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14/07/2010
Mensagem
de saudação do novo Bispo
à Diocese
de Amparo

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ALEGRIA DE DEZEMBRO
A alegria de dezembro é o Natal! Preparamo-nos para
celebrá-lo no período do Advento e quando ele chega é sempre
uma data especial, a cada ano. Neste dia uma força mágica
toma conta do coração das pessoas. Aflora o desejo de um
mundo novo de paz, solidariedade e bênçãos de Deus. É o
Natal do Menino Jesus!
Nós sabemos que a data exata do nascimento de Jesus é
desconhecida. Foi marcado pela Igreja o dia 25 de dezembro
para comemorar o aniversário de Jesus. Era um dia especial
na cultura do mundo do Império Romano, que apenas tinha
aceito o cristianismo, através do imperador Constantino.
Este dia marcava o início do fim do inverno, o sol começava
a vencer, derretendo a neve que por longos meses haviam
mantido toda a vegetação amortecida.
Jesus é o sol verdadeiro. Vindo a este mundo ele nos redimiu
e ampliou nossa possibilidade de vida: a vida eterna! Com
Jesus foi vencido o inverno do pecado e da morte, que
mantinha o mundo na escravidão. Jesus é o salvador e
libertador nosso.
Assim esta data adquiriu um sentido muito forte para as
culturas do hemisfério Norte. Aqui no sul do mundo é calor,
a natureza exuberante celebra a força da natureza que não
tem inverno rigoroso. Mas mesmo assim, o sol tem seu
simbolismo, pois, toda esta festa de cores, a maravilha da
natureza no verão, nos remete à força do sol que ilumina e
faz acontecer o colorido da vida.
No período do Advento, a Liturgia coloca diante de nós
figuras exemplares que souberam esperar com firme esperança
e operosidade a vinda do Salvador: o profeta Isaías, João
Batista, José e Maria, a mãe de Jesus. Maria e José, mais
que ninguém, souberam acolher Jesus. São exemplos para nós.
Muitos comemorarão o Natal com uma ceia e é um costume
bonito. A ceia de Natal não tem como finalidade somente
satisfazer o apetite, comer... O significado é mais
profundo: estar juntos, encontro, amizade, convívio e
alegria. Depois da missa de Natal, a ceia em família tem um
significado que vai além das outras comemorações. Ela é
cheia de gratidão, expressão do encontro entre o céu e a
terra, das pessoas entre si.
No Natal, celebramos o encontro do céu e da terra, o divino
com o humano. Tudo isto se dá a partir de Jesus Cristo, o
menino que nasce em Belém, que faz o mundo rever sua
aspiração mais profunda: derreter as armas de guerra para
fazer instrumentos de paz.
Feliz Natal! Brilhe a luz de Jesus Cristo no seu coração!
Côn. Pedro Carlos Cipolini
Pároco e Reitor
MÊS DE OUTUBRO, MÊS MISSIONÁRIO
O mês de outubro é o início do fim do ano. Já começa a
preparação para o Natal, não só do ponto de vista da nossa
liturgia, mas muito mais e primeiro na cidade. Neste sentido
é que digo ser o mês de outubro um mês de passagem para o
final do ano. No entanto, é um mês denso em significado e
comemorações. Para nós, católicos, o mês de outubro é o
“mês missionário”, ou seja, o mês em que chamamos a atenção
para as missões.
Em primeiro lugar desejamos considerar que toda a Igreja é
missionária. A Igreja mais que estar a serviço do Reino de
Deus pregado por Jesus, podemos dizer que ele, o Reino de
Deus, tem uma Igreja a seu serviço. A Igreja é missionária
por sua natureza: “A Igreja peregrina é, por sua natureza,
missionária, visto que tem a sua origem, segundo o desígnio
de Deus Pai, na missão do Filho e do Espírito Santo”
(Vaticano II, decrerto Ad Gentes, 2).
Em segundo lugar temos que considerar nosso batismo. Por
ele, ao ingressarmos na Igreja, nos tornamos todos
participantes desta missão. O batismo faz de nós seguidores
de Jesus e, ao mesmo tempo, seus missionários: "Ide pelo
mundo inteiro e pregai o Evangelho" disse Jesus a seus
discípulos. A conferência de Aparecida (V CELAM), nos
lembrou este fato de forma contundente: discípulos
missionários, é isto o que somos, pois ninguém pode ser
discípulo de verdade, se não for missionário.
Em cada comunidade, portanto, fica o apelo para reavivar em
nós o espírito missionário que é, em primeiro lugar, viver o
Evangelho e dar testemunho com a própria vida. Em seguida,
anunciar de todas as maneiras que acharmos possível,
anunciar os valores do Reino de Deus.
