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FESTAS DE JUNHO
Quantas lembranças nos traz o mês de junho! Suas
celebrações. Neste mês celebramos dia 12 o dia dos
namorados, que é dia do amor, do romantismo e da esperança
de uma vida em comum com alguém que se ama. Dia 13 é dia do
turista. Dia 18 dia do químico, dia 24 dia do migrante, dia
29 dia do telefonista, dia 29 dia do pescador e dia 30 dia
do caminhoneiro. Posso ter esquecido algumas datas, mas
estas que assinalei são comemorações importantes.
Porém, para nós católicos, é uma lembrança agradável a
recordação dos santos da religiosidade popular que são
festejados neste mês. Estas devoções trazidas pelos
portugueses e que estão arraigadas tão profundamente no
coração das pessoas. São as festas juninas.
Primeiro vem Santo Antônio, dia 13 de junho. Um dos santos
mais queridos e festejados do calendário. Jovem frade
franciscano que, na sua breve vida de 37 anos, deixou um
testemunho grandioso de fé, amor e coragem. Santo Antônio
foi grande missionário, percorreu muitas cidades ensinando a
palavra de Deus. Sabia o Novo Testamento de cor. A oração o
aproximava de Deus e Deus o mandava ir ao Povo. Junto do
Povo, ele sentia a necessidade de voltar à oração para
encontrar-se com Deus. É um santo querido porque, sendo
amigo de Deus, sempre estava junto do povo para socorrê-lo
em suas angústias. Por isso é tão querido.
Dia 24 festejamos São João Batista. Santo muito festejado,
principalmente na Região Nordeste do Brasil. É um santo
profeta que preparou os caminhos de Jesus. Aparece no
Evangelho batizando Jesus no rio Jordão. Sua tarefa foi
importante para Jesus, pois ele cedeu ao Mestre alguns
discípulos que passaram a acompanhá-lo em sua missão e
depois foram apóstolos.
Um destes apóstolos de Jesus, São Pedro, é festejado dia 29
de junho. Santo muito popular, São Pedro é representado com
chaves na mão, embora tenha sido pescador. É padroeiro dos
pescadores. Jesus lhe disse certa vez: “Tu és Pedro e sobre
esta pedra edificarei a minha Igreja”. E lhe deu as chaves,
chaves do Reino de Deus que a Igreja anuncia ao mundo
inteiro. São Pedro morreu crucificado em Roma, onde foi o
chefe da Igreja local. Por isso o Santo Padre o Papa é
chamado “o sucessor de S. Pedro”.
Estes santos de junho nos lembram a fidelidade a Jesus que
devemos ter, mesmo em tempos difíceis. Eles escolheram Jesus
e o seguiram, foram fiéis até o fim. Que eles intercedam por
nós, para que também possamos seguir Jesus no amor e na
fidelidade.
Côn. Pedro Carlos Cipolini
Pároco e Reitor
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Dezembro/2008
Celebrar o Natal
"Muitas vezes e de muitos modos no passado,
falou Deus aos nossos pais pelos profetas. Nestes dias, que são os últimos,
falou-nos por seu Filho, a quem fez herdeiro de todas as coisas e pelo qual
também criou o universo" (Hb 1,1).
Ao celebrar o Natal, é bom ouvir os relatos
evangélicos do nascimento de Jesus. São belos e poéticos, tocam o coração
por sua singeleza e humanidade. Penso que estão entre os textos mais belos
da Sagrada Escritura, não só pelos sentimentos que despertam em nós, mas
principalmente pela fé e esperança que inspiram. Ao lê-los, podemos
concluir: Deus é bom!
Aliás, devemos nos perguntar sempre: Quais os
textos bíblicos que nos sustentam? Quais os que mais nos provocam? Qual
relato ou texto mais admiro e cujos ensinamentos me guiam? Quais personagens
bíblicos mais me tocam? Para mim, as narrativas do nascimento de Jesus são
textos dos mais importantes e muito me inspiram. O presépio sempre me
fascinou.
Quero partilhar três lições que o nascimento
de Jesus me propõe. Peço que me acompanhem:
Em primeiro lugar, Natal é a festa da
alegria.
