Dados Gerais do Carmo
 Basílica Tombada
 Significado Histórico
 Pobre Matriz Rica
 Basílica na História
 Outras Informações
 Pinturas
 Iconografia
 Órgão Tamburini
 Horários de Missas
 Horários de Confissões
 Histórico
 Párocos
 Pastorais
 Conselhos
 Calendário Anual
 Atividades
 Batizados
 Casamentos
 Horários
 Escola Paroquial
 Capela N.Sra.Boa Morte
 
 Festa: 16 de Julho
 Devoção e História
 Novena
 Cânticos
 Oração
 Reza do Terço

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

Assembléia Paroquial

Rumo ao 7º. Plano (29/07/09)

 

Realidade 

Vivemos uma realidade que escapa cada vez mais às possibilidades de planejamento. Isso não invalida o planejamento, pelo contrário o exige, chamando a atenção para metas de logo alcance, fixando-se em atividades cotidianas viáveis. Ele não pode se transformar em camisa de força, mas nos abriga a caminhar na direção de metas comuns definidas dentro de um quadro de referência histórico. E num lugar preciso, no caso Campinas, situada como centro de referência de uma região metropolitana que abrange 19 municípios, dos quais 8 pertencem ao território da Diocese. Levar em conta as marcas da realidade apresentada tanto no documento de Aparecida, quanto nas D.G.A.E. ,  e ao mesmo tempo ter o olhar atento para as peculiaridades locais, explicitadas na Carta Pastoral de D.Bruno.

 

Falar da região metropolitana de Campinas é nomear a desigualdade que tende a se acentuar. A medida desta acentuação é dada pelo fenômeno da exclusão. Ao desemprego acentuado soma-se flexibilização do processo de trabalho (trabalhadores treinados para trabalhar em equipe acumulando funções diversificadas, cada um podendo substituir o outro). A fragmentação do processo produtivo, em escala mundial, realidade que dificulta a união dos trabalhadores nas lutas coletivas. A solidariedade desaparece e o mundo do trabalho torna-se o campo no qual cada um luta para sobreviver. Somando a isto o processo de trabalho que já não confere mais a identidade, esta é conferida pela capacidade de consumo ligada ao nível de renda.

 

A sociedade funciona como rede , como fluxo nas cidades, sobretudo nas metrópoles, seu centro nervoso. O pano de fundo para pensar a região metropolitana e particularmente a cidade é o processo de globalização, uma rede produtiva na qual a própria cultura se transforma em mercadoria. É a forma organizacional tanto do mundo formal, o mundo da produção, das finanças, da cultura, da mídia, da lei, quanto do mundo informal (o crime organizado é o melhor exemplo). A cultura do consumo constitui a cultura da globalização, com caráter individualista e se funda não no ser, mas no ter, importa mais a imagem do que a realidade.

 

A cidade revela-se como local apropriado para pensar a dinâmica social. Nela evidenciam-se as contradições de um mundo sem território, são um elo numa sociedade que funciona como uma rede de fluxos. Sua dinâmica escapa aos planejadores urbanos e aparentemente à nossa capacidade de ação.

 

O individualismo atinge de maneira especial o campo religioso. A dinâmica da realidade escapa a qualquer possibilidade de previsão, atropela os melhores propósitos de intervenção numa realidade complexa e em mudanças contínuas, cuja marca é a aceleração.

 

O laicato: consciente livre e responsável, dentro de sua vocação batismal, organizado.

 

As novas gerações: como transmitir a fé em uma nova época ?

 

O presbitério: adepto de um estilo de vida bastante afinado com a mentalidade pós moderna.   

 

Os pobres: como tornar efetiva a presença da igreja junto a eles ?

 

Campinas: precisamos trabalhar de forma paciente, dedicada, generosa fundada na Palavra e na Eucaristia, para mudar a forma de presença na Igreja e no mundo.             

 

 

Metodologia 

A Igreja não tem necessidade de uma reforma, mas de uma contínua reforma. O amanhã, ou será conseqüência do hoje ou não passará de uma mera repetição do passado.

 

O bloco Metodologia não quer projetar a  ação pastoral da Igreja , mas iluminar o processo de construção dessa ação pastoral.

