|
Párocos
Párocos que passaram pela Paróquia N. Sra. do Carmo
desde
sua Fundação em 1870
como antiga Paróquia de Santa Cruz
1º Pároco:
Padre Francisco de Abreu Sampaio - de 1870
a 1887
2º Pároco:
Cônego João Baptista Corrêa Nery - de 1887
a 1894
3º Pároco:
Cônego Scipião Ferreira Goulart Junqueira - de
1894 a 1897
4º Pároco:
Padre Manoel Ribas d’Ávila - de 1897 a
1904
5º Pároco:
Cônego Francisco de Campos Barreto - de
1904 a 1911
6º Pároco:
Cônego Octávio
Chagas de Miranda - de 1911 a 1915
7º Pároco:
Monsenhor Manoel Ribas d´Avila - de 1916 a
1919
8º Pároco:
Cônego Samuel de Oliveira Fragoso - de
1919 a 1924
9º Pároco:
Cônego Dr. Idílio José Soares – de 1924 a
1932
10º Pároco:
Cônego Francisco
Borja do Amaral - de 1932 a 1941
11º Pároco:
Cônego Aniger
Melillo - de 1941 a 1943
12º Pároco:
Monsenhor Rafael
Roldan - de 1943 a 1948
13º Pároco:
Monsenhor Lázaro
Mütschele - de 1949 a 1963
14º Pároco:
Monsenhor
Geraldo Azevedo - de 1963 a 2000
15º Pároco:
Dom Pedro Carlos Cipolini
- de 2000 a 2010
16º Pároco:
Cônego Jeronymo
Antonio Furian - Pároco atual
Assumiu a Paróquia em 02/10/2010
1º Pároco
Padre Francisco de Abreu Sampaio - de 1870 a 1887.
Filho de Campinas, onde gozava de geral estima, o Padre Sampaio
veio a ser pároco na própria igreja onde recebera as águas
lustrais do batismo.
Deixamo-lo empenhado nas obras da restauração do templo. Feito o
que era de maior urgência, foram reconduzidas à matriz velha
(hoje Basílica do Carmo) as sagradas relíquias que o Ex-Vigário
fizera retirar, e a vida paroquial retomou o seu ritmo normal.
Não há precisão com relação à data em que foi celebrada, na
ex-Matriz da Conceição (hoje Basílica do Carmo), a primeira
missa da sua nova fase. Diz apenas que o Padre Sampaio, mais
conhecido por Padre Chico, tendo sido nomeado Vigário de Santa
Cruz a 04 de maio de 1870, tomou posse no dia 28.
Pela lei provincial nº 85, de 18 de abril de 1870, haviam sido
estabelecidas as divisas entre as duas paróquias, divisas que
deveriam ser modificadas no ano seguinte. Boas divisas, bons
vizinhos, sentencia o rifão. Se este adágio encerrasse uma
verdade infalível, poder-se-ia esperar que os fiéis das duas
paróquias, dada a comunidade de suas crenças, vivessem sempre em
perfeita paz. Tal perspectiva, entretanto, é bela em demasia
para se enquadrar nos moldes da humana contingência.
O Padre Souza e Oliveira, que sempre se mostrou contrário à
divisão da paróquia, conservava certa animosidade contra os
paroquianos de Santa Cruz e o respectivo Vigário. E como ele
tinha certos partidários bastante imprudentes, necessário se
tornou proibir o trajeto das procissões de uma paróquia nos
domínios da outra. Sem tal providência, os conflitos se
tornariam inevitáveis, pois o Padre Chico também tinha
partidários extremados, e ele próprio não era desses que, na
gíria do povo, "engeitam brigas". Tinha predicados excelentes,
mas era enérgico e irritadiço.
Em 1873, já São Paulo tinha novo Bispo, o Sr. D. Lino Deodato
Rodrigues de Carvalho. Em meados daquele ano, fez Sua Excia. uma
Visita Pastoral a Campinas, aqui chegando a 26 de junho. Visitou
primeiramente a matriz da Conceição, ainda no Rosário, e sua
demora aqui não foi pequena, pois o termo de sua visita à matriz
de Santa Cruz é datado de 06 de agosto. Parece que a longa
estadia de D. Lino em Campinas não teve outro desígnio senão
apaziguar os ânimos. Se assim foi, o seu êxito foi completo,
pois desde então a nova paróquia teve a paz necessária para o
seu desenvolvimento ulterior.
O Padre Francisco de Abreu Sampaio solicitou da Autoridade
Policial a licença para cobrir de novo o edifício, mas ele foi
muito além: mudou o forro da igreja, de pano para madeira;
encetou e concluiu a fatura das tribunas da capela-mór,
primitivamente simuladas e mandou vir um pequeno órgão. Parece
que houve posteriormente outras obras e que, numa das novas
reformas, o edifício foi acrescido com um novo lanço; mas o
livro do tombo da nova paróquia não faz menção desses
melhoramentos. Aliás, todas as reformas levadas a efeito não
deviam ser mais que meros paliativos. O templo não obedecia a
qualquer ordem arquitetônica. Suas paredes eram de taipa socada
e de uma espessura tal que reduzia consideravelmente a
capacidade do recinto.
O Padre Sampaio era político como seus antecessores, pois a
carreira dos párocos, dada a união da Igreja e do Estado,muito
dependia da situação em que eles estavam em face do Governo.
Benedicto Octavio dá a entender que ele não era somente um
Vigário "ranzinza": era intransigente, irredutível em matéria de
disciplina; mas animado de um real espírito de justiça,
conseguiu ver a sua autoridade sempre acatada. A aquisição do
órgão serve ainda para mostrar que ele não era desses padres
jansenistas, tão comuns outrora, que desconheciam a função
educativa da liturgia e da música sacra.