O anjo disse aos pastores: "Não tenham medo!
Eu anuncio para vocês a Boa Notícia, que será uma grande alegria para todo o
povo: hoje na cidade de Davi nasceu para vocês o Salvador, que é o Messias,
o Senhor!" (Lc 2, 10).
Natal é festa da alegria porque Deus nos fala
diretamente. Ele veio em seu Filho para estar no meio de nós. Este
nascimento significa o compromisso radical de Deus com a humanidade. Ele ama
o ser humano e por isso se faz homem. Em meio à escuridão da noite, que bem
representa a angústia, a injustiça, o desespero e a violência, surge a
redenção: um menino nos foi dado, diz o profeta, Ele nos redimirá. Festa do
otimismo em relação ao homem. Deus assumiu nossa história, caminha conosco.
Temos, portanto, a esperança de que a história da humanidade chegará a bom
destino. Tudo terminará bem, apesar da confusão causada pelo pecado.
Somos, assim, convidados a acreditar no ser
humano. Se Deus ama meu próximo, eu também devo amá-lo, apesar de tudo. E
devo empenhar-me para que todos tenham vida e vida em abundância, como o fez
Jesus.
Natal é festa da gratuidade.
A troco de que Deus veio e se fez um de nós?
Por que fez isto? O que ganhou com isto? Tudo foi feito por amor, dom
gratuito. A gratuidade é tudo o que você faz por amor, quando o outro assim
o desejar. Jesus fez tudo por amor ao Pai, por amor à Humanidade. Fez tudo
para cumprir a vontade do Pai, para trazer a salvação aos seres humanos e,
assim, alegrar o Pai.
A gratuidade é característica do Natal. É o
amor que dá sentido a todas as coisas, e amor não se compra nem se vende. O
amor não se cansa de fazer o bem e se cansa, ama o cansaço. Embora o Natal
tenha se transformado em um grande comércio onde se compras e vendem
presentes, impulsionados pelo consumismo desenfreado disfarçado de bons
sentimentos, não podemos perder de vista o Natal como festa da gratuidade,
onde o maior dom é o dom de nós mesmos. É daí que brota a perfeita alegria,
porque "há maior alegria em dar do que em receber" (At 20,35).
Nosso espírito de doação deve se dirigir em
primeiro lugar aos pobres, a exemplo de Jesus. Eles foram seus primeiros
convidados para O acolherem no seu nascimento e para acolher o Evangelho
quando começou a evangelizar: "Fui enviado para evangelizar os pobres" (Lc
4,18). Tudo o que Deus tinha de mais precioso partilhou conosco. Somos
chamados a partilhar também.
Natal é festa da simplicidade
Como podemos não nos comover olhando o
presépio? Quanta simplicidade no menino que nasceu fora da casa, porque lá
dentro não havia lugar para ele. No estábulo ele nasceu; ali, onde os
animais estão junto à casa, ficam protegidos do frio da noite. Nasceu e foi
colocado na manjedoura, o cocho no qual os animais se alimentam. O céu
contempla em silêncio cósmico esta loucura do amor de Deus. São Paulo vai
escrever: "Ele tinha a condição divina, mas não se apegou à sua igualdade
com Deus. Pelo contrário, esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de
servo, tornando-se semelhante aos homens. Assim, apresentando-se como
simples homem" (Fl 2,6).
O mais chocante no Natal é celebrar a
majestade divina na sua Kénosis, no seu rebaixamento. Este é um mistério
profundo que somente tem sentido para os que já entraram no dinamismo do
Reino de Deus, dos que já estão no processo de conversão, dos que já estão
se tornando santos e crêem que Jesus os redimiu. Estes não lutam mais pelo
poder, pela honra, para serem os primeiros e os mais importantes, nem sequer
lutam para obter afeto dos outros e serem os mais queridos. Lutam somente
para cumprir a vontade de Deus e a vontade Deus é que aceitemos Jesus e o
sigamos com fidelidade no caminho do amor-serviço.
