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PARÓQUIA NOSSA
SENHORA DO CARMO
DADOS HISTÓRICOS
A
paróquia Nossa Senhora do Carmo, no Centro de Campinas, foi
criada em 8 de maio de 1870, pela Lei Provincial de 18 de abril
do corrente ano, resultando do desmembramento da paróquia da
Conceição e recebendo a denominação de Santa Cruz. Com a mudança
da paróquia da Conceição para o Rosário, a matriz velha passou a
servir de sede à recém-criada paróquia de Santa Cruz
(posteriormente denominada paróquia Nossa Senhora do Carmo).
O primeiro pároco
da matriz de Santa Cruz foi o
padre Francisco de Abreu Sampaio.
Padre Chico, como ficou conhecido, era natural de Campinas e
filho de Bento José de Abreu Alves Guimarães e Maria Luiza
Natividade. Ordenado em 1857, foi coadjutor dos vigários da
Conceição em 1860-1861 e 1865-1866. Tornou-se, depois, pároco da
igreja onde havia sido batizado, tendo como primeira tarefa
reformar a matriz velha, desde o forro, até a aquisição do
órgão. Tendo adoecido em 1886, foi substituído pelo
padre João
Batista Corrêa Nery, que entrou em exercício em 01/02/1887.
O primeiro pároco
faleceu em 06/09/1889. Durante seu paroquiato, teve como
coadjutores o padre João Batista Gomes, de 03/08/1870 a
08/12/1873, e o padre Haroldo de Tracy Padro de Camargo Dauntre,
de 21/7/1874 a 29/10/1886. Este último foi o primeiro filho do
casal dr. Ricardo Gumbleton Dauntre e dona Anna Francelina de
Camargo; faleceu como vigário de Capivari e foi sepultado em
Campinas, no cemitério do SS. Sacramento, em 12/12/1886.
O
padre Nery foi nomeado vigário a 12/06/1890, logo após o
falecimento do seu antecessor. Com seu espírito empreendedor,
preocupou-se não só com a restauração do prédio, mas também com
a do culto. Organizou uma aula paroquial para os meninos que
desejassem seguir a carreira sacerdotal. Entre os que
freqüentaram suas aulas, estavam Francisco de Campos Barreto,
Joaquim Mamede da Silva Leite, Octavio Chagas de Miranda, Samuel
Fragoso, João Martins Ladeira e José Ladeira. Fundou a “Conferência
Vicentina de Santa Cruz”, o pequeno jornal católico “A
Verdade”, e o “Círculo Católico São José”.
Foi
ainda pioneiro da “Ação Católica”. Durante o seu período
como pároco, Campinas foi assolada pela febre amarela. O padre
Nery não se limitou a apenas levar aos doentes os socorros da
religião e da ciência, como enterrar os mortos, confortar os
sobreviventes e enxugar–lhes as lágrimas. Para as crianças
órfãs, fundou o Liceu de Artes e Ofícios. Por solicitação
do vigário, assumiu como 17º vigário da Conceição, em
28/10/1894.
Cônego Scipião Ferreira
Goulart Junqueira,
ex-pároco da Conceição, assumiu, então, como o 3º vigário da
paróquia de Santa Cruz, em 28/10/1894. Porém, como estava
debilitado e sentia-se muito doente, retirou-se para a região de
beira-mar, sendo então nomeado o padre Roberto Landell de Moura
que, como pároco substituto, permaneceu na paróquia de 10/1894
até 12/1896.
A 4/1/1897, tomava
posse o novo pároco, o
padre Manoel Ribas d’Ávila que, com a
morte do Cônego Scipião, em 04/02/1897, foi nomeado vigário
efetivo da Santa Cruz.
O quarto
vigário, com a pujança de sua oratória, introduziu por ocasião
das solenidades da semana Santa, as “Treze Horas da Agonia”. Com
relação às melhorias materiais, o vigário transformou o antigo
Consistório das Almas em Capela de Nossa dos Remédios.