Vindo a adoecer gravemente nos últimos tempos, o Padre Francisco
de Abreu Sampaio teve como substituto o novel levita Padre João
Baptista Corrêa Nery, que entrou em exercício em 1º de fevereiro
de 1887. O primeiro Vigário de Santa Cruz veio a falecer a 06 de
setembro de 1889. Tinha então 70 anos e o seu paroquiato havia
durado mais de 18.
Fonte:
Monografia
histórica elaborada por um terceiro carmelitano, para comemorar
o segundo centenário da cidade. Pró Aris et Focis - Da matriz
velha da Conceição à nova matriz do Carmo - 1739 a 1939.
Campinas: Livraria Jurídica, 1986 (reimpressão histórica).
Início
2º Pároco
Cônego João Baptista Corrêa Nery - de 1887 a 1894
(posteriormente Bispo do Espírito Santo, Pouso Alegre e 1º Bispo
de Campinas).
Nasceu em Campinas em 06 de outubro de 1863. Foram seus pais
Benedito Corrêa de Morais e D. Maria do Carmo Neves. Durante sua
infância, viveu em um sítio em Itatiba e, retornando a Campinas
em 1871, ingressou no número de coroinhas do padre Joaquim José
Vieira, na igreja da Santa Casa de Misericórdia e desde 1874
cursou o colégio "Culto à Ciência" desta cidade. Entrou no
seminário de São Paulo a 4 de outubro de 1880 e seis anos mais
tarde, na capela do Seminário, recebia o presbiterado, com
dispensa de idade, ordenado pelo bispo de São Paulo Dom Lino
Deodato Rodrigues de Carvalho. Celebrou sua primeira missa na
Matriz de Santa Cruz em Campinas e, devido ao estado de saúde do
vigário Francisco de Abreu Sampaio, foi nomeado pró-pároco a 1º
de abril de 1887 e em 12 de fevereiro de 1888, vigário de
freguesia, cargo que ocupou após a morte do padre Francisco. Aos
26 anos, padre Nery já era Cônego em Campinas; em 1894, bispo de
Espírito Santo; em 1901, bispo de Pouso Alegre, Sul de Minas; e
em 1908, primeiro Bispo de Campinas, tomando posse em 1º de
novembro desse ano. Entre 1916 e 1920, foi seu Bispo auxiliar
Dom Joaquim Mamede da Silva Leite.
Como
vigário na Matriz da Santa Cruz, hoje Paróquia Nossa Senhora do
Carmo, padre Nery dedicou-se a restabelecer a vida religiosa da
cidade, restaurando o culto católico e as práticas religiosas.
Também, com a criação da Escola Paroquial de Santa Cruz, uma de
suas mais belas obras, incentivou como professor e como padre,
não apenas o ensino mas também o despertar da vocação para o
sacerdócio entre os meninos que a freqüentavam. Nesta escola
estudaram Francisco de Campos Barretos, Joaquim Mamede da Silva
Leite, Samuel Fragoso, João Martins Ladeira, José Ladeira e
Otávio Chagas de Miranda, que futuramente se projetariam na vida
religiosa da cidade e do país.
Foi
também fecundo seu trabalho fundando Associações Católicas,
criando Irmandades e Sociedades de cultura religiosa, de piedade
e caridade, tais como a Conferência Vicentina da Santa Cruz,
jornais católicos, como A Verdade e o Círculo Católico
São José e instituindo festas religiosas, como o mês de
Maria, promovendo desta forma uma maior participação do povo
campineiro na vida religiosa da cidade.
Em
1889, uma grave epidemia de febre amarela flagelou a cidade,
alastrando-se rapidamente durante os primeiros meses desse
ano. As lembranças dessa epidemia estão registradas em inúmeras
obras sobre a cidade, que descrevem o impacto sobre a população
que se reduziu enormemente devido às mortes e ao abandono da
cidade. Padre Nery, nesse quadro desolador, levava o socorro
religioso aos doentes e o conforto aos familiares, mas
preocupava-se sobretudo com as crianças órfãs e com as viúvas.
Para essas crianças, fundou o Liceu de Artes e Ofícios, no
bairro de Taquaral, origem do atual Colégio dos Salesianos, o
Liceu de Nossa Senhora Auxiliadora, com o que arrecadava das
esmolas e donativos que recebia.
Em
1894, foi transferido para a nova paróquia de nossa cidade, a
Matriz da Conceição. Porém, pouco tempo depois, em 1895, o Papa
Leão XIII nomeou-o Bispo de Espírito Santo, onde se dedicou às
visitas pastorais e à catequese dos índios botocudos. Em 1901,
Dom Nery foi novamente transferido para a recém criada Diocese
de Pouso Alegre, no Sul de Minas, onde exerceu o Bispado, até
sua nomeação para Campinas, em 1901. Efetivamente, no dia 7 de
junho de 1908, o Papa Pio X criou o Bispado de Campinas e nomeou
Dom Nery Bispo da recém criada Diocese.
De
retorno à sua cidade natal, em agosto de 1908, como bispo, Com
Nery retomou sua antiga preocupação com o ensino para os pobres
e com a a propagação da fé. Para levar adiante o primeiro
propósito, criou o Ginásio Diocesano e o Seminário Santa Maria,
uma Escola Agrícola gratuita que funcionava junto ao Liceu N.
Sra. Auxiliadora e mantida pela Associação Agrícola de Educação
e Assistência, a Creche "Bento Quirino" e o Colégio Coração de
Jesus.