Quanto tempo se ganharia em nossas
comunidades, quanta paz haveria e tanto mais alegria, se vivêssemos a
simplicidade que o Natal nos inspira! E aqui seria preciso que todos a
vivêssemos a exemplo dos personagens dos relatos evangélicos. Reparemos que
ninguém fala, a não ser os anjos. Maria e José contemplam em silêncio,
cheios de fé e disponibilidade, cuidando do menino. Os pastores adoram o
menino em silêncio, cheios de gratidão, os magos em silêncio lhe oferecem
presentes. Todos agem mais que falam, porque o amor verdadeiro inspira mais
ações que palavras.
Somente do silêncio de quem contempla e adora,
pode brotar o perfeito louvor que o Natal nos pede. Deus é bom, sejamos nós
também bondosos para com todos. Este será o louvor perene que brotará de
nosso coração habitado pelo Menino Jesus que aí certamente fez sua morada.
A todos, um feliz e santo Natal!
Côn. Pedro Carlos Cipolini
Pároco-Reitor da Basílica N. Sra. do Carmo
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Março/2009
Neste tempo de quaresma
estamos convidados a refletir e expressar a dor que sentimos pelo pecado do
mundo que em todos os tempos e de tantas maneiras prolonga a paixão de
Cristo. A palavra chave da quaresma é "conversão". Deus nos chama para mais
perto dEle e para assim estarmos, precisamos de nos purificar. Convertei-vos
e crede no Evangelho.
Nossa paróquia tem vivido de
uma maneira participativa e bonita o itinerário quaresmal. Grande
participação nas celebrações e as iniciativas na busca de viver a Campanha
da Fraternidade deste ano. Neste sentido, a missão que organizou a paróquia
em setores que foram visitados por missionários(as) foi uma bela empreitada.
A mensagem da CF e o convite para vivenciar a quaresma foi levada a muitas
pessoas e sem dúvida a tantos e tantos locais de nossa paróquia.
Neste ano a CF está sendo
coordenada por Aristides e Ridalci, um casal que tem se dedicado e
conseguido mobilizar a comunidade. A projeção do vídeo da campanha em todas
as missas do final de semana (21 e 22 de março) foi excelente e
participativa, feita no final das missas. Foi uma boa experiência que poderá
ser repetida outros anos. A paz é fruto da justiça! Construamos a paz
promovendo a justiça.
Quero desejar a todos uma
Feliz e Santa Páscoa! Na Vigília Pascal vamos cantar a vitória de Jesus
Cristo, penhor de nossa vitória final. É o dia em que somos chamados a
renovar as promessas de nosso batismo. Renovar nosso ânimo de seguir Jesus
com fidelidade. Páscoa, sinal definitivo da vitória do amor sobre a morte.
Quando a comunidade reunida entoar o cântico do Aleluia, estará renovando
seu compromisso de vencer o mal fazendo o bem! E o que é o bem? É o
Evangelho, a boa Notícia de que Deus está no meio de nós, salvando-nos.
Prossigamos sempre em frente,
mas também sempre mais profundamente enraizados na fé e na caridade. Que
nosso testemunho seja sustentado por nossa liturgia celebrada com devoção,
pois "Nós adoramos o que conhecemos" (Jo 14,22). E conhecemos Aquele que nos
ama e redime.
Deus abençoe a todos.
Côn. Pedro Carlos Cipolini
Pároco-Reitor da Basílica N. Sra. do Carmo
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Junho/2009
"Abrir-se ao impulso do
Espírito Santo e incentivar, nas comunidades e em cada batizado, o processo
de conversão pessoal e pastoral ao estado permanente de missão para a vida
plena". Este é o apelo do documento n.88 da CNBB, intitulado "Projeto
Nacional de Evangelização: o Brasil na Missão Continental". E assim somos
todos convidados a viver a alegria de ser discípulo-missionário.
Modelo de missionário é São
Paulo apóstolo. Em sua memória celebramos o Ano Paulino concluído dia 28/06.
Em nossa paróquia vivenciamos este ano em vários momentos, um dos quais foi
o retiro espiritual da Escola da Fé, cujo tema foi São Paulo e suas cartas.