Em nossa comunidade paroquial iniciamos o mês celebrando
Santa Terezinha do Menino Jesus, através de um tríduo. Ela é
a santa dos tempos modernos, como a chamou Pio XI. Muito
simples na sua proposta de viver o Evangelho e ao mesmo
tempo profundamente verdadeira ao propor o amor como centro
de sua espiritualidade que marcaria todo o século XX,
materialista e violento. Celebramos S. Francisco, S.
Benedito e Nossa Senhora do Rosário.
Este mês é marcado para nós com um fato significativo: a
visita pastoral de nosso Arcebispo D. Bruno Gamberini. Dos
dias 30/09 a 07/10 ele estará visitando o primeiro bloco de
paróquias de nossa Forania, bloco do qual fazemos parte.
Que realmente nossas orações, nosso esforço de participação
nos faça sentir como Igreja, comunidade de fé, esperança e
caridade, recebendo nosso arcebispo que vem animar e
confirmar nossa fé.
Côn. Pedro Carlos Cipolini
Pároco e Reitor
Início
Neste mês de setembro, como não lembrar da Palavra de Deus
que ilumina a Comunidade, que ilumina o coração de cada um?
Setembro é o mês da Bíblia, nele refletimos mais
demoradamente sobre a riqueza deste presente que Deus nos
Deus: a Bíblia, uma carta de Deus para nós!
A Palavra de Deus encontra sua expressão privilegiada na
Bíblia, mas ela não se reduz à Bíblia, pois Deus fala na
vida de cada um e nos acontecimentos de hoje. Mas é a partir
da Bíblia que teremos uma chave segura para saber ouvir e
interpretar o que Deus nos fala na nossa vida.
A bíblia é um dos livros mais lidos de toda a história da
humanidade. Antes de nós, milhares de pessoas encontraram
neste livro uma palavra de vida e um alento na sua caminhada
para Deus. Se assim não fosse, não nos teriam transmitido
este livro tão antigo e talvez não teríamos tanto interesse
por ele. Um livro assim, tão procurado e tão lido ao longo
dos séculos, tem de ter um segredo muito importante.
Frei Carlos Mesters tem uma imagem apropriada, uma
comparação. Ele diz que a Bíblia é como um coco de casca
dura. Porém, ele esconde uma água que mata a sede e alimenta
o viajante, cansado na longa estrada da vida. A Bíblia é
Palavra de Deus para nós: Palavra de Vida: “Nem só de pão
vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus”
(Mt 4,4).
Neste mês estamos promovendo em nossa paróquia um estudo
bíblico (curso bíblico) intitulado: “O caminho de Deus com a
humanidade”. Como é bom ver o interesse das pessoas em
estudar a Bíblia. Porém, somente estudar não basta, é
preciso orar e invocar o Espírito Santo e também fazer a
experiência de vida comunitária. Aí sim a Bíblia vai
adquirir para nós um outro sentido mais profundo e vital.
O conhecimento de Deus, nós sabemos, não nasce de uma
reflexão filosófica ou científica e nem mesmo de um estudo
teológico. Nasce dos embates da vida, vivendo os conflitos
do dia a dia. Foi assim que o povo hebreu descobriu quem é
Deus, e foi este testemunho que nos deixaram no Antigo
Testamento ou Aliança.
Que neste mês a Palavra de Deus possa nos converter ao
verdadeiro sentido da vida que está revelado em Jesus
Cristo, ápice da Revelação. Nele Deus nos diz tudo o que tem
para dizer, ele é o caminho, a verdade e a vida!
Côn. Pedro Carlos Cipolini
Pároco e Reitor
Início
Neste mês de agosto somos chamados novamente para receber as
bênçãos de Deus que nos cumula de bens no dia-a-dia de nossa
existência. O tempo é redimido pela encarnação de Jesus
Cristo, com Ele nos vem toda graça de Deus. Assim a história
humana é permeada pelo Espírito, é santificada.
Na Igreja somos convidados neste mês a refletir sobre nossa
vocação cristã. Mês das vocações. A primeira é a vocação
batismal, o seguimento de Jesus. Em especial nós rezamos
pelas vocações sacerdotais, pois a messe é grande mas os
operários são poucos.
Na semana da família, de 12 a 18 de agosto, somos chamados a
refletir sobre a família e celebrar a bondade de Deus que é
o autor deste projeto: a família. Neste mês, no
entanto, entre tantas datas significativas, destacam-se
duas: o dia do padre, 04 de agosto e o dia dos pais, 12 de
agosto.