Em
1909, criou o Cabido Diocesano integrado por dez sacerdotes
escolhidos em função de suas qualidades morais e intelectuais e
para a propagação da doutrina católica fundou O Mensageiro,
mais tarde chamado A Tribuna, de conteúdo católico, que
circulava semanalmente e servia como canal de comunicação com a
sociedade campineira. Sua primeira pastoral foi dedicada às
obras sociais. Também realizou numerosas visitas à diocese e
promoveu o Congresso Católico Diocesano, em 1911, por ocasião de
seus vinte e cinco anos de sacerdócio. Nessa ocasião, escreveu
uma Carta Pastoral que, junto à famosa Carta Pastoral de
Despedida da Diocese de Espírito Santo (1901) e a Carta Pastoral
de Despedida da Diocese de Pouso Alegre e Campanha, foi motivo
de sua indicação para o Instituto Histórico Brasileiro e do
Estado, cargos que não chegou a assumir.
Novamente, em 1918, a cidade foi flagelada por outra epidemia,
da "gripe espanhola", que vitimou muitos campineiros. Dom Nery,
tal como o fez nos tempos da febre amarela, não poupou esforços
para auxiliar a população, fazendo distribuição gratuita de
leite e alimentos às famílias carentes e habilitando o Ginásio
Diocesano para ser utilizado como hospital de emergência.
A
morte relativamente prematura, à idade de 57 anos, encerrou uma
vida dedicada à prática cristã e à propagação da fé. Dom Nery,
expressão de uma época, faleceu na manhã de 1º de fevereiro de
1920.
Fonte:
Vários Autores.
Arquidiocese de Campinas: subsídios para sua história.
Campinas: Komedi, 2004.
Início
3º Pároco
Cônego Scipião Ferreira Goulart Junqueira - de 1894 a 1897
(Padre Roberto Landell de Moura[1] foi seu coadjuntor).
O Cônego Scipião Ferreira Goulart Junqueira foi pároco na matriz
nova (hoje Catedral) de 1885 a 1894. Como seu colega de Santa
Cruz (hoje Basílica do Carmo), teve de enfrentar as agruras da
febre amarela, na qual prestou também assinalados serviços. Já
então bastante idoso, sentiu-se esgotado no final dessa tremenda
crise, e por isso resolveu trocar a sua paróquia pela outra, que
se lhe afigurava menos trabalhosa. Mas além de debilitado, ele
sentia-se doente e, em busca de melhoras, retirou-se para a
região de beira-mar. O governo da Diocese nomeou, então, o Padre
Roberto Landell de Moura pároco de Santa Cruz.
Simples substituto, o Pe. Landell não quis, em sua gestão, tomar
iniciativas de vulto. Em matéria de melhoramentos do edifício da
matriz, limitou-se a mandar dourar o púlpito, as tribunas e
todos os altares. Aproveitando uma rápida aparição do Cônego
Scipião em Campinas, inaugurou aquelas obras em fins de 1896.
Não devia continuar aqui, pois a 4 de janeiro de 1897, tomava
posse um novo pró-paroco, o Padre Manoel Ribas d'Avila. Tendo
falecido o Cônego Scipião a 6 de fevereiro do mesmo ano, foi o
Padre Ribas nomeado Vigário encomendado de Santa Cruz.
Fonte:
Monografia
histórica elaborada por um terceiro carmelitano, para comemorar
o segundo centenário da cidade. Pró Aris et Focis - Da matriz
velha da Conceição à nova matriz do Carmo - 1739 a 1939.
Campinas: Livraria Jurídica, 1986 (reimpressão histórica).
Nota:
1. O padre e
cientista Roberto Landell de Moura é considerado um dos vários
"pais" do rádio, no caso o "pai brasileiro do Rádio". Foi
pioneiro na transmissão da voz humana sem fio (radioemissão e
telefonia por rádio) antes mesmo que outros inventores. Pelo seu
pioneirismo, é o patrono dos radioamadores do Brasil. Para saber
mais sobre o Pe. Landell:
clique aqui.
Início
4º e 7º Pároco
Padre Manoel Ribas d’Ávila
1897 a 1904 e 1916 a 1919
Nasceu a 14/04/1869 em Campinas, filho de Manoel Ribas de Ávila
e de Dona Maria da Silva Aranha. Pelo lado de seus avós
paternos, Antônio Joaquim Ribas e sua segunda esposa, Rita Maria
de Jesus, era descendente dos fundadores de Campinas;
Foi batizado na Matriz de Nossa Senhora da Conceição de
Campinas, no dia 08/05/1869. Fez o curso primário nesta cidade.
Matriculado no Seminário Provincial de São Paulo a 08/04/1888
até 1892, foi ordenado Sacerdote em São Paulo, em 30/10/1892,
por Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho. Teve como colega de
ordenação o Padre Duarte Leopoldo e Silva que, mais tarde,
tornar-se-ia o primeiro Arcebispo de São Paulo. Em 04/01/1897,
foi nomeado Pró-Pároco da Paróquia de Santa Cruz, em Campinas,
por um ano. Com a morte do Cônego Scipião Ferreira Goulart
Junqueira, foi nomeado Pároco Encomendado. Por essa ocasião,
trouxe para Campinas os Missionários do Coração de Maria, para a
Igreja do Rosário. Em 19/12/1904, foi nomeado Reitor do Colégio
Diocesano de São Paulo, por Dom José de Camargo Barros, por três
anos. Foi então elevado a Cônego colado da Sé Paulopolitana,
confirmado pela Santa Sé em 19/01/1906. Em 28/08/1907, Dom
Duarte o nomeia para a Paróquia da Santíssima Trindade, por um
ano, voltando em seguida para Campinas, a fim de participar da
instalação da nova Diocese. Em 03/11/1909, tornou-se Secretário
do Bispado. Em 01/06/1916, volta novamente a ser Pároco da
Matriz de Santa Cruz até 1919, quando por problemas de saúde,
renunciou. Com a posse de Dom Barreto em 1921, foi nomeado
Arcipreste do Cabido e Juiz Pró-Sinodal. De 1927/1928, foi
professor do Ginásio Diocesano Santa Maria de Campinas e, em
1936, retirou-se para a Arquidiocese de São Paulo, nomeado
confessor dos alunos do Seminário Central da Imaculada Conceição
do Ipiranga, passando a residir no asilo de São Vicente de
Paulo, à Rua Turiassu, onde dava assistência aos internados,
vindo a falecer no dia 15/01/1944.