Este novo mês de julho que
iniciamos traz-nos, também, a alegria de celebrar novamente a festa de nossa
padroeira, Nossa Senhora do Carmo. Neste ano, a novena será enriquecida com
duas celebrações significativas para nós. Primeiro, a ordenação do diácono
Thiago Luiz Bernardo. Para nós é uma graça de Deus poder celebrar dentro do
Ano Sacerdotal (19/06/09 a 19/06/10) esta ordenação presbiteral que se dará
na Basílica dia 10/07. O sacerdote recebe de Jesus a missão de sinalizá-lo à
comunidade, de representá-lo como bom pastor, anunciando a Palavra (profeta)
e celebrando os sacramentos (sacerdote).
Iremos também celebrar o
centenário da Ordem Terceira Secular do Carmo, no dia 11 de julho. A Ordem
Terceira foi fundada aqui na Paróquia, em 09 de julho de 1909, pelo pároco
de então, Mons. Francisco de Campos Barreto. Este grupo significativo de
leigos e leigas vive seu batismo inspirado na espiritualidade e carisma
carmelita: oração, missão profética e fraternidade.
No dia da padroeira,
celebraremos também com júbilo, como temos feito todos os anos, o
aniversário natalício e de ordenação episcopal de nosso Arcebispo, Dom Bruno
Gamberini. É uma oportunidade única de demonstrar-lhe o quanto nossa
comunidade o quer bem. Nosso presente será o almoço que a paróquia oferece
ao clero em sua homenagem, após a missa das 10h00 que presidirá na Basílica
com a participação do presbitério.
Celebrando Maria Santíssima,
mãe de Jesus e nossa mãe, queremos sempre colocar-nos sob sua maternal
proteção e pedir-lhe que nos consiga a alegria de praticarmos o que ela
pediu: "Fazei o que Ele vos mandar" (Jo 2,5). Fazendo o que Jesus nos
ordena, não teremos medo nem mesmo em meio à noite, porque sabemos que ao
amanhecer não haverá mais tristeza.
Abraço a todos com carinho,
partilhando com vocês minha alegria de ser sacerdote e poder servir esta
querida comunidade do Carmo. Muita paz e alegria!
Côn. Pedro Carlos Cipolini
Pároco-Reitor da Basílica N. Sra. do Carmo
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Outubro/2009
Estamos no mês de outubro, que
tradicionalmente recorda o Santo Rosário, devoção muito difundida no Brasil.
O dia sete de outubro marca uma data importante para todo o cristianismo. O
Papa Pio V instituiu esta festa de Nossa Senhora do Rosário, porque graças à
sua intercessão, os cristãos venceram uma batalha decisiva, a batalha de
Lepanto (1571), que impediu, na época, o perigo de uma descristianização da
Europa. Nossa Senhora do Rosário foi dada como padroeira da África. Por isso
os negros que aqui vinham como escravos, eram orientados a esta devoção. A
partir daí, difundiu-se no Brasil. Muitas e belas capelas e igrejas do
Rosário foram construídas pelos negros, devido a esta devoção. Em Campinas
mesmo temos o Largo do Rosário que tinha a igreja do Rosário como monumento
principal (foi demolida na década de 1950).
O mês de outubro hoje é
lembrado por nós sobretudo por ser o mês das missões. A V Conferência do
Episcopado Latino-Americano vai nos convidar a exercer nosso dever
missionário como Jesus ordenou: "Ide pelo mundo todo e pregai o Evangelho a
toda criatura" (Mt 28,19). Toda Igreja deve ser missionária. A Igreja
Católica assiste hoje a um processo de redução de seus fiéis, o que nos
chama a atenção para os batizados não suficientemente evangelizados. São
vítimas da secularização, do relativismo e da atração de denominações
religiosas que pregam a teologia da prosperidade.
Mais que nunca é necessário
dar testemunho, ou seja, viver a própria fé, tornar-se discípulo, discípula,
levar a sério sua opção religiosa assumida pessoal e livremente. Desde que
você recebe o anúncio de Jesus Cristo, o Kérigma, você se sentirá
vocacionado a fazer parte de uma comunidade de amor-fé-vida. A partir da
experiência do amor de Deus, vivido em comunidade, você vai sentir o desejo
de ser missionário: levar ao mundo a Boa Nova da salvação.
