Dados Gerais do Carmo
 Basílica Tombada
 Significado Histórico
 Pobre Matriz Rica
 Basílica na História
 Outras Informações
 Pinturas
 Iconografia
 Órgão Tamburini
 Horários de Missas
 Horários de Confissões
 Histórico
 Párocos
 Pastorais
 Conselhos
 Calendário Anual
 Atividades
 Batizados
 Casamentos
 Horários
 Capela N.Sra.Boa Morte
 
 Festa: 16 de Julho
 Devoção e História
 Novena
 Cânticos
 Oração
 Reza do Terço

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

Pastoral da Comunicação

 

 

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI
PARA O 43º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

 

«Novas tecnologias, novas relações.
Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade»

[24 de Maio de 2009]

 

 

Amados irmãos e irmãs,

 

Aproximando-se o Dia Mundial das Comunicações Sociais, é com alegria que me dirijo a vós para expor-vos algumas de minhas reflexões sobre o tema escolhido para este ano: Novas tecnologias, novas relações. Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade. Com efeito, as novas tecnologias digitais estão a provocar mudanças fundamentais nos modelos de comunicação e nas relações humanas. Estas mudanças são particularmente evidentes entre os jovens que cresceram em estreito contato com estas novas técnicas de comunicação e, consequentemente, sentem-se à vontade num mundo digital que entretanto para nós, adultos que tivemos de aprender a compreender e apreciar as oportunidades por ele oferecidas à comunicação, muitas vezes parece estranho. Por isso, na mensagem deste ano, o meu pensamento dirige-se de modo particular a quem faz parte da chamada geração digital: com eles quero partilhar algumas ideias sobre o potencial extraordinário das novas tecnologias, quando usadas para favorecerem a compreensão e a solidariedade humana. Estas tecnologias são um verdadeiro dom para a humanidade: por isso devemos fazer com que as vantagens que oferecem sejam postas ao serviço de todos os seres humanos e de todas as comunidades, sobretudo de quem está necessitado e é vulnerável.

 

A facilidade de acesso a telemóveis e computadores, juntamente com o alcance global e a onipresença da internet, criou uma multiplicidade de vias através das quais é possível enviar, instantaneamente, palavras e imagens aos cantos mais distantes e isolados do mundo: trata-se claramente duma possibilidade que era impensável para as gerações anteriores. De modo especial os jovens deram-se conta do enorme potencial que têm as novas mídias para favorecer a ligação, a comunicação e a compreensão entre indivíduos e comunidade, e usam-nos para comunicar com os seus amigos, encontrar novos, criar comunidades e redes, procurar informações e notícias, partilhar as próprias ideias e opiniões. Desta nova cultura da comunicação derivam muitos benefícios: as famílias podem permanecer em contato apesar de separadas por enormes distâncias, os estudantes e os investigadores têm um acesso mais fácil e imediato aos documentos, às fontes e às descobertas científicas e podem por conseguinte trabalhar em equipe a partir de lugares diversos; além disso a natureza interativa das novas mídias facilita formas mais dinâmicas de aprendizagem e comunicação que contribuem para o progresso social.

 

Embora seja motivo de maravilha a velocidade com que as novas tecnologias evoluíram em termos de segurança e eficiência, não deveria surpreender-nos a sua popularidade entre os usuários porque elas respondem ao desejo fundamental que têm as pessoas de se relacionar umas com as outras. Este desejo de comunicação e amizade está radicado na nossa própria natureza de seres humanos, não se podendo compreender adequadamente só como resposta às inovações tecnológicas. À luz da mensagem bíblica, aquele deve antes ser lido como reflexo da nossa participação no amor comunicativo e unificante de Deus, que quer fazer da humanidade inteira uma única família. Quando sentimos a necessidade de nos aproximar das outras pessoas, quando queremos conhecê-las melhor e dar-nos a conhecer, estamos a responder à vocação de Deus - uma vocação que está gravada na nossa natureza de seres criados à imagem e semelhança de Deus, o Deus da comunicação e da comunhão.