Dom Paulo de Tarso Campos, Arcebispo de Campinas, solicitou que
fosse sepultado nesta cidade, no Cemitério da Saudade. Foi um
dos grandes oradores sacros de seu tempo. Poliglota, exímio
professor e amigo dos pobres, legando dados de seus bens à
Sociedade de São Vicente de Paulo de Campinas, em testamento
lavrado no 3º Tabelionato a 13/09/1933. Em reconhecimento a esse
tão grande filho desta terra, a Câmara Municipal deu seu nome à
Praça situada entre as ruas Sacramento, Coelho Neto, Barata
Ribeiro e Álvaro Müller, no Jardim Guanabara, na qual está
situada a Matriz de São Paulo Apóstolo.
Fonte:
Vários Autores.
Arquidiocese de Campinas: subsídios para sua história.
Campinas: Komedi, 2004.
Início
5º Pároco
Cônego Francisco de Campos Barreto - de 1904 a 1911
(posteriormente Bispo de Pelotas e 2º Bispo de Campinas)
Nasceu no dia 28 de março de 1877, no antigo Arraial dos Souzas,
município de Campinas. Seus pais, Joaquim de Campos Barreto e
Gertrudes Ludovina de Morais mudaram-se para Campinas quando
Francisco era ainda criança, facilitando, assim, seu ingresso na
Escola Paroquial da Matriz da Santa Cruz, criada pelo Pe. João
Nery. Seus estudos eclesiásticos foram iniciados muito cedo, à
idade de treze anos, e realizados no Seminário Episcopal de São
Paulo.
Foi ordenado sacerdote aos 23 anos, a 22 de dezembro de 1900, na
velha Sé de São Paulo, por Dom Antônio Cândido de Alvarenga, e
pouco tempo depois já era Pároco de Americana que, por essa
época, era uma pequena vila do município de Campinas. Três anos
mais tarde, retornava ao Arraial dos Souzas como Vigário da
Igreja Matriz. Em sua curta permanência, tratou de reativar as
relações entre os fiéis e a paróquia, restaurou o templo,
reanimou a vida religiosa e colaborou para a criação da Diocese
de Campinas.
Em 1904, foi nomeado Vigário da Matriz da Santa Cruz (hoje
Paróquia Nossa Senhora do Carmo), em Campinas, em substituição
de Monsenhor Ribas d'Avila. Em 9 de março de 1908, foi nomeado
Monsenhor Camareiro Secreto Extra Numerário de S.S. o Papa Pio
X, e nesse mesmo ano foi nomeado por Dom Nery como Cônego
Arcipreste do Cabido Diocesano, Examinador Pró-Sinodal e dos
Sacerdotes Novos e Substituto do Presidente do Tribunal
Eclesiástico.
Como vigário da Matriz da Santa Cruz de Campinas, Pe. Francisco
desenvolveu uma ativa vida religiosa, buscando introduzir
algumas reformas na condução de sua paróquia. Fundou a União de
Santo Agostinho, a Associação das Mães Cristãs, a Liga do Menino
Jesus, a Venerável Ordem Terceira do Carmo, iniciou a publicação
de uma pequena folha, o Mensageiro Paroquial, e escreveu
o livro A Igreja Católica e o protestantismo perante a Bíblia.
Em 1911, foi eleito Bispo da recém criada Diocese de Pelotas, no
Rio Grande do Sul, onde ficou durante nove anos, realizando
numerosas visitas pastorais, trazendo várias Congregações e
reorganizando a vida religiosa da Diocese.
Com o falecimento de Dom Nery, em 1º de fevereiro de 1920,
retornou a Campinas e foi nomeado pelo Papa Bento XV, pelo ato
de 30 de junho desse ano, como seu Sucessor, onde permaneceu por
vinte anos. Em 1926, foi honorificado com os títulos de
Assistente ao Sólio Pontifício, Prelado Doméstico de S.
Santidade e Conde Romano. Em 30 de agosto de 1940, foi-lhe
conferido o título de Comendador da Coroa da Itália.
Como Bispo de Campinas, convocou o Sínodo Diocesano de 1928,
reorganizou a Cúria e construiu um novo prédio para o Seminário
Diocesano, localizado à Avenida da Saudade. Também deu nova
Constituição à Congregação das Irmãs Franciscanas do Imaculado
Coração de Maria, que transferiu de Piracicaba para Campinas,
construindo para elas o Colégio Ave Maria. Fundou do Instituto
das Missionárias de Jesus Crucificado, reformou a Catedral e
construiu um novo Palácio Episcopal, a Academia de Comércio São
Luiz. Deu incentivo à criação de paróquias e de matrizes, bem
como a criação de várias Vigararias Forâneas.
