Senhor, diante do
teu presépio venho pedir por minha família. Abençoa as pessoas
que amo e aquelas que ainda não amo o bastante. Que dentro de
nosso lar habite a confiança de tua Mãe, Maria, o zelo de José e
a inocência de teu rosto de criança. Afugenta de nossa casa as
dores, lágrimas e angústias causadas pelos que lutam por matar
nossos sonhos de paz. Dá-nos saúde, para que possamos cantar
teus louvores cada dia deste ano novo. Que nossas portas estejam
sempre abertas para ti, nas visitas que nos fazes em tantos
rostos sofridos. Dá-nos a alegria de tua presença em nosso lar.
Abençoa todas as famílias neste Natal, Senhor. Amém.
Símbolos de Natal e suas histórias
Árvore de Natal
No mundo todo, milhões de famílias celebram o Natal ao redor de
uma árvore. A árvore, símbolo da vida, é uma tradição mais
antiga do que o próprio Cristianismo, e não é exclusiva de uma
só religião. Muito antes de existir o Natal, os egípcios traziam
galhos verdes de palmeiras para dentro de suas casas no dia mais
curto do ano, em dezembro, como símbolo de triunfo da vida sobre
a morte.
Já o costume de ornamentar a árvore pode ter surgido do hábito
que os druidas tinham de decorar velhos carvalhos com maçãs
douradas para as festividades deste mesmo dia do ano. A primeira
referência a uma "Árvore de Natal" data do século XVI. Na
Alemanha, famílias ricas e pobres decoravam árvores com papel
colorido, frutas e doces. Esta tradição se espalhou pela Europa
e chegou aos Estados Unidos pelos colonizadores alemães. Logo, a
árvore de Natal passou a ser popular em todo mundo.
Presépio
Nos países católicos, um dos símbolos mais comuns do Natal é a
reprodução do cenário onde Cristo nasceu: uma manjedoura,
animais, pastores, os três reis magos, Maria, José e o Menino
Jesus. O costume de montar presépios surgiu com São Francisco de
Assis, que pediu a um homem chamado Giovanni Villita que criasse
o primeiro. São Francisco, então, celebrou uma missa em frente a
esse presépio, inspirando devoção a todos que o assistiam.
Papai
Noel
Ele foi inspirado no bispo Nicolau, que viveu e pontificou na
cidade de Myra, Turquia, no século IV. Nicolau costumava ajudar,
anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras.
Colocava na chaminé das casas o saco com moedas de ouro a ser
ofertado. Foi declarado santo depois que muitos milagres lhe
foram atribuídos.
Sua transformação em símbolo natalino aconteceu na Alemanha e
daí correu o mundo. Nos Estados Unidos, a tradição do velhinho
de barba comprida e roupas vermelhas que anda num trenó puxado
por renas ganhou força. A figura do Papai Noel que conhecemos
hoje foi obra do cartunista Thomas Nast, na revista Harper's
Weeklys, em 1881.
Cartão
de Natal
A prática de enviar cartões de Natal surgiu na Inglaterra, no
ano de 1843. Em 1849, os primeiros cartões populares de Natal
começaram a ser vendidos por um artista inglês chamado William
Egly.
Presentes
Existem muitas origens para este símbolo. Uma delas conta que
São Nicolau, um anônimo benfeitor, presenteava as pessoas no
período natalino. Outra tradição mais antiga lembra os três reis
magos que presentearam Jesus. O dia e o motivo de dar e receber
presentes varia de país para país.
Canções de
Natal
A Igreja sempre deu muita importância para o valor da música. As
primeiras canções natalinas datam do século IV e são cantadas
até hoje na véspera de Natal.
Comida
Na maior parte do mundo cristão, o Natal significa comida. O
simbolismo que o alimento tem na mesa no dia de Natal vem das
sociedades antigas que passavam muita fome e encontravam em
algum tipo de carne - o mais importante prato - uma forma de
referenciar à Deus e a Jesus (ligada às palavras de Jesus: "
Este é meu corpo"). Geralmente era servido porco, ganso - mais
tarde substituído por peru, e peixe. Uma série de bolos e massas
são preparados somente para o Natal e são conhecidos por todo
mundo.