 

Um novo Plano de Pastoral não nega nem aposenta os Planos anteriores. Ao contrário, os reconhece e os assume por uma perspectiva de continuidade de caminho da Igreja para dar um novo impulso à evangelização da cidade (DA 9,16).

 

Objetivo Geral - é o que se quer  alcançar, esclarecendo o ideal de homem e de sociedade ao qual se dirige a  atividade  pastoral. 

 

Objetivos específicos - são ações concretas que ajudam a alcançar o Objetivo Geral. Deverão ser claros,compreensíveis, realizáveis, oportunos, concretos e avaliáveis (Orfano, 2004).

 

Planejamento Participativo - é um processo que deve envolver o maior número possível de pessoas e grupos, onde todos são convidados a  opinar e decidir.

 

A Igreja tem serviços permanentes a prestar no mundo em contínua transformação. Ela tem estruturas estáveis que precisam adequar-se constantemente à realidade do momento, tornado-se presença dinâmica e transformadora.

 

Fundamentos do método de Planejamento Participativo - intervenção de todos, discernimento comunitário, criatividade, decisão compartilhada e co-responsabilidade, sendo mais importante privilegiar o processo que implica a participação de todos.

 

Condições prévias e os passos preparatórios de um Planejamento Participativo em busca de uma Igreja aberta e criativa:

 

a) Adesão a uma eclesiologia de comunhão e participação – é o ponto de partida e de chegada de um processo participativo, pois implica crer na força de participação de todos.

 

b) Disposição para o diálogo maduro – onde as diferenças são respeitadas, o conflito positivo acontece como parte do processo de discernimento, isenta de paixões e preconceitos, com postura de serenidade e sinceridade.

 

c) Compromisso pessoal com as consequências do processo – por ser participativo e as decisões dependerem do envolvimento de cada um, esse processo é sempre imprevisível, aberto ao novo. Só é possível caminhar nesta direção com disposição de deixar-se surpreender pela novidade permanente dos caminhos do Espírito Santo.

 

d) Caminhar no ritmo dos participantes do processo – os frutos dependem da paciência das sementes, sem devido tempo de maturação, só colhemos frutos chochos.

 

e) Vinculação da comunidade – todos se envolvem, e as decisões relativas à prática devem ser conhecidas: método “Ver, Iluminar (Julgar) e Agir".

 

 

Ação Pastoral

Não diferente de muitas cidades em nosso país, e em toda a América Latina, a cidade de Campinas cresceu demasiadamente, atingindo cerca de 1,2 milhões de habitantes.

 

Campinas possui um dos maiores pólos tecnológico-científicos do Brasil, tecnologia, informática, telecomunicações etc.

 

Nossa Região possui investimento estatal na área petrolífera e muitas empresas multinacionais na área química e de medicamentos.

           

Desde a década de sessenta, milhares de homens e mulheres migram para nossa região em busca de melhores condições de trabalho, moradia, educação e sustento familiar. O sonho da “terra prometida onde corre leite e mel” parece encantar a todos.

           

A violência é fruto das desigualdades sociais e também fruto de um sistema educacional, penal e de segurança já há muito tempo falido e que marca nossa região.

 

Outra crise que vivemos é a ecológica. Nossas fontes de energia não são renováveis e a cada dia cresce o número de automóveis que circulam pelas nossas ruas, além da poluição dos rios etc.

           

Mesmo possuindo ótimas instituições de ensino, ainda é incontável o número de pessoas que foram alfabetizadas ou que são considerados “analfabetos funcionais”.

           

A falta de educação básica gera um crescimento demográfico desorganizado, aumentando o índice de gravidez na adolescência, desintegração dos valores sociais

           

Os relacionamentos sociais não são mais pessoais. Não se pensa mais no coletivo, mas no individual. Por isso se tornou muito mais prazeroso fundar uma “comunidade virtual” de relacionamentos do que viver em comunidades a partir das relações pessoais.

           

 

Como a Igreja tem agido no mundo urbano?

Cerca de 70% das pessoas vivem dentro dessa realidade urbana. Seguimos a lógica das cidades, no isolando, muitas vezes, em nossas comunidades. O sentido da vida comunitária está se esvaziando e sendo preenchido pelo individualismo e pelo sentimentalismo exagerado. Os shoppings centers submetem a realidade do divino e “consumir é estar bem com Deus”.