 

O desejo de interligação e o instinto de comunicação, que se revelam tão naturais na cultura contemporânea, na verdade são apenas manifestações modernas daquela propensão fundamental e constante que têm os seres humanos para se ultrapassarem a si mesmos entrando em relação com os outros. Na realidade, quando nos abrimos aos outros, damos satisfação às nossas carências mais profundas e tornamo-nos de forma mais plena humanos. De fato, amar é aquilo para que fomos projetados pelo Criador. Naturalmente não falo de relações passageiras, superficiais; falo do verdadeiro amor, que constitui o centro da doutrina moral de Jesus: «Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças» e «amarás o teu próximo como a ti mesmo» (cf. Mc 12, 30-31). Refletindo, à luz disto, sobre o significado das novas tecnologias, é importante considerar não só a sua indubitável capacidade de favorecer o contato entre as pessoas, mas também a qualidade dos conteúdos que aquelas são chamadas a pôr em circulação. Desejo encorajar todas as pessoas de boa vontade, ativas no mundo emergente da comunicação digital, a que se empenhem na promoção de uma cultura do respeito, do diálogo, da amizade.

 

Assim, aqueles que operam no setor da produção e difusão de conteúdos das novas mídias não podem deixar de sentir-se obrigados ao respeito da dignidade e do valor da pessoa humana. Se as novas tecnologias devem servir ao bem dos indivíduos e da sociedade, então aqueles que as usam devem evitar a partilha de palavras e imagens degradantes para o ser humano e, consequentemente, excluir aquilo que alimenta o ódio e a intolerância, torna vil a beleza e a intimidade da sexualidade humana, explora os débeis e os indefesos.

 

As novas tecnologias abriram também a estrada para o diálogo entre pessoas de diferentes países, culturas e religiões. A nova arena digital, o chamado cyberspace, permite encontrar-se e conhecer os valores e as tradições alheias. Contudo, tais encontros, para ser fecundos, requerem formas honestas e corretas de expressão juntamente com uma escuta atenciosa e respeitadora. O diálogo deve estar radicado numa busca sincera e recíproca da verdade, para realizar a promoção do desenvolvimento na compreensão e na tolerância. A vida não é uma mera sucessão de fatos e experiências: é antes a busca da verdade, do bem e do belo. É precisamente com tal finalidade que realizamos as nossas opções, exercitamos a nossa liberdade e nisso - isto é, na verdade, no bem e no belo - encontramos felicidade e alegria. É preciso não se deixar enganar por aqueles que andam simplesmente à procura de consumidores num mercado de possibilidades indiscriminadas, onde a escolha em si mesma se torna o bem, a novidade se contrabandeia por beleza, a experiência subjetiva sobrepõe-se à verdade.

 

O conceito de amizade logrou um renovado lançamento no vocabulário das redes sociais digitais que surgiram nos últimos anos. Este conceito é uma das conquistas mais nobres da cultura humana. Nas nossas amizades e através delas crescemos e desenvolvemo-nos como seres humanos. Por isso mesmo, desde sempre a verdadeira amizade foi considerada uma das maiores riquezas de que pode dispor o ser humano. Por este motivo, é preciso prestar atenção a não banalizar o conceito e a experiência da amizade. Seria triste se o nosso desejo de sustentar e desenvolver on-line as amizades fosse realizado à custa da nossa disponibilidade para a família, para os vizinhos e para aqueles que encontramos na realidade do dia a dia, no lugar de trabalho, na escola, nos tempos livres. De fato, quando o desejo de ligação virtual se torna obsessivo, a consequência é que a pessoa se isola, interrompendo a interação social real. Isto acaba por perturbar também as formas de repouso, de silêncio e de reflexão necessárias para um são desenvolvimento humano.

 

A amizade é um grande bem humano, mas esvaziar-se-ia do seu valor, se fosse considerada fim em si mesma. Os amigos devem sustentar-se e encorajar-se reciprocamente no desenvolvimento dos seus dons e talentos e na sua colocação ao serviço da comunidade humana. Neste contexto, é gratificante ver a aparição de novas redes digitais que procuram promover a solidariedade humana, a paz e a justiça, os direitos humanos e o respeito pela vida e o bem da criação. Estas redes podem facilitar formas de cooperação entre povos de diversos contextos geográficos e culturais, consentindo-lhes de aprofundar a comum humanidade e o sentido de corresponsabilidade pelo bem de todos. Todavia devemo-nos preocupar por fazer com que o mundo digital, onde tais redes podem ser constituídas, seja um mundo verdadeiramente acessível a todos. Seria um grave dano para o futuro da humanidade, se os novos instrumentos da comunicação, que permitem partilhar saber e informações de maneira mais rápida e eficaz, não fossem tornados acessíveis àqueles que já são econômica e socialmente marginalizados ou se contribuíssem apenas para incrementar o desnível que separa os pobres das novas redes que se estão a desenvolver a serviço da informação e da socialização humana.