Celebramos os padres na data do seu santo padroeiro: S. João
Batista Vianey, o Cura D´Ars. Homem santo e sábio, que na
simplicidade soube viver uma caridade heróica. No século das
luzes, no Iluminismo que assim foi denominado pela proposta
de dar primazia à razão acima de tudo (a deusa Razão), Deus
vai mostrar através deste santo, que a sabedoria divina vai
além do que a razão humana pode compreender. O coração terá
sempre razões que a própria razão desconhece. O Cura D´Ars é
exemplo de pároco dedicado que executou o pedido do Senhor:
“rezar, curar e anunciar” (Lc 10,1-9). Que nossas orações
para nossos sacerdotes sejam sinceras e freqüentes.
A comemoração do dia dos pais coloca sob nossas vistas a
figura heróica de tantos pais que dia após dia dão a vida
por seus filhos. Não é nada fácil exercer esta tarefa hoje,
nesta época em que a autoridade é contestada. O pai deve ser
autoridade para seus filhos, não tenhamos dúvida. Autoridade
no sentido pleno da palavra: aquele que faz crescer, que faz
vir para o alto, daí: auto-ridade. Que os pais possam
assumir a sua missão e realmente demonstrar a maturidade
necessária para cumprir esta importante missão.
Neste mês também celebramos a Assunção de Nossa Senhora. É
uma solenidade que nos chama a atenção para o papel de Maria
na história da redenção. A assunção de Maria significa que
Deus exaltou esta mulher com uma graça que nós só teremos
quando a história estiver toda consumada. Ela foi a amiga e
serva perfeita de Deus, a fiel discípula de seu filho Jesus.
Nela se cumpre o que Jesus disse: quem se exalta será
humilhado, quem se humilha será exaltado. Maria foi
exaltada!
Na tradição histórica brasileira, o mês de agosto é visto
como mês perigoso, no qual muitas coisas ruins podem
acontecer... Mas na verdade é um mês de bênçãos. Teríamos
muito a escrever (dia 3 dia do tintureiro, dia 11 dia do
estudante e do advogado, dia 13 dia do economista, dia 19
dia do fotógrafo, dia 25 dia do soldado etc.), mas vamos
parar aqui, pedindo que Deus abençoe a todos.
Côn. Pedro Carlos Cipolini
Pároco e Reitor
Início
Nossa Padroeira é festejada em julho
No mês de julho comemora-se no calendário litúrgico a
"memória facultativa" de Nossa Senhora do Monte Carmelo ou
do Carmo, simplesmente. É uma das mais antigas devoções
marianas da Igreja. Esta devoção surgiu na Palestina nos
primeiros séculos do cristianismo. Terminadas as
perseguições aos cristãos no ano 313, foram surgindo muitos
grupos de monges e eremitas que iam para o deserto a fim de
"derramar o sangue da alma", ou seja, ter uma vida de oração
e penitência.
Um desses grupos de monges estabeleceu-se no Monte Carmelo e
aí permaneceu. No século XI construíram uma capelinha
dedicada à Virgem Maria. O patriarca de Jerusalém, Santo
Alberto, por esta ocasião deu a esses monges uma regra de
vida, estruturando-se assim a ordem dos carmelitas que se
espalhou por muitas regiões.
Em 1251, durante graves dificuldades, o superior da Ordem,
S. Simão Stock, intercedendo em suas orações, recebe de
Nossa Senhora o Escapulário como sinal de proteção à Ordem e
a quem o usasse. Esta devoção espalhou-se pelo mundo todo e
pode ser incluída entre as devoções verdadeiramente marianas
(Paulo VI in Marialis cultus n. 8).
Carmelo significa jardim ou pomar. O Monte Carmelo está
presente em inúmeras passagens da Bíblia, em especial no
Antigo Testamento. A mais famosa é a que se refere ao
profeta Elias, que ali enfrentou e derrotou os sacerdotes
pagãos (1 Rs 18, 20-40).
Elias morou no Carmelo com seus discípulos, por isso os
monges que ali se estabeleceram se entenderam como herdeiros
do profeta Elias, tido como pai da espiritualidade
carmelita. Assim, a devoção carmelitana que tem como
patronos Nossa Senhora, a profetiza do Magnificat e o
profeta Elias, tem um cunho profético: anúncio de Jesus
Cristo como concretização do Reino e denúncia de tudo aquilo
que atenta contra os "direitos" do Deus da vida.