Ainda fundou asilos e casas religiosas destinadas à educação dos
jovens. Publicou 15 cartas pastorais e ordenou 52 padres. Foi o
precursor da Ação Católica em Campinas e o idealizador da
Universidade Católica.
Faleceu em Campinas, aos 64 anos, no Palácio Episcopal, a 22 de
agosto de 1941. Seu corpo foi sepultado na Catedral e,
posteriormente, trasladado para a Casa de Nossa Senhora das
Irmãs Missionárias, na Avenida da Saudade, onde está sepultado
em uma Capela Particular.
Fonte:
Vários Autores.
Arquidiocese de Campinas: subsídios para sua história.
Campinas: Komedi, 2004.
Início
6º Pároco
Cônego Octávio Chagas de Miranda - de 1911 a 1915
(posteriormente Bispo de Pouso Alegre)
Tomou posse a 23 de julho de 1911. Do livro do tombo se colhe
que, durante o seu paroquiato, a matriz de Santa Cruz (hoje
Basílica do Carmo) continuou a ser um centro de grande atividade
espiritual. Como índice do movimento religioso, podem ser
citadas as bênçãos solenes de duas imagens que ali existem, a de
Santa Filomena, oferecida pela paroquiana D. Francisca de
Camargo Andrade, e a de Santa Tereza, adquirida por iniciativa
de duas Terceiras Camelitanas - D. Gertrudes Leonisia de Barros
e D. Laudelina de Magalhães.
Construiu a capela de Santa Filomena, solenemente inaugurada a 5
de novembro de 1915. Contudo, a reforma de maior tomo levada a
efeito pelo Cônego Octavio foi o levantamento de platibandas nas
paredes que formam o corpo da igreja. Era essa uma obra
indispensável, depois da remodelação do frontispício, feita pelo
seu antecessor.
O 6º Vigário mandou ainda fazer a pintura interna e externa do
edifício e, com todos esses melhoramentos, deve ter dispendido
quantia pouco inferior a 20 contos de réis. Felizmente a Matriz
foi beneficiada, nessa época, com dois donativos e dois legados.
O primeiro donativo de 5 contos de réis feito pelo Sr. Antonio
Egydio NOgueira; o segundo , de 2 contos, foi feito por D.
Sophia Soares de Azevêdo, constituído por dois ricos vasos de
Sèvres. O principal legado foi do benemérito campineiro Bento
Quirino do Santos, que em seu testamento contemplou a Matriz de
Santa Cruz com bela quantia de 20 contos de réis. O outro legado
foi constituído por 4 ações da Mogyana, deixa de D. Guilhermina
dos Santos Cruz.
Pároco da Santa Cruz por 5 anos, o Cônego Octavio Chagas de
Miranda, como o seu antecessor, foi elevado ao Episcopado como
Bispo de Pouso Alegre. Teve ele, assim, o merecido galardão de
seus trabalhos.
Fonte:
Monografia
histórica elaborada por um terceiro carmelitano, para comemorar
o segundo centenário da cidade. Pró Aris et Focis - Da matriz
velha da Conceição à nova matriz do Carmo - 1739 a 1939.
Campinas: Livraria Jurídica, 1986 (reimpressão histórica).
Início
8º Pároco
Cônego
Samuel de Oliveira Fragoso - de 1919 a 1924
Natural de Campinas (1879) e ordenado em Pouso Alegre em 1902,
também veio com Dom Nery para prestar serviços na Nova Diocese
como "Mestre de Cerimônias", desde 1908. Entre outros encargos,
foi vigário de Araras e primeiro Pároco de Capivari. Em 1925,
deixa a Diocese de Campinas, renunciando ao Canonicato. Faleceu
no Rio de Janeiro em 06/06/1933.
Assumiu o exercício em 31 de janeiro de 1919. Inaugurou a 20 de
janeiro de 1920 o serviço de iluminação das duas torres, obtido
gratuitamente a seu pedido. Sua passagem ficou assinalada também
pela substituição do assoalho antigo por um ladrilho de mosaico,
reforma do telhado que já vinha dos tempos do primeiro vigário e
pintura externa da igreja. Foi pároco até outubro de 1924.
Fonte:
Monografia
histórica elaborada por um terceiro carmelitano, para comemorar
o segundo centenário da cidade. Pró Aris et Focis - Da matriz
velha da Conceição à nova matriz do Carmo - 1739 a 1939.
Campinas: Livraria Jurídica, 1986 (reimpressão histórica).
Vários Autores.
Arquidiocese de Campinas: subsídios para sua história.
Campinas: Komedi, 2004.
Início
9º Pároco
Cônego Dr. Idílio José Soares – de 1924 a 1932
(posteriormente Bispo de Petrolina e Santos)
Dom Idílio Soares, filho de Américo José Soares e D. Maria
Emília, nasceu em Limeira, quando ainda pertencia à Arquidiocese
de Campinas (SP), no dia 26 de outubro de 1887. Realizou seus
estudos secundários no Seminário e Ginásio de Pouso Alegre (MG),
sendo Bispo de Pouso Alegre, nessa época, Dom João Batista
Corrêa Nery.
Posteriormente, por ocasião da transferência de Dom Nery para a
Diocese de Campinas, o jovem Francisco cursou Humanidades e
Filosofia no Seminário de São Paulo e mais tarde completou seus
estudos em Roma, no Pontifício Colégio Pio Latino-Americano, e
cursou Teologia na Universidade Gregoriana em Roma, onde obteve
o grau acadêmico de doutor, em 1915.