           

Nossas paróquias ainda não encontraram uma metodologia de participação que contemple o exercício dos dons de cada leigo e leiga. É necessária uma participação efetiva e afetiva. Muitos médicos, advogados, dentistas etc., preferem doar um pouco de seu conhecimento profissional dentro de ONG´s, enquanto nossas comunidades carecem de um atendimento pastoral que englobe também as qualificações profissionais de cada pessoa.       

 

O compromisso do leigo e da leiga passa a ser o que sempre deveria ter sido de fato: a presença profética e missionária dentro e fora da Igreja. Cresce, portanto, a urgência de se formar discípulo-missionário para a construção de uma civilização do amor com base no Evangelho.      

           

Dentro da dinâmica da pastoral urbana não caberia mais o modelo de Padre anterior ao Concílio Vaticano II. Um sacerdote distante do povo, autoritário e muito apegado à liturgia em detrimento a outras dimensões da Igreja, e pouco preocupado com a ação pastoral.

           

Existe uma tentação de priorizar as questões econômicas no trabalho de muitos padres. A falta de zelo pastoral e administrativo tem sido o objeto de altas discussões entre leigos e padres.

           

Na maioria das vezes os padres passam a maior parte do seu tempo resolvendo questões administrativas das paróquias e a menor parte de seu tempo passa para o acompanhamento das pastorais, sem tempo para cultivar a espiritualidade.

           

O crescente número de padres midiáticos (cantores, apresentadores de TV, rádio etc.) tem criado em muitos jovens o desejo de ser padre para desenvolver um trabalho semelhante a este. Contudo, sabemos que vocação à vida presbiteral está fundamentada na pessoa de Jesus Cristo e nosso serviço ao povo.

       

Atualmente existem 82 paróquias, 519 comunidades e 18 capelas na Arquidiocese de Campinas. Muitas vezes pensamos que quantidade é sinônimo de qualidade. Triste engano! Nossas comunidades devem aprender que a quantidade é boa sim, mas se não se tem boa acolhida e formação dos membros, não teremos de fato uma comunidade atuante pastoralmente.

      

Por isso, deveríamos investir em criar mais comunidades a partir de grupos de vivência que atuam nos bairros e que vivem os problemas que lá ocorrem. Uma comunidade deve brotar de uma experiência profunda de Jesus Cristo, de amizade, oração, compromisso e responsabilidade de um grupo de pessoas que se conhecem, formando assim uma nova família.

       

 

Diretrizes da Ação Pastoral  

 “A Igreja peregrina é missionária. “Esta firme decisão missionária deve impregnar todas as estruturas eclesiais e todos os planos pastorais de dioceses, paróquias”. A conversão pastoral desperta a capacidade de submeter tudo ao serviço da instauração do Reino da Vida, que implica:

  • escutar com atenção e discernir “o que o Espírito está dizendo às Igrejas” (Ap 2, 29);

  • viver e promover uma espiritualidade de comunhão e participação;

  • ser comunidade de discípulos missionários ao redor de Jesus Cristo, Mestre e Pastor;

  • ir além de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária.

O projeto pastoral da Diocese seja elaborado com “indicações programáticas concretas, objetivos e métodos de trabalho, formação e valorização de agentes e a procura de meios necessários que permitam que o anúncio de Cristo chegue às pessoas, modele as comunidades e incida profundamente na sociedade e na cultura mediante o testemunho dos valores evangélicos”.

       

As atuais Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora dá as pistas de ação para a missão evangelizadora nos âmbitos da pessoa, da comunidade e da sociedade:

       

- Para a pessoa:

  • Acolhimento de todos e visitação;

  • Acompanhamento das crianças, jovens, idosos e das mulheres;

  • Defesa e proteção à família, com preparação ao matrimônio e acolhida aos casais em segunda-união;

  • Presença nos locais de trabalho e moradia: Atenção ao migrantes; aos excluídos.

- Para a comunidade:

  • Diálogo e igualdade em dignidade no interior da comunidade eclesial.