Nossa igreja matriz, hoje Basílica, que era sede da paróquia
Imaculada Conceição, após a transferência da mesma para a
catedral, continuou a ser paróquia, mas com o nome de
Paróquia de Santa Cruz, tendo como orago ou padroeira Nossa
Senhora do Carmo. Posteriormente passou a ser designada
somente como Nossa Senhora do Carmo. Em 1908, por iniciativa
do pároco cônego Francisco de Campos Barreto, foi fundada a
Venerável Ordem Terceira do Carmo que no ano que vem
completa cem anos.
Assim como Jesus foi transfigurado no Monte Tabor, podemos
dizer que Maria também foi transfigurada no Monte Carmelo. O
Monte Carmelo é figura de Jesus Cristo. Nele devemos subir
com o auxílio de Maria que nos espera lá no alto. Muitos
perguntam se nossa paróquia é da Ordem Carmelita. Nossa
paróquia é da Arquidiocese de Campinas e sempre teve à
frente padres diocesanos. A devoção a Nossa Senhora do Carmo
é universal. Milhões de pessoas usam o escapulário; são
todos carmelitas, consagrados a imitar Maria, aquela que
soube ouvir e praticar a Palavra de Deus: Jesus.
Temos a alegria de contar em nossa Arquidiocese com um
"carmelita" muito querido, nosso Arcebispo D. Bruno. Ele
nasceu no dia de Nossa Senhora do Carmo, também foi ordenado
bispo neste dia. Teremos a satisfação de recebê-lo mais uma
vez neste ano, no dia 16/07, para a missa de ação de graças
deste seu duplo aniversário. Que Nossa Senhora do Carmo o
proteja sempre.
Côn. Pedro Carlos Cipolini
Pároco e Reitor
Início
Neste mês de junho que iniciamos, fazem-se muito presentes
para nós as festas juninas. Festa sempre nos traz um
sentimento agradável. Nossa vida às vezes é uma rotina
tecida de trabalho, preocupações. Em meio a tudo isso
existem as festas, momentos de alegria coletiva que anulam,
por assim dizer, o peso dos deveres diários, quebrando a
rotina.
Nas grandes cidades, as festas começaram a ser organizadas
por empresas especializadas. As metrópoles começam também a
se notabilizarem por festas que se tornaram "tradicionais"
ou características daquela cidade. Assim, a festa do figo em
Valinhos, da uva em Vinhedo, rodeio em Jaguariúna etc.
Campinas que dá vida a muitos eventos e festas o ano todo,
agora deseja notabilizar-se pela festa junina. Neste
sentido, a Prefeitura promove na praça Arautos da Paz o
"Arraial Nhô Tonico", evento que deseja resgatar a tradição
junina em Campinas. O nome homenageia Carlos Gomes, mas
também os santos Antônio, João e Pedro.
As festas juninas têm uma origem cristã, embora vão se
paganizando a cada dia. Antigamente eram os cristãos que
cristianizavam as festas pagãs. Hoje são as festas cristãs
que são paganizadas. Muitas vezes ninguém sabe mais quem
foram os santos recordados nas festas juninas. Por isso,
aqui vai uma lembrança.
Antônio é o santo mais querido do Brasil, depois de Nossa
Senhora Aparecida. Nasceu em Lisboa e morreu em Pádua aos 36
anos, em 1231. Foi franciscano, professor de teologia e
missionário popular. Natabilizou-se por pregar o Evangelho e
defender o povo pobre. E por que casamenteiro? Porque
conseguiu mudar algumas leis no sentido de favorecer os mais
simples, como a lei que proibia casamento de moças que não
tinham dinheiro para o dote obrigatório àquela época,
forçando muitas a ficarem sem se casar.
São João Batista era primo, amigo e mentor de Jesus Cristo
que por ele foi batizado no rio Jordão. Profeta e mártir da
justiça. O rei Herodes mandou decapitá-lo porque juntamente
com sua corte, não estava de acordo com sua pregação.
Convidou as pessoas à conversão porque o Reinado de Deus
estava chegando. Conversão para ele era preparar um mundo
novo sem corrupção e injustiças. E por que a fogueira?
Porque São João anunciou Jesus como cordeiro de Deus. Os
cordeiros eram vigiados pelos pastores que acendiam
fogueiras para se aquecerem no inverno.
São Pedro, chefe dos apóstolos, foi pescador, pai de
família, escolhido por Jesus para ser a pedra de fundação da
sua nova família: a Igreja. Após a morte de Jesus, morou em
Jerusalém, depois Antioquia e Roma, onde foi martirizado
provavelmente no ano 67, na colina do Vaticano. Ali foi
construída uma Basílica sobre o cemitério no qual Pedro foi
sepultado. Por que a chave? Porque Jesus lhe disse: "Eu te
darei a chave do Reino dos céus", significando o serviço de
Pastor supremo da Igreja.