Foi ordenado Presbítero a 28 de outubro de 1914, exercendo seu
ministério primeiramente na Diocese de Campinas, como Vigário da
Matriz Velha (atual Paróquia Nossa Senhora do Carmo), entre 1922
e 1923, quando deixou esta cidade para dirigir-se a
Pirassununga, onde permaneceu por apenas um ano, entre 1924 e
1925. No entanto, seu destino seria novamente Campinas, para
onde voltou desta vez como Vigário da Matriz Velha, ficando até
1932, quando foi enviado para Cruzeiro (SP), como Capelão das
Forças Revolucionárias, durante a Revolução Constitucionalista
de São Paulo.
Durante sua permanência em Campinas, Dom Idílio desempenhou
atividades docentes no Ginásio Santa Maria e no Seminário
Diocesano de Campinas, onde lecionou Filosofia e Teologia, entre
1915 e 1917, tendo sido seu Reitor entre 1917 e 1920.
Em 15 de setembro de 1932, foi nomeado Bispo Coadjutor de
Petrolina, Pernambuco, com direito à sucessão, sendo sagrado em
Campinas, no dia 30 de novembro, e assumindo a Diocese em 15 de
janeiro de 1933. Foi em Petrolina, no sertão, onde teve que
enfrentar grandes dificuldades, numa zona marcada pela pobreza e
sem recursos materiais. Mesmo assim, levou adiante a construção
do Seminário e do Ginásio, do Hospital Dom Malano, em homenagem
ao primeiro Bispo de Petrolina, seu antecessor, e as obras da
Catedral. Desta forma, cuidou de definir e estabilizar um
patrimônio para as carências materiais dentro da crua realidade
do sertão. Foi a esse povo que dedicou todos seus esforços
durante os dez anos de seu Bispado.
Em 1943, foi transferido para a Diocese de Santos, onde tomou
posse no dia 19 de setembro, ficando até 1966. Ali se destacou
pelo trabalho desafiante de uma cidade portuária, turística e
pólo de desenvolvimento econômico, que convivia com a pobreza,
comunicações precárias,carência de clero e com um parco
patrimônio na Diocese.
Deu continuidade à Assistência ao Litoral de Anchieta
(ALA), movimento iniciado por Dom Paulo de Tarso Campos. Fundou
a Sociedade Visconde de São Leopoldo, mantenedora de escolas,
criando a primeira faculdade nesta Baixada - a Faculdade
Católica de Direito, que foi o núcleo inicial da Unisantos -
Universidade Católica de Santos e, mais tarde, das Faculdades de
Filosofia, Ciências e Letras, Faculdade Ciências Econômicas e
Comerciais e Faculdade de Comunicação. Fundou, ainda, o
Seminário Diocesano "São José", para a formação do Clero.
Em sua ação pastoral, além das visitas periódicas às Paróquias
do extenso litoral, que abrangia praticamente todo o litoral do
Estado e algumas Paróquias na Serra, como Apiaí, Ribeira e
Iporanga, Dom Idílio se posicionou contra a extrema esquerda,
contra o divórcio e contra o espiritismo, publicando uma Carta
Pastoral sobre o divórcio e um livro que intitulou Mensagem
do Além. Fundou, ainda, o Jornal Diocesano Santos-Jornal.
Promoveu a "Campanha para a Grandeza de Santos", destinada a
construir o prédio da Cúria junto à Catedral, a Capela da Santa
Casa, a Creche do Menino Jesus, junto à Igreja de São Judas
(Santos) e a Casa de Nossa Senhora (Jabaquara).
Em 13 de dezembro de 1966, ao completar 75 anos de idade,
renunciou à Diocese por orientação do Concílio Vaticano II, do
qual participou na primeira sessão. Retirou-se para Campinas,
onde residiu no Colégio Coração de Jesus (Paróquia de Nossa
Senhora do Carmo), como Capelão, até seu falecimento, no
Hospital Vera Cruz, de Campinas, aos 10 de dezembro de 1969, com
82 anos. Seus restos mortais estão sepultados na cripta da
Catedral, no local que ele pessoalmente indicou em visita que aí
fez 15 dias antes de sua morte.
Fonte:
Vários Autores.
Arquidiocese de Campinas: subsídios para sua história.
Campinas: Komedi, 2004.
Início
10º Pároco
Cônego Francisco Borja do Amaral - de 1932 a 1941
(posteriormente Bispo de Lorena, Bispo de Taubaté)
Dom Francisco nasceu em Campinas, a 10 de outubro de 1898. Foram
seus pais Manoel Pereira do Amaral, português e D. Escolástica
Toledo do Amaral, filha de Dom João Toledo Piza. Foi batizado no
dia 12 de novembro de 1898, na Matriz Velha, hoje Basílica Nossa
Senhora do Carmo, pelo Revmo. Pe. Manoel Ribas D'Avila e recebeu
a Primeira Comunhão das mãos de Dom Francisco de Campos Barreto,
Bispo desta cidade.
Seus primeiros passos em direção à vida sacerdotal tiveram
início no Seminário Menor de Piracicaba, SP, entre 1910 e 1915,
e no Seminário Maior de São Paulo, onde entrou em 20 de
fevereiro de 1916. Em 1918, terminou o Curso de Filosofia, no
Seminário Provincial de São Paulo. Recebeu a Tonsura em 1919 e
começou o Curso de Teologia, em 1919. Foi ordenado em 09 de
março de 1921.
Em 1922, foi nomeado Coadjutor de Itapira e, menos de um ano
depois, em 1923, Vigário Cooperador de Mogi-Mirim. Antes de se
tornar Bispo, Dom Francisco desenvolveu uma vida sacerdotal
dedicada a seus fiéis e à ação pastoral. A 7 de maio de 1924,
foi escolhido e nomeado Diretor Espiritual do Seminário Menor de
Campinas. Dois anos depois, Dom Nery o promoveu a Pároco do
Senhor Bom Jesus de Piracicaba, tomando posse no dia 25 de abril
de 1926, promovendo a reanimação da vida religiosa da cidade.
