
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CF-88: |
A fraternidade e o negro - Ouvi o clamor deste povo! |
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CF-89: |
A fraternidade e a comunicação - Comunicação para a
verdade e a paz |
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CF-90: |
A fraternidade e a mulher - Mulher e homem: imagem de
Deus |
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CF-91: |
A fraternidade e o mundo do trabalho - Solidários na
dignidade do trabalho |
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CF-92: |
Fraternidade e juventude - Juventude: caminho aberto |
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CF-93 |
Fraternidade e moradia - Onde moras? |
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CF-94: |
A fraternidade e a família - A família, como vai? |
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CF-95: |
A fraternidade e os excluídos - Eras Tu, Senhor?! |
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CF-96: |
A fraternidade e a política - Justiça e paz se
abraçarão! |
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CF-97: |
A fraternidade e os encarcerados - Cristo liberta de
todas as prisões! |
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CF-98: |
A fraternidade e a educação - A serviço da vida e da
esperança! |
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CF-99: |
Fraternidade e os desempregados - Sem trabalho... Por
quê? |
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CF-2000 |
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CF-2000 |
Ecumênica:
Dignidade humana e paz - Novo milênio sem exclusões |
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CF-2001: |
Vida sim, drogas não! |
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CF-2002: |
Fraternidade e povos indígenas - Por uma terra sem
males! |
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CF-2003: |
Fraternidade e pessoas idosas - Vida, dignidade e
esperança! |
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CF-2004: |
Fraternidade e água - Água, fonte de vida |
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CF-2005 |
Ecumênica: Solidariedade e paz - Felizes
os que promovem a paz |
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CF-2006: |
Fraternidade e pessoas com deficiência - Levanta-te,
vem para o meio! (Mc 3,3) |
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CF-2007: |
Fraternidade e Amazônia - Vida e missão neste chão |
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CF-2008: |
Fraternidade e defesa da vida - Escolhe, pois, a vida
(Dt 30,19) |
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CF-2009: |
Fraternidade e segurança pública - A paz é fruto da
justiça
(Is 32,17) |
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CF-2010: |
Ecumênica: Economia e Vida - Vocês não podem
servir a Deus e ao dinheiro (Mt 6,24c)
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CF-2011: |
Fraternidade e a vida no planeta - A criação geme em
dores de parto (Rm 8,22)
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CF-2012: |
A fraternidade e a Saúde Pública - Que a saúde se
difunda sobre a terra (cf. Eclo 38,8)
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CF-2013: |
Fraternidade e Juventude - Eis-me aqui, envia-me! (Is
6,8) |
Serviço de Coordenação e Animação da CF
A CF
é um programa global conjunto dos Organismos Nacionais, do
Secretariado Nacional da CNBB e das Igrejas Particulares, sempre
realizado à luz e na perspectiva das Diretrizes Gerais da Ação
Evangelizadora da Igreja no Brasil.
Desde 1963, com o Plano de Emergência, e 1966, com o Plano de
Pastoral de Conjunto, a ação evangelizadora da Igreja vive um
processo de planejamento abrangente. Esse processo tem as
Diretrizes como fundamentação e inspiração e se expressa no
Plano de Pastoral, elaborado de forma muito participativa e em
diversos âmbitos.
A
busca desse planejamento, sempre mais participativo, requer
envolvimento dos agentes de pastoral, das equipes de coordenação
e animação, dos conselhos e outros órgãos a serviço do
crescimento da vida comunitária.
A
realização da CF, como programa global conjunto, é exercício e
expressão de planejamento participativo e de articulação
pastoral, decorrente da própria natureza da Igreja-Comunhão.
A
articulação:
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favorece o desenvolvimento dos carismas eclesiais de
maneira orgânica;
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distribui tarefas e define as atribuições das diversas
pastorais, organismos, movimentos e grupos;
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envolve um maior número possível de interessados, na
reflexão, decisão, execução e avaliação. |
Para
uma eficaz e frutuosa realização da CF, como de todo programa
pastoral, é indispensável reavivar, a cada ano, o processo de
seu planejamento. Isso não acontece sem a constituição de
equipes de trabalho com coordenação entusiasta, dinâmica,
criativa, com profunda espiritualidade e zelo apostólico.
Em
muitos regionais, dioceses e paróquias, a animação da CF é
assumida pela respectiva equipe de coordenação pastoral, com o
estabelecimento de uma Comissão específica para a CF. Esse
procedimento poderá favorecer maior integração, evitando
paralelismos. Poderá, por outro lado, apresentar risco de a CF
"ser de todos e, ao mesmo tempo, de ninguém".
Especial tarefa e compromisso das equipes, em seus diversos
níveis, deve ser a desrotinização da Campanha. A CF não é a
mesma a cada ano. Evitando a novidade pela simples novidade, as
equipes saberão utilizar-se de criatividade para realizá-la,
todos os anos, como algo realmente novo.
Equipe Paroquial da Campanha da Fraternidade
A CF
acontece nas família, nos grupos e nas comunidades eclesiais,
articulados pela paróquia. Como em relação a outras atividades
pastorais, o papel do pároco ou da equipe presbiteral é
preponderante. Tudo anda melhor quando ele estimula, incentiva,
articula e organiza a ação pastoral.
Em
toda paróquia, pastoralmente dinâmica, não faltarão equipes de
serviço para tudo que for necessário. O Conselho Paroquial de
Pastoral, já constituído na maioria das paróquias, por si ou por
meio de comissão específica, garantirá a realização articulada e
entusiasta da CF.
Atividades que poderá desenvolver
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Antes da Campanha: |
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providenciar o pedido de material junto à diocese; |
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programar um encontro paroquial para estudo do
Texto-base e para discussão da melhor maneira de se
utilizar as diversas peças de reflexão e divulgação da CF; |
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definir as atividades a serem assumidas conjuntamente; |
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estabelecer a programação da abertura, em âmbito
paroquial; |
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buscar, juntos, os meios para que a CF possa atingir
eficazmente todos os espaços e ambientes da realidade
paroquial; |
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planejar um gesto concreto comum e a destinação da coleta
da CF; |
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realizar encontros conjuntos ou específicos com as
diversas equipes paroquiais, para programação de toda a
Quaresma e Semana Santa; |
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prever a utilização do maior número possível de subsídios
da Campanha. |
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Durante a Campanha: |
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intensificar sua divulgação; |
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conferir a chegada dos subsídios aos destinatários; |
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motivar sucessivos gestos concretos de fraternidade; |
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realizar a coleta. |
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Depois da Campanha: |
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avaliar sua realização, encaminhando a síntese à
coordenação diocesana; |
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marcar presença no encontro diocesano de avaliação; |
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repassar às lideranças da paróquia as conclusões da
avaliação diocesana; |
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realizar o gesto concreto e garantir o repasse da parte da
coleta à diocese; |
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fazer com que a Campanha se estenda por todo o ano,
repassando outros subsídios que forem sendo publicados. |
Fonte:
CNBB - Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil. Campanha da Fraternidade 2013:
Texto-Base. Brasília: Edições CNBB, 2012.
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