Que o "Arraial Nhô Tonico" tenha êxito e se consolide como
festa popular da cidade. E que os santos de junho nos
recordem que a verdadeira festa é o amor de Deus agindo em
nossos corações, como agiu e continua agindo no deles por
toda a eternidade.
Côn. Pedro Carlos Cipolini
Pároco e Reitor
Início
Maria, mãe do Deus da paz
Maio chegou e com ele nossa comunidade se alegra no espírito
pascal. Celebramos neste mês a Ascensão do Senhor e
Pentecostes, encerrando, assim, o ciclo litúrgico da Páscoa.
Esperança e missão nos sugerem a força do Espírito que vem
sobre os apóstolos no início da vida da Igreja. Presença
importante notada pelo escritor sagrado é Maria, a Mãe de
Jesus. Neste mês de maio proponho aqui esta reflexão sobre
Nossa Senhora, que escrevi e foi publicada na Revista
Família Cristã (janeiro/2007):
Maria é bendita porque soube ouvir e praticar a Palavra de
Deus
e aí está a fonte da paz verdadeira.
Ao longo da História, a paz nunca deixou de ser um estado
passageiro entre dois conflitos, sendo que, no século
passado, duas guerras mundiais registraram um período
violento com as armas sempre mais eficazes para destruir. No
entanto, o sonho de paz é constante nos corações e mentes de
todas as pessoas. A humanidade almeja a paz e tem prazer em
celebrá-la.
As promessas divinas mais lembradas são as que anunciam um
tempo de paz: "O lobo será hóspede do cordeiro, a pantera se
deitará ao lado do cabrito; o bezerro e o leãozinho pastarão
juntos, e um menino os guiará" (Is 11,6). E quando do
nascimento de Jesus, os Anjos anunciam a paz: "Glória a Deus
nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados" (Lc
2,14).
Jesus vem trazer a paz: "Ele é nossa paz" - diz São Paulo,
escrevendo aos efésios. E o próprio Jesus ressuscitado
repete inúmeras vezes: "A paz esteja convosco". Impressiona
a sua frase no Evangelho de Lucas, quando Ele chora sobre
Jerusalém: "Se você compreendesse hoje aquele que pode
conduzi-lo à paz!" (Lc 19,42). Jerusalém não aceita Jesus e
o anúncio do Reino de Deus, reino de justiça que conduz à
paz. A cidade será destruída porque não quer reconhecer, na
visita de Jesus, a ocasião para mudar as estruturas
injustas, abrindo-se ao projeto de Deus, que é
solidariedade, amor.
Podemos perceber como a paz verdadeira está ligada à
aceitação de Jesus e sua mensagem. A paz como a humanidade
sonha é fruto do amor praticado como justiça, partilha,
perdão, misericórdia. Quem aceitou Jesus, como Maria?
Ninguém. Ela é a primeira e a mais fiel discípula de Jesus.
Aí está sua grandeza: "Bem-aventurada você que acreditou" (Lc
1,45). Maria, pela sua fé, aderiu a Jesus de forma total e
radical.
Fonte da paz - Maria se torna Mãe de Jesus, Deus
encarnado, e isto quer dizer colaboradora de Deus na obra da
redenção, na construção de um mundo novo de paz. Ela é a
primeira na aceitação de Jesus, desde o instante em que o
Anjo anuncia seu nascimento. Maria foi seguindo seu Filho em
sua missão e teve que fazer a dura transformação de mãe para
discípula dele. Por isso, ela é bendita porque soube ouvir e
praticar a Palavra de Deus. Aí está a fonte da paz
verdadeira.
São Pedro diz que "Deus anunciou o Evangelho da paz por meio
de Jesus" (At 10,36), e Maria em Nazaré por 30 anos pôde
ouvir e meditar este Evangelho vivo, aprendendo a viver a
paz profunda que se enraíza na união com Deus. De fato,
Maria era toda de Deus e por isso pode ser também toda do
povo, voltada para a vida fraterna capaz de criar a paz. Ela
visita Isabel para ajudá-la, sensibiliza-se em Caná e pede
ajuda a Jesus para os noivos, está aos pés da cruz
solidária, perdoa os apóstolos que abandonaram seu Filho e
se junta a eles no Cenáculo.
Maria vive os valores evangélicos que constroem a paz, por
isso ela pode ser chamada Rainha da Paz.