Sua intenção, promovendo esta devoção, foi alcançar a proteção
da Mãe de Deus, para conseguir o desaparecimento da febre
amarela que, desde 1889, vinha dizimando a população. Foi ainda
o padre Ribas quem mandou vir de Barcelona a imagem de Nossa
Senhora do Carmo, que se venera no altar-mor. Chamado a assumir,
na capital, a Reitoria do Colégio Diocesano, o padre Manoel
Ribas d’Ávila deixou a Matriz de Santa Cruz em meados de
dezembro de 1904.
O quinto vigário,
padre Francisco de Campos Barreto, assumiu a paróquia em
18/12/1904. Seu paroquiano foi fecundo. Fundou a União de
Santo Agostinho e a Ordem Terceira do Carmo. Foi um
dos que mais trabalharam para a fundação da Diocese de Campinas.
O primeiro bispo de Campinas, dom João Nery, seu antecessor como
pároco da Matriz de Santa Cruz, soube avaliar os serviços do
padre Campos Barreto, fazendo dele membro do Cabido Diocesano.
Seu paroquiato terminou, com a sua nomeação para bispo de
Pelotas, cuja sagração aconteceu em 27/08/1911.
O 6º vigário,
Cônego Octavio Chagas de Miranda, assumiu a paróquia em
23/07/1911. Com cinco anos de paroquiato, foi elevado ao
episcopado, como antístite de Pouso Alegre.
O 7º vigário foi,
novamente, o
monsenhor Manoel Ribas d’Ávila que, em época
anterior, já havia sido reitor da Matriz de Santa Cruz. Atuou
como pároco no período de 01/06/1916 a janeiro de 1917, quando
deixou o cargo por motivo de grave enfermidade. Foi o
Cônego
Samuel de Oliveira Fragoso, quem permaneceu à frente da paróquia
até 1924.
O 9º pároco,
Cônego Dr. Idílio Soares, tomou posse em 12/10/1924. Uma de suas
principais obras foi a reforma da igreja. Os párocos anteriores
foram acrescentado partes, remodelando, mas faltava uma harmonia
arquitetônica. O novo pároco idealizou sua reconstrução e contou
com o beneplácito do bispo, Dom Francisco de Campos Barreto.
Através de um trabalho com toda a comunidade, conseguiu
arrecadar o dinheiro e a Comissão Executiva resolveu que a
igreja seria reformada no estilo gótico. Recorreu-se, então, a
um engenheiro da capital, para traçar a planta cuja execução foi
confiada ao engenheiro dr. Hoche Segurado, nascido em Campinas e
paroquiano de Santa Cruz. À exceção da capela-mor e, em parte,
das duas torres, mas sob a condição de adaptá-las ao estilo
gótico, tudo o mais foi demolido. Quando o Cônego Idílio Soares
foi eleito bispo de Petrolina, a igreja já se achava em pé e o
corpo da nova matriz encontrava-se devidamente coberto. O novo
bispo foi sagrado na Catedral, em 3011/1932, após oito anos de
paroquiato.
O
Cônego Francisco
Borja do Amaral, nomeado em 29/11/1932, assumiu a paróquia e deu
continuidade à reforma. Em 1939, foram assentados o altar de
Nossa Senhora das Dores e o do Coração de Jesus. Chegava-se,
finalmente, à conclusão da construção da nova matriz, a qual
teve sua inauguração festejada em setembro de 1939, faltando
apenas a colocação de alguns vitrais e alguma decoração interna.
O Cônego Francisco
Borja do Amaral deixou a direção da paróquia e, em 21/12/1940,
quando foi nomeado bispo de Lorena. Substituiu-o o
Cônego Aniger
Francisco de Maria Melillo, que dirigiu a paróquia até julho de
1943, quando foi eleito bispo de Piracicaba e, por sua vez, foi
substituído pelo
Cônego Raphael Roldan, em 04/07/1943, o qual
esteve à frente da paróquia por quatro anos. Em 13/07/1947,
tomou posse o
Monsenhor Lázaro Mütschele, que desenvolveu logo
um eficiente paroquiato, efetuando, sobretudo, a bela pintura
interna da matriz, como a temos até hoje. Foi obrigado a deixar
a direção da paróquia, por motivo de infeliz procedimento que
transformou sua vida sacerdotal.
