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Mensagem do
Pároco
Dezembro/2009

O bem mais precioso
O
Natal se aproxima. É inevitável falarmos dele e da atmosfera
que o envolve. De certa forma grande parte do que se fala
sobre o Natal refere-se ao comércio, promovido por seu garoto
propaganda, o simpático Papai Noel.
O
Natal nos faz um convite: reservar tempo para contemplar no
presépio, o Menino Jesus. Em muitas casas e igrejas se
costuma colocar o presépio, “armar” o presépio melhor
dizendo. Na Basílica do Carmo tem um que inclui uma fonte de
água borbulhante, recordando que Jesus é fonte de água viva,
pois veio saciar a sede da humanidade. Sede de que? Sede de
amor.
Em
nossa época a juventude, em geral, está encantada com as lendas
da dissolução da espécie, desanimada e desiludida com a
humanidade. Os jovens principalmente se encantam com histórias
que fazem deles seres extraordinários, bruxos, duendes,
vampiros. Não querem ser humanos. Estão aí Harry Porter e os
jovens vampiros e lobisomem de Stephenie Meyer. As jovens e os
jovens são robustos , belos, poderosos, eternos e...
infelizes, porque não podem amar!
É
preciso conhecer Jesus Cristo, aprender a conhecê-lo melhor e
escutá-lo. Nele Deus deu-nos a resposta para todas as
perguntas que a humanidade sempre faz a cada geração. Em Jesus
o Filho de Deus, Deus mesmo entra na humanidade; o criador se
torna criatura para redimir a humanidade por dentro, e
curá-la de suas infelicidades.
Se
escutamos Jesus e olharmos para os pobres, oprimidos,
doentes, se formos até eles e os tocar, assim como Jesus fez
vindo ao mundo, Deus nos conduzirá para fora de nós mesmos e
mostrará a imensidão do universo, nos ensinará a pensar de
modo aberto e generoso. Meditando sobre Jesus na gruta de
Belém podemos aprender que nada é mais precioso que o amor.
Em
Jesus se manifesta o amor de Deus por nós, este amor que Ele
quer comunicar, aliás Deus quer que em Jesus entremos no
dinamismo do seu amor. O amor humano é frágil limitado, mas o
amor de Deus em nós pode tudo, resiste a grandes provações,
tudo suporta e jamais passará.
Recebamos neste Natal o grande dom que Deus nos dá; seu filho
Jesus. Livremo-nos de tantas preocupações inúteis. No presépio
Jesus não é o “Rex tremendae majestatis”. É bebezinho
indefeso, nos ensina com sua simplicidade e pobreza como os
mestres que Ele nos mandará ouvir quando percorria o mundo em
missão: os lírios do campo e as aves do céu.
Agradeço a você caro(a) leitor(a) que me acompanhou todo este
ano. Feliz e abençoado Natal, Ano Novo repleto de paz e amor.
Côn.
Pedro Carlos Cipolini
Pároco e Reitor
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