Côn. Pedro Carlos Cipolini
Pároco e Reitor
Início
Símbolo do cordeiro pascal
No tempo da quaresma pudemos vivenciar o chamado de Jesus
para a conversão: Convertei-vos! Ouvir a Palavra de
Deus, deixar que esta palavra entre em nosso coração e em
nossa mente foi nossa tarefa quaresmal. A Campanha da
Fraternidade ajudou em nosso itinerário, propondo-nos o
empenho pela preservação da natureza como questão de
sobrevivência para a humanidade. É novamente a vida que está
em jogo. Preservar a vida, é este o labor de Deus, supremo
doador da vida. Ele chama ao empenho maior neste sentido.
Mas a quaresma teve como finalidade nos conduzir à Páscoa. E
ela chegou! Dizemos uns aos outros: Feliz Páscoa! Páscoa
como passagem, vitória da vida sobre a morte, é um
acontecimento de alegria e esperança! Se Cristo, o
crucificado, ressuscitou, nossa vitória sobre a morte está
garantida. Assim cremos, isto celebramos e procuramos
vivenciar no dia a dia.
Nossa existência está repleta de morte e vida em um
entrelaçamento contínuo. Quem terá a última palavra? Nós, ao
celebrarmos a páscoa, cremos que a última palavra é da vida.
Um dos símbolos pascais mais antigos na nossa liturgia é o
cordeiro. O cordeiro imolado, ou seja, o cordeiro oferecido
em sacrifício no altar do templo. Ele tem no pescoço a
ferida com sangue, simbolizando que foi oferecido,
sacrificado, mas continua vivo. É símbolo de Jesus
ressuscitado.
O cordeiro é símbolo da inocência. Animal pacífico, manso,
era visto pelos judeus como bênção de Deus: seu sangue
passado no batente da porta livrou os hebreus do anjo
exterminador (Ex 12,3;29,38ss). É imagem do Servo Sofredor
(Is 53,7) e João Batista aponta Jesus como “Cordeiro de
Deus” (Jo 1,29). Jesus, manso e humilde, fiel ao Pai, é ele
o cordeiro vencedor, o cordeiro pascal, simbolizado na
refeição da páscoa judaica do antigo testamento.
O símbolo do cordeiro aplicado a Jesus nos indica a vitória
dos que cumprem a vontade de Deus, a vitória dos que
acreditam na força do amor e da fraternidade. Significa
ainda que a solidariedade que dá a vida pelos irmãos, vence
para sempre. Enfim, eis a mensagem sugerida pela imagem do
cordeiro: Não serão os violentos que herdarão a terra, mas
os que promovem a paz com sacrifício muitas vezes da
própria vida.
Jesus cordeiro pascal dai-nos a força para imitar-vos e
acreditar que o mal se vence pelo bem. Esta é a lição do
cordeiro pascal, lição muito atual. FELIZ PÁSCOA!
Rogando as bênçãos de Deus sobre todos, com carinho:
Côn. Pedro Carlos Cipolini
Pároco e Reitor
Início
07/03/2007
MARÇO
Prezados
paroquianos, neste mês de março estamos na quaresma. Tempo
privilegiado, sem dúvida, para ouvir o chamado do Senhor à
conversão: “convertei-vos e crede no Evangelho” é o convite
da quarta-feira de cinzas. Oração, jejum e esmola,
configuram a penitência quaresmal. A oração é regra geral e
válida sempre, sem ela somos paralíticos para Deus, não
podemos ir até Ele, por mais que Ele venha até nós. O jejum
sinaliza o esvaziar-se do que é material, para que caiba
mais em nós o espiritual. A esmola sinaliza a partilha e a
solidariedade.
Neste
sentido vivenciamos nos dias três e quatro nosso Retiro Paroquial Quaresmal, com o tema: “Fé, esperança e caridade na vida da
comunidade cristã”. O retiro se deu na Betânia Franciscana
(Campinas) e foi dirigido por Kátia B. Azzi, estudante de
Teologia e consagrada da Comunidade Pantokrator.
Participaram trinta agentes de pastoral, sendo que duas
pessoas de outras paróquias. Na missa de encerramento,
lembrei a todos, a partir do Evangelho do dia, que o sonho
de Deus é que sejamos todos transfigurados, para parecermos
sempre mais com seu filho Jesus.
Teremos
também no dia dezesseis, nossa reunião, muito importante, do CPP – Conselho de Pastoral Paroquial. O assunto mais
importante desta reunião será a criação da Pastoral do
Acolhimento em nossa paróquia. Vamos nos preparando para
este momento em que assumimos como comunidade esta linha de
nosso projeto de pastoral paroquial.