- Para a sociedade:

  • Empenho por uma cultura da vida e da austeridade e simplicidade;

  • Apoio a políticas públicas de inclusão e criação de emprego;

  • Combate à corrupção e a impunidade.

A proposta do nosso Arcebispo é clara e urgente. É preciso estarmos atentos ao que importa e nos une, dando prioridade à nossa realidade urbana e os desafios apresentados por ela para a nossa Igreja local. Assim “queremos ser Igreja Missionária da caridade com Amor-Serviço, na qual a Palavra nos impele à missão profética. Queremos ser Igreja da fé através da sagrada liturgia dos sacramentos, mormente a Eucaristia que nos une em comunhão impelindo-nos à santidade. Queremos ser Igreja solidária do amor-serviço, do empenho na promoção da vida, da solidariedade”.

 

 

Eclesiologia

Anunciar o Reino de Deus é anunciar a salvação; a salvação é realidade comunitária e a Igreja é, portanto, comunidade de salvação a serviço do Reino (cf. LG). Jesus, Reino e Igreja são realidades inseparáveis. No entanto, estamos enfrentando uma época anti-eclesial, na qual a tentação é ser cristão sem Igreja. Isto é engano, pois o encontro com Cristo leva à comunidade que guarda sua memória e é a única autorizada a dizer quem Ele é, pois a Igreja que escreveu os Evangelhos é quem sabe vivê-lo e anunciá-lo. A Igreja é mistério que brota da Trindade: “o Pai a projetou, o Filho a construiu e o Espírito Santo a administra” (Dom Tepe). Para quem teve realmente um encontro com Jesus Cristo, ser Igreja não é qualquer coisa, mas é vocação, é convocação. Aliás a palavra Igreja quer dizer isto mesmo: assembléia convocada e reunida.

 

Este sentimento anti-eclesial é fruto de uma crise maior que estamos atravessando, a crise anti-comunitária. Nossa época rejeita o que é comunitário. O individualismo invadiu nossa cultura. Devido a  isto estamos em um momento singular para a Igreja. É um momento que exige dela mais que mudanças, uma transformação. Transformação na sua maneira de se articular e exercer sua missão. Um exemplo disso é a necessidade de transformação das paróquias que não conseguem formar verdadeiras comunidades de fé e convivência evangélica.

 

Há um embate entre dois “modelos” de Igreja. Um modelo é de configuração tridentina que favorece uma vivência eclesial mais estruturada, individualista. Favorece uma espiritualidade intimista. Outro modelo brota do Vaticano II, centralidade da palavra de Deus, atenção à realidade, à pessoa humana, aos sinais da História, às questões de justiça e da vida. Favorece uma espiritualidade encarnada (modelo contemplado na A.L., de Medellín à Aparecida, indicando uma Igreja preocupada em:

a) opção pelos pobres;

b) ver crítico, julgar teológico-bíblico e

c) agir pastoral.

 

Temos então a “grosso modo” dois caminhos ou duas vertentes para articular a atuação-organização da Igreja. As divergências não se situam na discussão eclesiológica sobre a Igreja em si, mas sobre a maneira de viver, articular e trabalhar como Igreja.

 

Seria bom perguntar se há uma compreensão clara do que é Igreja e o que implica na vida de cada um fazer parte dela. Constatou-se que há uma privatização da fé.  Eu recebo a fé da Igreja, mas vivo como quero.

 

Onde fica a comunidade como compromisso de fé e vida? Constatou-se que sem compreender o que é Igreja, existe um conflito na hora de exercer a pastoral, pois cada um parte de uma visão muito diferente de Igreja. Assim, na Arquidiocese temos muito trabalho, muita riqueza e também muito conflito, dado que se constroem muitos projetos eclesiais ao mesmo tempo, com a conseqüente impossibilidade de uma pastoral orgânica ou de conjunto.

 

Não se trata de imposição de pensamento único, mas na unidade (no objetivo, rumo ou vertente), na pluralidade (atuação eclesial e pastoral). Se todos estão caminhando para o mesmo rumo, de acordo no objetivo ou projeto pastoral eclesial, por que  não pode haver colaboração e harmonia na aplicação do projeto? Aqui constatou-se a necessidade de uma conversão para a união. Sem esta conversão tudo cai na fragmentação (cada um por si).