 

Quero concluir esta mensagem dirigindo-me especialmente aos jovens católicos, para os exortar a levarem para o mundo digital o testemunho da sua fé. Caríssimos, senti-vos comprometidos a introduzir na cultura deste novo ambiente comunicador e informativo os valores sobre os quais assenta a vossa vida. Nos primeiros tempos da Igreja, os Apóstolos e os seus discípulos levaram a Boa Nova de Jesus ao mundo greco-romano: como então a evangelização, para ser frutuosa, requereu uma atenta compreensão da cultura e dos costumes daqueles povos pagãos com o intuito de tocar as suas mentes e corações, assim agora o anúncio de Cristo no mundo das novas tecnologias supõe um conhecimento profundo das mesmas para se chegar a uma sua conveniente utilização. A vós, jovens, que vos encontrais quase espontaneamente em sintonia com estes novos meios de comunicação, compete de modo particular a tarefa da evangelização deste «continente digital». Sabei assumir com entusiasmo o anúncio do Evangelho aos vossos contemporâneos! Conheceis os seus medos e as suas esperanças, os seus entusiasmos e as suas desilusões: o dom mais precioso que lhes podeis oferecer é partilhar com eles a «boa nova» de um Deus que Se fez homem, sofreu, morreu e ressuscitou para salvar a humanidade. O coração humano anseia por um mundo onde reine o amor, onde os dons sejam compartilhados, onde se construa a unidade, onde a liberdade encontre o seu significado na verdade e onde a identidade de cada um se realize numa respeitosa comunhão. A estas expectativas pode dar resposta a fé: sede os seus arautos! Sabei que o Papa vos acompanha com a sua oração e a sua bênção.

 

Vaticano, 24 de Janeiro - dia de São Francisco de Sales - de 2009.

 

BENEDICTUS PP. XVI

 

 

Notas:

  1. A mensagem para o Dia Mundial das Comunicações é publicada todos os anos a 24 de Janeiro, por se celebrar a memória litúrgica de São Francisco de Sales, padroeiro das comunicações sociais.

  2. O Dia Mundial das Comunicações foi comemorado pela primeira vez em 12 de maio de 1967, atendendo a uma proposta do Concílio Vaticano II. Na ocasião, o papa Paulo VI publicou uma mensagem com o tema "Os meios de Comunicação Social".

  3. Em 2009, o Dia Mundial das Comunicações Sociais foi celebrado no domingo da Ascensão do Senhor (24/05/2009).

 

 

 

Vaticano quer padres no mundo digital

Fonte: Agência Ecclesia

29/09/2009 (id=75229)

O próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais será celebrado em 16/05/2010 (domingo da Ascensão do Senhor) e terá como tema "O Sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos meios a serviço da Palavra". Segundo o Conselho Pontifício das Comunicações Sociais (CPCS), a celebração quer levar os padres a considerar os novos meios de comunicação como um "possível grande recurso para o seu ministério, ao serviço da Palavra". Outro objetivo consiste em encorajar os sacerdotes "na sua vivência dos desafios surgidos com a nova cultura digital". O Conselho Pontifício assegura que "quando empregados com sabedoria, as mídias modernas podem ser um instrumento de verdadeira e profunda evangelização e comunhão: será uma nova forma de evangelização, para que Cristo penetre nas nossas cidades". Em pleno Ano Sacerdotal, e na sequência do último Sínodo dos Bispos, dedicado à Bíblia, o comunicado da Santa Sé considera que ao familiarizar-se com "os novos instrumentos midiáticos, sacerdotes e agentes pastorais podem desfrutar da riqueza de seus dados e conteúdos, que facilitam a colaboração e a comunhão". Prossegue o CPCS: "Graças a eles, quem prega e divulga o Verbo da vida pode alcançar com palavras, sons e imagens - verdadeira e específica gramática expressiva da cultura digital - pessoas e comunidades de todos os continentes, para criar novos espaços de conhecimento e diálogo, propondo e realizando itinerários de comunhão".

 

 

 

 

 

Contato - PASCOM:

 

 

 

Pároco Atual  

Palavra do Pároco  

Homilias  

Liturgia Dominical  

Imagens e Idolatria  

Carmelitas em Campinas  

  AVISOS  
 

Origem  

Horários da Basílica  

Fotos  

Links  
 

 

Ouça a Santa Missa

pela Rádio Central

(870 Mhz)

 TODO DOMINGO

às 07h30

Transmitida diretamente da Basílica

 

 

 

 

 

Google

 

 

 

 

 

 

 

 

© desde 25/12/2006 - Basílica Nossa Senhora do Carmo - Campinas - SP - Brasil