Na
quaresma também somos convidados a vivenciar a Campanha da
Fraternidade. No presbitério da Basílica foi colocado de
forma simbólica com plantas, o cartaz da CF-2007. Reflitamos
sobre a natureza, este dom maravilhoso que é a criação!
O verde
das florestas, a natureza no seu encanto, nos agrada. O
planeta Terra que deveria se chamar planeta Água, esta
pérola azul sustentada no vazio do espaço sideral, é nossa
casa comum. “Deus criou o mundo e ficou contente, viu que
tudo era bom”, diz a Bíblia.
Sabemos
que a Bíblia não é livro de ciência, não tem pretensão de
explicar o universo do ponto de vista científico. Sua
mensagem é muito maior, responde-nos sobre o que havia antes
da criação do mundo, mundo como a ciência o entende e
descreve. A ciência com seu poder fenomenal de investigar,
desvendar e iluminar, só discursa a partir do início da
matéria, assim mesmo jogando com hipóteses que, muitas
vezes, não se podem provar.
Mas o que
havia antes da matéria, da criação? Havia um Amor infinito –
"Deus é amor" (1 Jo 4,4). Este amor é a fonte da vida, é o Deus
criador do qual fala a Bíblia. Crer nele significa aceitar
que o mundo e o ser humano não estão sem explicação e
sentido, que têm valor e segurança a partir de sua causa
primeira: Deus.
Assim, só
a fé em Deus criador pode nos levar como cristãos a propor
uma reflexão como a da Campanha da Fraternidade deste ano.
Fraternidade e Amazônia, o tema da campanha toca na questão
da ecologia, preservação da natureza. A Terra está dando
seus sinais de que a destruição do ecossistema avança
rápido. O grito da Terra está presente por toda parte
pedindo que a protejamos, do contrário é bem capaz que ela
nos acabe eliminando.
Deus
colocou o ser humano na Terra para ser o jardineiro, o
zelador deste jardim maravilhoso. No entanto, levado por
ambição desmedida, ele a destrói. A Amazônia serve de
exemplo para constatar que o egoísmo na administração dos
bens da natureza é altamente destrutivo. Não se vê a Terra
como patrimônio de todos, mas "meu", "o pedaço que comprei é
meu e faço dele o que quero". Este é o caminho mais curto
para que não seja de ninguém, pois se tornará inabitável.
Esta
questão atinge o modelo de desenvolvimento e o estilo de
vida de todos. O ideal da modernidade, ainda persistente,
que é progresso sem fim a qualquer custo, se esgotou. Somos
convidados a caminhar por outro caminho, o da preservação da
vida. Cuidado e carinho para com a mãe natureza, a fim de
que o futuro da humanidade seja feliz! A vida sobre a Terra
é um dom e nossa missão é preservá-la não somente para
sobreviver, mas porque isto é ato de louvor e veneração a
Deus criador.
Tudo isto
nos é colocado como tema de reflexão para nos prepararmos
para celebrar a Páscoa, festa da vida, da libertação e
exaltação de Jesus, o Servo Sofredor.
Côn. Pedro Carlos Cipolini
Pároco e Reitor
Início
01/02/2007
MÊS MAIS CURTO
O mês de fevereiro é o menor do calendário, nem por isso
deixa de ter sua riqueza, assinalando datas importantes.
Logo se pensa no carnaval, comemorado dia 20, e as pessoas
costumam dizer que o Brasil só funciona após o carnaval. É
idéia equivocada, porque a maioria da população está desde o
início do ano trabalhando, e muito. A preguiça fica por
conta de uma minoria mal acostumada. O que podemos desejar é
que os festejos do carnaval, esta bonita festa popular,
tragam alegria verdadeira, não só contentamento que passa
rápido, deixando angústia e desgosto de paixões mal vividas,
muitas vezes afogadas em bebida.
Algumas categorias de trabalhadores serão contempladas
neste mês: dia 01 é dia do publicitário, dia 07 dia do
gráfico, dia 10 dia do atleta. Sempre nos lembraremos de
alguns amigos e conhecidos para homenagear neste seu dia, e
isto é muito bom.
Mas o que desejo comentar aqui é a riqueza de nosso
calendário religioso que assinala dia 02 dia de Nossa
Senhora da Candelária, muito venerada em nossa região, que
apresenta Jesus luz do mundo, dia 02 São Braz, que protege
nossas gargantas, dia 11 Nossa Senhora. de Lourdes, dia da
bênção aos doentes, pois Lourdes é o maior centro de
peregrinações de doentes do mundo, e dia 22 dia da Cátedra
de S. Pedro. Mas é o dia 21, quarta feira de Cinzas, um dos
mais importantes.