Foi substituído,
provisoriamente, em 23/04/1963, pelo padre Vicente Ramalho
Marques de Freitas, Estigmatino, até a posse efetiva do
Cônego
Geraldo Azevêdo, em 30/06/1963. Em 1966, tomou posse como
vigário cooperador, o padre José Julio. Em 06/11/1975, o Papa
Paulo VI assinou decreto conferindo o título de basílica menor à
mais antiga igreja de Campinas, matriz de sua primeira paróquia.
O Cônego Geraldo Azevêdo foi quem teve a iniciativa de solicitar
essa benemerência, a qual contou com o apoio de dom Antônio
Maria Alves de Siqueira, arcebispo de Campinas naquela época.
Em 15/04/1977, o
Cônego Geraldo foi elevado a Monsenhor e, depois de grandioso paroquiato, marcando sua passagem pelo Carmo como dedicado
pastor e grande pregador, sobretudo através de seus programas
radiofônicos, além de reformador da bela matriz, veio a falecer
inesperadamente em 22/7/2000, sendo substituído pelo padre Bruno
Alencar Alexandroni, como Administrador paroquial.
O atual pároco da
Paróquia Nossa Senhora de Carmo é o
Cônego Pedro Carlos Cipolini,
nomeado em 09/09/2000 e elevado ao canonicado na data de
04/05/2001.
É
inegável o valor histórico da Basílica do Carmo para Campinas:
ali está enterrado o fundador da cidade, Francisco Barreto Leme;
ali exerceu seu ministério o primeiro pároco da cidade de
Campinas, frei Antônio de Pádua Teixeira que, para muitos, foi
co-fundador da cidade; em seus altares, celebrou muitas vezes o
padre Diogo Feijó, regente do Império; nela foram batizados
Carlos Gomes, Moraes Sales e Francisco Glicério.
TEMPLO VOTIVO
No
território da Paróquia Nossa Senhora do Carmo encontra-se o
Templo Votivo do Santíssimo Sacramento, situado à rua Regente
Feijó, no centro de Campinas. O Templo Votivo é uma igreja
construída por um voto feito no Congresso Eucarístico de 1942,
em Campinas.
Idealizado por dom Paulo de Tarso Campos e concluído por dom
Antônio Maria Alves de Siqueira, foi inaugurado em 14 de julho
de 1967 e destinado a ser sede da Obra da Adoração Perpétua, que
promove o culto do Santíssimo Sacramento. Esta obra foi
instalada em Campinas no dia 12 de julho de 1942, como marco do
Congresso Eucarístico Diocesano naquele ano. Trata-se de um
culto público ao Santíssimo Sacramento, solenemente exposto;
culto social e não apenas privado. Por esta razão, além dos
adoradores individuais, a Obra da Adoração promove adorações
coletivas, com grupos organizados, provenientes das comunidades
paroquiais etc. Trata-se de um culto perpétuo, sem interrupção.
A responsabilidade de zelar e cuidar do bom andamento do templo
foi confiada às Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado, até o
ano de 2001, quando assumiram os irmãos da Toca de Assis.
Durante muitos anos, foi capelão o padre Erly Guillén (MSSA),
sendo substituído pelo padre Jerônimo Antônio Furian, atual
capelão. Foram, também, capelães do Templo. por muitos anos, dom
Idílio José Soares, bispo emérito de Santos, e monsenhor Luiz
Fernandes Abreu, insigne sacerdote da Arquidiocese de Campinas.
CAPELA NOSSA SENHORA
DA BOA MORTE

No
território da paróquia, encontra-se também a Santa Casa, cujo
edifício, em sua parte central, abriga a Capela Nossa Senhora da
Boa Morte. Esta capela foi construída às expensas do saudoso
campinense José Bonifácio de Campos Ferraz (posteriormente barão
de Monte Mor), no cumprimento de um voto de erigir, em Campinas,
uma capela sob a invocação de Nossa Senhora da Boa Morte que,
assim, tornou-se a padroeira da Santa Casa.
A
capela, em estilo colonial sóbrio, tem em sua nave galerias
laterais sustentadas por grossas colunas de madeira, sendo
também deste material o teto em abóbada. O altar-mor é todo em
mármore de fino lavor, com imagens e estátuas de muita beleza e
arte. Na fachada, encimada por uma cruz rendilhada de ferro,
foram construídos três grandes nichos, sendo colocado no que
fica na parte central e superior, um artístico emblema da
caridade, no nicho inferior, à direita, o emblema da Fé e no que
fica à esquerda, o da Esperança . No alto do portal, acham-se
gravadas em relevo as iniciais D.C.E (Deus Charitas Est).