Porém, devido a problemas de saúde, foi substituído pelos padres
Capuchinhos, em fevereiro de 1928, sendo removido para a Sede
Episcopal em Campinas.
Em 4 de dezembro de 1928, foi empossado como Pároco na Matriz
Velha de Campinas (atual Paróquia Nossa Senhora do Carmo). Em
1913, foi escolhido Cônego Catedrático do Cabido. Quando Vigário
da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, a Matriz Velha, Cônego
Francisco Borja do Amaral a reconstruiu totalmente, fazendo dela
um templo de estilo gótico. Foi nessa oportunidade, em 1939, que
escreveu o livro de meditações "Maria abençoando o Brasil".
Foi nomeado Bispo de Lorena, Diocese desmembrada da de Taubaté,
pelo Papa Pio XII, em 21 de setembro de 1940, recebendo a
Sagração Episcopal na Catedral de Campinas, em 16 de fevereiro
de 1941. Nesta nova Diocese, permaneceu durante quatro anos,
intensamente dedicados à sua missão pastoral e religiosa,
organizando e preparando os fiéis para o apostolado leigo, por
meio da organização de associações religiosas, da Ação Católica,
promovendo obras assistenciais e, entre outras realizações,
promoveu na Sede Episcopal, o Congresso Eucarístico.
Em 10 de outubro de 1944, foi transferido para a Diocese de
Taubaté, onde exerceu o Bispado durante trinta e três anos.
Tomou posse no dia 8 de dezembro desse ano. Foi também nessa
cidade onde Dom Francisco deu exemplo de fecundo apostolado,
concluindo a reforma da Catedral, criando vente e uma paróquias,
ordenando dezenove sacerdotes diocesanos e sessenta e seis do
clero religioso. Muitas Ordens e Congregações religiosas
coadjuvaram sua vida pastoral. Entre elas, as Irmãs Carmelitas e
a Madre Maria do Carmo da Santíssima Trindade, fundadora do
Carmelo da SAnta Face e Pio XII, de Tremembé, que ele mesmo
levou para sua Diocese.
Criou, ainda, a Cáritas Diocesana, empreendeu a construção do
Cristo Redentor, fundou a Casa do Menor com doação de bens da
própria Diocese, celebrou o único Sínodo Diocesano da Diocese,
organizou o Congresso Mariano de 10 a 15 de agosto de 1947, além
de propiciar as semanas de estudos da Ação Católica. Participou
em todas as sessões do Concílio Vaticano II e foi um dos
primeiros bispos a ordenar homens casados como Diáconos
Permanentes.
Atingindo a idade limite para o exercício do dever canônico, Dom
Francisco renunciou e retirou-se a uma modesta casa no morro
Cristo Redentor. Morreu em Taubaté, em 1º de maio de 1989, aos
noventa anos de idade.
Fonte:
Vários Autores.
Arquidiocese de Campinas: subsídios para sua história.
Campinas: Komedi, 2004.
Início
11º Pároco
Cônego Aniger Melillo - de 1941 a 1943
(posteriormente Bispo de Piracicaba)
Dom Aniger nasceu em Campinas, a 27 de junho de 1911. Foram seus
pais Vicente Melillo e Regina Morato Melillo, ambos de grande fé
e praticantes da caridade cristã.
Cursou o Seminário Diocesano de Campinas e foi ordenado padre na
Catedral de Campinas, no dia 31 de dezembro de 1933, por Dom
Francisco de Campos Barreto. A primeira nomeação que recebeu foi
de Vigário Cooperador em Piracicaba, tendo sido anteriormente
Coadjutor na Matriz do Carmo, de Campinas, onde permaneceu por
três e anos e, em 1939, foi para Piracicaba, como Vigário
Cooperador da então Matriz daquela cidade, atualmente Catedral.
Em 1941, então Pároco da Matriz do Carmo, de Campinas, foi
nomeado Cônego Catedrático do Cabido Metropolitano de Campinas e
do Tribunal Eclesiástico de Campinas e por quase 13 anos foi
Reitor do Seminário Diocesano de Campinas, formando dezenas de
sacerdotes que atuaram nas Dioceses de Campinas, Ribeirão Preto,
Jaboticabal e Piracicaba. Foi designado Segundo Bispo de
Piracicaba no dia 29 de maio de 1960 e ordenado Bispo em 29 de
junho de 1960, na Catedral de Campinas, tomando posse na Igreja
Catedral de Piracicaba em 15 de agosto do mesmo ano.
São de sua autoria, em Piracicaba, as obras das construção do
Seminário Nova Suiça, a criação da Faculdade de Serviço Social,
em 1963, do Colégio Comercial Imaculada Conceição, em 1964, a
construção do cemitério Parque da Ressurreição, em 1971 e a
criação de doze paróquias. Ordenou quatorze padres para a
Diocese de Piracicaba. Em 1968, foi nomeado pelos Bispos do
Brasil como Diretor Espiritual do Secretariado Nacional dos
Cursilhos de Cristandade. É conhecido pelo apoio que deu aos
Movimentos de Desepertar e à formação de leigos. Foi chamado
Bispo da Reconciliação, pela sua orientação como conselheiro de
consciência no confessionário e um defensor da família,
escrevendo e falando em defesa de sua integridade, em particular
por ocasião da entrada do projeto em favor do divórcio, no
Congresso Nacional.