 

A pergunta é: como uma Igreja dividida na maneira de ver a si mesma e disputando qual é “a verdadeira Igreja”, poderá servir o Reino, servir os pobres? E pensar que a Igreja é mais verdadeira quanto mais ela é parecida com Jesus: “Que todos sejam um ...” (Jo 17, 11). Conversão para o espírito de serviço sem o qual não há comunhão nem participação e muito menos colegialidade, responsabilidade e nem a liberdade dos filhos de Deus. Alguém resumiu: conversão ao amor pois “só é livre quem ama” (Teresa de Calcutá).

 

A capacidade de diálogo no interior de nossa Igreja tem diminuído, quando existe é diálogo difícil: todos ouvem e cada um continua fazendo o que quer ou o que gosta. Sem este diálogo interno a Igreja será missionária, mas de missão fragmentada, dificilmente feita em conjunto, como ação da Igreja. Sem diálogo estabelece-se distância entre o discurso e a prática, a perda maior é do trabalho pastoral. Para que nossa Igreja elabore um plano de pastoral que seja levado a sério, é preciso restaurar  o espírito de diálogo em todos os níveis. Alguém disse: “A falta de diálogo verdadeiro e construtivo está entorpecendo nossa Igreja”.

 

A Igreja que projetamos em nossas reflexões é aquilo que diz o documento da Aparecida e D. Bruno exprimiu em sua carta (n.36). Uma Igreja discípula e missionária da caridade como amor-serviço-solidário que brota da Palavra e da Eucaristia. Serviço ao Reino na defesa da vida na perspectiva da evangélica opção pelos pobres.

 

Igreja como “família de Deus” (Ef 2,19), família como “Igreja doméstica” (LG 11). Nesta crise em relação à comunidade, a família aparece como comunidade primeira que pode ajudar a resgatar o sentido comunitário da Igreja. Família compreendida não no sentido burguês, mas como unidade de pessoas que vivem e convivem. Ter a família como um objetivo pastoral ou prioridade de ação pastoral seria bom para resgatar o sentido de comunidade eclesial. Se queremos ser Igreja solidária, temos que admitir que solidariedade se aprende na família.  

 

 

Liturgia

A Liturgia é um serviço, uma ação sagrada:

1) É ação de Deus que se mantém fiel à Aliança que fez com seu povo, que nos liberta, nos transforma e nos santifica.

 

2) É ação com Jesus que se faz servidor de todos e este serviço encontra sua plenitude na doação total de sua vida na cruz. Deste modo, a grande liturgia que Jesus realizou foi a entrega da própria vida, e assim Ele glorificou o Pai.

 

3) É também ação dos cristãos. Todos nós que fomos batizados em Jesus Cristo formamos um povo sacerdotal e somos chamados a prestar culto a Deus, colaborando com Ele na transformação da vida da história.

 

É na Liturgia que celebramos o Mistério Pascal, encontramos o Senhor e penetramos mais intimamente nos mistérios do Reino.

 

A Liturgia é ação de Cristo Cabeça e de seu Corpo que é a Igreja.

Podemos falar em uma Liturgia vivida na ação, doação dos irmãos, isto é, o serviço da salvação pela vivência no Evangelho, pelo anúncio do Evangelho e toda a ação da Igreja, que inclui as boas ações de qualquer ser humano, na boa vontade e promoção do bem.

 

Podemos falar também de uma Liturgia ritual, celebrada com gestos, palavras, silêncio, cânticos, sinais, símbolos, através da qual a obra salvadora de Cristo se faz presente na vida dos cristãos.

 

E o que precisa ter o rito determinado pela Igreja?

4) Precisa ter o “rosto” da comunidade que celebra, pois esta se situa historicamente.

 

5) Precisa adaptar-se ao gênio das diversas culturas e encarnar-se nele. É o que chamamos inculturação litúrgica.

 

 

Importância da Ação Celebrativa

A celebração Litúrgica é:

6) Ação da comunidade de fé, dirigida ao Pai, por meio de Jesus Cristo, na força do Espírito Santo.

 

7) Ação memorial (lembrança + atualização) da Páscoa de Cristo na páscoa do povo. Consequentemente, a celebração encerra as dores, alegrias, tristezas da vida da comunidade, da vida do mundo.