A
capela constitui um templo religioso que sempre encantou os
fiéis da cidade. Sua inauguração deu-se no dia 14/08/1876, com
celebração de missa cantada na Matriz de Santa Cruz (hoje
Basílica Nossa Senhora do Carmo), com benção da imagem que, em
procissão, foi levada para a capela do hospital. No dia
seguinte, 15 de agosto, antes da missa solene celebrada pelo
abade do Mosteiro de São Bento da Capital, dom Joaquim da
Purificação Araújo, foi sagrado o altar da capela, tendo pregado
o sermão o notável orador sacro Cônego Francisco de Paula
Rodrigues. Durante a missa, exibiram-se diversos cantores de
mérito, com música do talentoso maestro Elias Álvares Lobo.
Devido à sua importância histórica, a capela foi tombada como
patrimônio histórico da municipalidade de Campinas.
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Auto de
instalação da nova Freguesia de Santa Cruz
da cidade de
Campinas
Ano de nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1870, aos
8 dias do mês de maio, na Igreja de Santa Cruz, da cidade de
Campinas, província de São Paulo, matriz da Freguesia novamente
criada por lei provincial de 18 de abril do corrente ano e
provimento canônico de 04 de maio deste mesmo ano. Presentes o
abaixo assinado Pe. Francisco de Abreu Sampaio, pároco
encomendado da nova freguesia, por provisão de 04 de maio do
citado ano, e mais os cidadãos abaixo assinados, que vieram
assistir à instalação da nova paróquia. Presente também grande
concurso do povo, foi pelo dito pároco celebrada às 10:00h do
dia 1º. missa paroquial na nova Freguesia de Santa Cruz, da
cidade de Campinas, desmembrada do território da Freguesia de
Nossa Senhora da Conceição, da mesma cidade, pela citada lei
providencial do teor seguinte:
Art.1º. Fica dividida em duas a paróquia única de N. Sra da
Conceição de Campinas.
Art.2º. As divisas entre as duas paróquias começarão na
barranca do Rio Jaguari, no lugar onde já existia uma ponte, em
terras do Dr. Francisco de Assis Pupo; dali partirão, descendo
pelo meio em direção longitudinal à estrada de Amparo, chamada
de cima, até o entroncamento desta, na estrada do Betelem, a
qual seguirá até a rua das Campinas-Velhas, por esta acima, até
a estrada que vem de Santa Cruz para esta rua, e seguirá por
esta estrada, acompanhando os vales da chácara do Pe. Francisco
de Abreu Sampaio e irmãos, e continuará até o portão da imperial
oficina de Antonio Carlos de Sampaio Peixoto; descerá depois
pela rua do Caracol, em frente desse portão até o Largo do
Mercado; procurando a ponte da rua da cadeia, seguirá por esta
até o fim do campo, e continuará até encontrar a Estrada da
Terra Preta, que seguirá até as divisas com a Paróquia do
Capivari, de cima.
Art.3º. Continuarão a ser extensivas a todo município, a
disposição da lei nº. 3, de 09 de março de 1954 e regulamento
respectivo, até que se haja completado a matriz nova, atualmente
em construção, na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, de
Campinas.
Art.4º. A paróquia do lado norte terá a denominação de
Paróquia de Santa Cruz de Campinas e, por sede, a atual matriz
velha; e do sul se denominará de Nossa Senhora da Conceição de
Campinas, e terá por sede a nova matriz. Enquanto esta não se
construir, servirá de matriz a Igreja do Rosário.
Art.5º. Ficam revogadas as disposições em contrário. Mando,
portanto, a todas as autoridades a quem o conhecimento e
execução da referida lei pertencer, que a cumpram e façam
cumprir, tão inteiramente como nela se contém. O secretário
dessa província o faça imprimir, publicar e correr.