Na minha agenda tem a seguinte frase neste dia:
Tropeçamos sempre nas pedras pequenas, porque as grandes
sempre as enxergamos. De fato são tantas as pedras
pequenas no nosso caminho, que às vezes formam montanhas
intransponíveis. E pensar que muitas destas pedras nós
mesmos as colocamos! A quarta-feira de cinzas assinala o
início da quaresma, tempo propício para refletir mais
demoradamente nas pedras do caminho que nos atrapalham em
nossa caminhada para Deus e para os irmãos. E procurar
removê-las.
Quaresma é tempo de penitência e isto parece anacrônico,
mas não, pois é aconselhada por muitos profissionais
admirados e seguidos. Não há penitência maior que o
autoconhecimento, aconselhado por psicólogos. Comer menos e
fazer exercícios, o que tira do comodismo, é aconselhado
pelos médicos. Ter educação e cordialidade no trato é
aconselhado por qualquer agência de emprego. Deixar a
preguiça, trabalhar com honestidade, é norma em qualquer
curso de capacitação. Paciência no trânsito é ensinado em
auto-escolas, e assim por diante. Não fumar, não beber em
excesso é recomendado pelo Ministério da Saúde. Ensinar
crianças a ter disciplina é sinal de amor por elas, dizem os
pedagogos.Enfim, a penitência está na ordem do dia com outro
nome. Quando os profissionais prescrevem, é qualidade de
vida. Quando a Igreja ensina com base no Evangelho, é
caretice, repressão etc. A diferença é que para a pessoa
religiosa tudo isto deve ser feito por amor, como Jesus
recomenda, e não por interesse ou segundas intenções.
Que todos tenham uma boa quaresma, com muita penitência
para aprender a amar e, assim, ter uma qualidade de vida
sempre maior e melhor, pois é isto que Deus quer. Sobre a
Campanha da Fraternidade, comentarei em outro momento. Um
abraço a todos com carinho, do irmão em Cristo:
Côn. Pedro Carlos Cipolini
Pároco e Reitor
É
motivo de alegria para nossa comunidade paroquial, ter através
deste site uma janela aberta para se comunicar com você que
está nos visitando.
O
objetivo primeiro é sempre se dar a conhecer, entrar
em comunicação, sem se esquecer de levar também
uma mensagem que fale da alegria de viver o Evangelho.
Falar
a mensagem sobre os telhados, proclamar que o Senhor Jesus,
o Salvador, está vindo no hoje da história. Está
vindo com grande poder de amor, perdão e cura.
Neste
tempo de Advento e de Natal, contemplamos o Filho de Deus
que se encarnou. Mistério tão grande! Escapa
à nossa compreensão racional, só o amor
mais profundo poderá aproximar-se deste mistério
com êxito.
Na
alegria do tempo natalino nasce nosso site, iniciativa de
alguns paroquianos, sensíveis aos meios de comunicação
como campo de missão. Parabéns a todos e, em
especial, aos que mais se dedicaram para que se tornasse realidade
esta aspiração.
Nomeio
André, que teve a paciência de, ao longo de meses,
persistir na montagem deste site; e Maria do Carmo, agente
da “Pascom” na comunidade paroquial.
Que
o objetivo maior seja, mais do que noticiar a vida da comunidade,
noticiar a única boa-notícia que vale a pena:
Jesus. O nome Jesus significa: Deus ajuda, Deus salva.
É
tão bom pensar assim e acreditar, pois o tempo corre
veloz e talvez se apodere das pessoas a tristeza e, sobretudo,
o vazio, ao pensarem na tarefa tão grande de anunciar
o Reino de Deus e nos poucos resultados que se obtém.
Em
Jesus, Deus diz como Ele deseja estar conosco: bem próximo,
ajudando, sendo fiel até o fim. Assim, quando quizermos
dizer quem é nosso Deus, temos de dizer “Jesus”.
Que o nome de Jesus resplandeça sobre cada um de nós
neste final e início de ano.
O
que nos trará o ano novo? O que trará para mim,
seja o que for, somos chamados a confiar no nome do Senhor,
confiar em Jesus. O nosso auxilio está no nome do Senhor.
Com
esta confiança inabalável, podemos ter a coragem
de terminar o que tivermos de terminar, e começar o
que tivermos de começar, seja o que for.
Que
possamos receber Jesus de coração aberto, como
o fez exemplarmente sua mãe Maria.
Que
a paz esteja sempre com você!
Côn. Pedro Carlos Cipolini
Pároco e Reitor
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