 

Quando celebramos, nos comprometemos com Deus e com os irmãos a viver o nosso batismo na construção da utopia do Reino, que se concretiza num mundo justo e fraterno, com vida para todos.

 

Na Assembléia Litúrgica experimentamos a Santíssima Trindade no seu Templo que somos nós.

 

Por ser a Liturgia “cume e fonte de vida da Igreja, ponto alto da vida dos cristãos”, há a necessidade de se ter uma Pastoral Litúrgica e uma Equipe de Liturgia que entre outras coisas estará a serviço da comunidade, preparando as celebrações e promovendo a interação entre celebração e vida, auxiliando para que toda a assembléia participe, vivenciando o rito celebrado.

 

8) A ação celebrativa da Igreja encontra seu fundamento na Eucaristia, Memorial da Páscoa de Cristo.

 

 

Espiritualidade Encarnada

1) A vida espiritual é a vida no Espírito Santo, que nos orienta para a pessoa de Cristo.

 

2) A espiritualidade cristã, na sua essência, é seguimento de Cristo, leva ao encontro de Jesus na sua integralidade.

 

3) A espiritualidade é o conjunto de inspirações e de convicções que anima o cristão na sua relação com o Deus Trindade. É também o conjunto de atitudes e de comportamentos sociais que nascem desta relação.

 

4) A espiritualidade quebra a relação de posse das coisas e das pessoas para estabelecer uma relação de comunhão com elas e é algo que abrange toda a vida da pessoa.

 

5) A espiritualidade do leigo é, portanto, espiritualidade encarnada: uma espiritualidade a ser vivida em seu cotidiano, no mundo.

 

6) Em Jesus, a Palavra de Deus entrou na história, adquiriu um rosto, assumiu um povo, um país, uma cultura, uma família, num contexto sócio-político-econômico-religioso determinado.

 

7) O Verbo se encarnou pelo poder do Espírito Santo, no seio da Virgem Maria. O Espírito trabalha em nós para nossa humanização, para nossa encarnação na realidade, para sermos abertos e disponíveis, a fim de viver o amor e a solidariedade concretos. Pois Deus age na história através de pessoas concretas.

 

8) Uma espiritualidade de encarnação nos torna mais sensíveis às dores e alegrias de toda a humanidade e dos pobres de maneira especial (Gaudium et Spes 1).

 

9) Pelo mistério da encarnação toma-se consciência da dignidade e do valor de cada pessoa humana, das necessidades básicas para terem uma vida de acordo com o projeto de Deus. É na nossa história que vivemos a espiritualidade encarnada.

 

10) A conferência de Aparecida afirma: “Não podemos rebaixar a espiritualidade popular ou considerá-la um modo secundário de vida cristã, porque seria esquecer o primado da ação do Espírito e a iniciativa gratuita do amor de Deus”.

 

11) O ecumenismo e a abertura a todos os que procuram a Deus de coração sincero é característica da espiritualidade cristã atual.

           

 

Propostas para Elaboração do 7º P.P.O.

1.   Prestar atenção à realidade urbana hoje.

2.   Promover o ecumenismo, o diálogo inter-religioso.

3.   Fortalecer / Concretizar / Efetivar a opção preferencial pelos jovens.

4.   Investir na formação de pequenas comunidades.

5.   Dar testemunho de modo profético e transformador da realidade.

6.   Respeitar as devoções populares.

7.   Desenvolver uma espiritualidade encarnada que faça a ligação fé-vida.

8.   Sensibilidade para a questão ecológica.   

 

 

Início

 

Pároco Atual  

Palavra do Pároco  

Homilias  

Liturgia Dominical  

Imagens e Idolatria  

Carmelitas em Campinas  

  AVISOS  
 

Origem  

Horários da Basílica  

Fotos  

Links  
 

 

Ouça a Santa Missa

pela Rádio Central

(870 Mhz)

 TODO DOMINGO

às 07h30

Transmitida diretamente da Basílica

 

 

 

 

 

Google

 

 

 

 

 

 

 

© desde 25/12/2006 - Basílica Nossa Senhora do Carmo - Campinas - SP - Brasil