Dada no Palácio do Governo de São Paulo aos 18 de abril de
1870 (L.S.) Antonio Cândido da Rocha e pelo mesmo pároco a
estação da primeira missa paroquial, serão lidas em alta voz, em
presença do numeroso auditório, o provimento canônico da
Freguesia e a provisão de sua nomeação para pároco da nova
Freguesia, sendo do teor e forma seguinte a provisão de
instituição canônica. O doutor Joaquim Manoel Gonçalves de
Andrade, Cavaleiro da Ordem de Cristo, Arcediago da Catedral
desta imperial cidade de São Paulo, nela e em todo seu bispado,
Vigário Capitular pelo ilustríssimo e reverendíssimo cabido.
Sede Vacante. Pelo que faço saber que por lei providencial de 18
de abril próximo passado.
Como me foi ontem comunicado por ofício da presidência da
província, foi dividida em duas a paróquia da cidade de
Campinas, continuando uma com o antigo título de Nossa Senhora
da Conceição, e outra com a denominação de Santa Cruz, e
atendendo ao que me representaram diversos moradores daquela
cidade. Hei por bem confirmar como por esta provisão confirmo,
erijo e canonicamente instituo dita Freguesia de Santa Cruz, na
forma do Sagrado Concílio Tridentino, concedendo-lhe todos os
direitos, privilégios, honras insígnias e distinções que lhe
pertencem como igreja paroquial que de hoje em diante fica
sendo. Será esta publicada à estação da missa paroquial de um
dia festivo e registrada no livro do Tombo da respectiva matriz
para a todo tempo constar.
Dada na comarca capitular de São Paulo aos 4 de maio de
1870.
E eu Antonio Augusto de Araújo Muniz, escrivão da Comarca
Capitular a subscrevi (L.S.) Joaquim Manoel Gonçalves de
Andrade.
Registrada a Fs. 305 até o verso do Livro 39.
São Paulo 04 de maio de 1870.
Silva. Chancelaria 8000 reis. Selo 75 reis. Ns.3 2000 mil
reis pagou o selo 2000 reis a coletoria de São Paulo. 11 de maio
de 1870. Chagas Amaral. Provisão pela qual a V.Sa. houve por
bem dar a instituição canônica a nova Freguesia de Santa Cruz da
cidade de Campinas para V.Sa. ver e assinar. Depois de finda a
missa foi pelo mesmo pároco, em ação de graças, entoado solene
“Te Deum Laudernus”, findo o qual, para constar a todo o tempo,
o dia da solene instalação da nova Freguesia de Santa Cruz da
cidade de Campinas, foi por mim lavrado neste livro do Tombo da
dita igreja o presente auto que vai por mim assinado e mais
pelos cidadãos presentes. E eu o Pe. Francisco de Abreu Sampaio,
vigário encomendado que o escrevi.
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Breve Papal de Criação da
Basílica Menor de Nossa Senhora do Carmo
O templo que, dedicado à
Bem-Aventurada Virgem Maria, se ergue na cidade brasileira de
Campinas, graças não só à sua forma de organização, mas acima de
tudo, ao seu culto da religião, é proclamado sacro.
Com prudente sabedoria, julgou o
Venerável Irmão Antonio M. Alves de Siqueira, Arcebispo de
Campinas, dever solicitar à Sé Apostólica, fosse o templo
elevado à posição e à dignidade de Basílica Menor, confiando
plenamente na grande vantagem que daí adviria para as reuniões
do povo cristão.
Aquiescendo de bom grado ao seu
pedido, Nós, de acordo com o parecer da Sagrada Congregação para
o Culto Divino, e na plenitude do Nosso poder apostólico,
determinamos, pela forma desta proclamação, que o mencionado
templo, consagrado a Deus em honra da Bem-Aventurada Virgem
Maria, e pelo povo é chamado de "Nossa Senhora do Carmo", seja
elevado ao título e à dignidade de Basílica Menor, com todos os
demais direitos e privilégios de que, segundo o costume, gozam
os templos marcados com este nome.
Ordenamos, além disso, que se
observem, à risca, os ditames do Decreto "Do Título de
Basílica Menor", datado de 06 de junho de 1968.
Não obstam quaisquer impedimento.
Datado em Roma, junto a São Pedro,
sob o anel do Pescador, no dia 06 de novembro de 1974, duodécimo
do Nosso Pontificado.
Joannes Cardeal Villot, Secretário do Estado
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