Um fato importante na vida de Dom Aniger, inédito na História da
Igreja em nosso país, foi a de ter ordenado padre o seu próprio
pai,Vicente de Paulo Mellilo.
Em 11 de janeiro de 1984, o Santo Padre Dom João Paulo II,
aceitou o pedido de renúncia de Dom Aniger como Bispo de
Piracicaba, conservando o título de Bispo Emérito dessa Diocese.
Faleceu no dia 17 de abril de 1985, no Instituto do Coração, em
São Paulo. Foi sepultado na cripta da Catedral Santo Antônio, em
Piracicaba.
Fonte:
Vários Autores.
Arquidiocese de Campinas: subsídios para sua história.
Campinas: Komedi, 2004.
Início
12º Pároco
Monsenhor Rafael Roldan
- de 1943 a 1948
Nasceu a 11/11/1901, em Itu (SP) e foi ordenado em Campinas a
21/09/1929, por Dom Barreto. Em 1932, foi Ministro de Disciplina
do Ginásio Diocesano. De 1933 a 1934, foi Vigário em Porto
Ferreira e em São Pedro. Em 1934, foi Pároco em Piracicaba. De
1935 a 1939, foi Chanceler do Bispado de Campinas. Em 1935,
tornou-se Cônego Catedrático, vindo a renunciar em 1947,
tornando-se Honorário. De 1939 a 1943, foi Reitor do Seminário
Diocesano, sendo transferido para a Paróquia Nossa Senhora do
Carmo, onde permaneceu de 1943 a 1948. Foi Cura da Catedral, de
1949 a 1960, sendo reintegrado como Catedrático. Em 19/11/1950,
recebe o título de Monsenhor, conferido pelo Papa Pio XII. Em
01/01/1962, por um ano foi Pároco de São Manoel, em Leme (SP),
retornando a Campinas como Auxiliar da Basílica do Carmo, onde
veio a falecer em 24/10/1968.
Fonte:
Vários Autores.
Arquidiocese de Campinas: subsídios para sua história.
Campinas: Komedi, 2004.
Início
13º Pároco
Monsenhor Lázaro Mitschele
- de 1949 a 1963
Nasceu em Piracicaba (SP), a 02/02/1910. Ordenado em Campinas, a
04/08/1932, foi Capelão das Irmãs Missionárias de Jesus
Crucificado, Coadjutor na Catedral, Vigário Auxiliar de Leme,
Ecônomo de Capivari, Secretário do Bispado, Tesoureiro e
Procurador da Mitra. Foi nomeado Cônego Catedrático em
07/03/1941, Pároco de Nossa Senhora das Dores, em Campinas.
Recebeu o título de Monsenhor Camareiro do Papa em 19/03/1955.
Foi Pároco de Nossa Senhora do Carmo, em Campinas; Pároco de São
Manoel, em Leme, no ano de 1963. Por um ato insano, deixou o
Ministério Presbiteral, realizando um casamento civil que durou
pouco tempo, desejando realizar ainda seu sacerdócio, como ato
de arrependimento. Solicitou ao Cardeal Arcebispo de São Paulo,
Dom Paulo Evaristo Arns, poder celebrar. Este, com aprovação da
Santa Sé, o restringiu ao Santuário das Almas, Ponte Pequena, em
São Paulo, onde era Pároco seu irmão, Pe. Germano Mütschele, MSC.
Já envelhecido, solicitou ser acolhido no Asilo dos Velhinhos,
em Piracicaba, sua terra natal, do qual se tornou capelão, onde
veio a falecer em 14/07/1988.
Fonte:
Vários Autores.
Arquidiocese de Campinas: subsídios para sua história.
Campinas: Komedi, 2004.
Início
14º Pároco
Monsenhor Geraldo Azevedo - de 1963 a 2000

Nasceu em 02/01/1921. Foi ordenado Sacerdote em 1946.
Foi coadjutor da Catedral de Campinas, Vigário de Santa Gertrudes,
Vigário de Iracemápolis e Vigário da Paróquia do Senhor Bom
Jesus do Bonfim.
Em 1963, foi transferido para a Paróquia Nossa Senhora do Carmo, onde
permaneceu até sua morte, em 22 de julho de 2000.
Com grande empenho, conseguiu elevar a Matriz do Carmo à
condição de Basílica Menor, pela Bula do Papa Paulo VI, em
06/11/1974.
Desenvolveu atividades como Encontros de Casais com Cristo
(E.C.C.). Foi Diretor Espiritual de muitos Cursilhos de
Cristandade. Uma das atividades que mais o entusiasmava era a
Pastoral da Comunicação pelo Rádio, onde durante 42 anos,
comandou um programa na Rádio Central de Campinas, programa
muito ouvido e admirado. Fundou também duas Emissoras de Rádio:
a Rádio Andorinha, 1ª FM de Campinas, e a Rádio Central AM. Até
o dia de sua morte, em 2000, manteve na Rádio Central, 3
programas diários e uma Missa Dominical, além de programação
especial na Semana Santa. Em 1983, uma grave enfermidade o
acometeu, ficando paralisado totalmente durante um ano. Em 1985,
voltou às atividades paroquiais.
Em
16 de março de 1996, recebeu da Câmara Municipal o título de
Cidadão Campineiro, como reconhecimento pelo muito que fez por
Campinas e seus habitantes.
Celebrou em Roma, com o Papa João Paulo II, os seus 50 anos de
sacerdócio, em 1996.
Tendo se internado no Hospital Casa de Saúde, em Campinas, para
uma cirurgia da catarata, por infeliz acidente cirúrgico veio a
falecer no mesmo Hospital, aos 22/07/2000, sendo seu corpo
velado na Basílica do Carmo.
Início
|