A Missão evangelizadora é dar
notícia do Reino de Deus, ou seja, do amor redentor de Deus que abraça,
liberta e promove a todos sem distinção, visando a promoção pessoal e
social, especialmente dos pobres e sofredores. Toda comunidade paroquial é
convidada a estudar e colocar sua criatividade a serviço da missão. Uma de
nossas prioridades paroquiais é a missão. É ir ao encontro para anunciar a
alegria de crer e convidar os outros a entrar no dinamismo do amor redentor
de Deus.
Vamos envidar todos os
esforços para ser uma comunidade de discípulos e missionários aqui na
realidade onde o Senhor nos colocou. Nossa esperança é que Maria, mãe de
Jesus, a primeira discípula e missionária, nos ajude e interceda por nós.
Deus os abençoe!
Côn. Pedro Carlos Cipolini
Pároco-Reitor da Basílica N. Sra. do Carmo
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Mensagem do
Pároco
Dezembro/2009

O bem mais precioso
O
Natal se aproxima. É inevitável falarmos dele e da atmosfera
que o envolve. De certa forma grande parte do que se fala
sobre o Natal refere-se ao comércio, promovido por seu garoto
propaganda, o simpático Papai Noel.
O
Natal nos faz um convite: reservar tempo para contemplar no
presépio, o Menino Jesus. Em muitas casas e igrejas se
costuma colocar o presépio, “armar” o presépio melhor
dizendo. Na Basílica do Carmo tem um que inclui uma fonte de
água borbulhante, recordando que Jesus é fonte de água viva,
pois veio saciar a sede da humanidade. Sede de que? Sede de
amor.
Em
nossa época a juventude, em geral, está encantada com as lendas
da dissolução da espécie, desanimada e desiludida com a
humanidade. Os jovens principalmente se encantam com histórias
que fazem deles seres extraordinários, bruxos, duendes,
vampiros. Não querem ser humanos. Estão aí Harry Porter e os
jovens vampiros e lobisomem de Stephenie Meyer. As jovens e os
jovens são robustos , belos, poderosos, eternos e...
infelizes, porque não podem amar!
É
preciso conhecer Jesus Cristo, aprender a conhecê-lo melhor e
escutá-lo. Nele Deus deu-nos a resposta para todas as
perguntas que a humanidade sempre faz a cada geração. Em Jesus
o Filho de Deus, Deus mesmo entra na humanidade; o criador se
torna criatura para redimir a humanidade por dentro, e
curá-la de suas infelicidades.
Se
escutamos Jesus e olharmos para os pobres, oprimidos,
doentes, se formos até eles e os tocar, assim como Jesus fez
vindo ao mundo, Deus nos conduzirá para fora de nós mesmos e
mostrará a imensidão do universo, nos ensinará a pensar de
modo aberto e generoso. Meditando sobre Jesus na gruta de
Belém podemos aprender que nada é mais precioso que o amor.
Em
Jesus se manifesta o amor de Deus por nós, este amor que Ele
quer comunicar, aliás Deus quer que em Jesus entremos no
dinamismo do seu amor. O amor humano é frágil limitado, mas o
amor de Deus em nós pode tudo, resiste a grandes provações,
tudo suporta e jamais passará.
Recebamos neste Natal o grande dom que Deus nos dá; seu filho
Jesus. Livremo-nos de tantas preocupações inúteis. No presépio
Jesus não é o “Rex tremendae majestatis”. É bebezinho
indefeso, nos ensina com sua simplicidade e pobreza como os
mestres que Ele nos mandará ouvir quando percorria o mundo em
missão: os lírios do campo e as aves do céu.
Agradeço a você caro(a) leitor(a) que me acompanhou todo este
ano. Feliz e abençoado Natal, Ano Novo repleto de paz e amor.
Côn.
Pedro Carlos Cipolini
Pároco e Reitor
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