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Palavra do

Arcebispo Metropolitano de Campinas

Dom Bruno Gamberini

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mensagem de Dom Bruno Gamberini

Arcebispo Metropolitano de Campinas

(31 de agosto de 2010)

 

Mês Vocacional

 

Prezados irmãos e irmãs

 

Terminamos o mês de agosto. No Brasil, é o mês dedicado, especialmente, às vocações sacerdotais, que teve como tema Discípulos missionários a serviço das vocações. Este será, também, o tema do 3º Congresso Vocacional do Brasil, que será realizado em Itaici, de 03 a 07 de setembro próximo. O Congresso terá como lema “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações”.

         

É muito comum ouvirmos dos ministros ordenados que a sua vocação surgiu a partir do testemunho de vida de algum outro bispo, padre, diácono ou seminarista. A participação em uma comunidade eclesial, o testemunho de fidelidade ao Evangelho e o apoio irrestrito da família levam os jovens a optarem pela entrega da própria vida à construção do Reino de Deus, anunciado e vivido por Jesus Cristo.

         

Estamos já no início de setembro, quando nossos jovens se debruçam sobre os livros, tomados pela ansiedade dos cursinhos preparatórios aos vestibulares que se avizinham. São jovens que vivem a angústia da escolha de uma profissão, que pode definir o seu sucesso pessoal e social. Muitas são as dúvidas na escolha da carreira. Cursar uma faculdade pela rentabilidade financeira que poderá trazer ou escolher um curso de acordo com a vocação? É um drama para esses jovens, tão jovens, que já enfrentam essa pressão familiar e social, que acarreta, em muitos casos, um distúrbio pessoal.

         

Por isso, queridos jovens, muita calma. O mundo não vai acabar se você for reprovado nesse ano. Procure auxílio de especialistas para definir a sua vocação. O dinheiro tem a sua finalidade, mas é mentira que dá a felicidade. Esta você só encontra na satisfação profissional e no convívio com as pessoas queridas.

         

Você deve estar aberto, também, para a vocação à vida religiosa, que ficou meio “fora de moda” nos últimos tempos, mas que agora retoma o seu caminho natural.

         

Nós somos muito (mas muito mesmo) felizes e realizados em termos dado, a exemplo de Maria, o nosso “sim” ao chamado de Deus, no anúncio do Evangelho, servindo os irmãos e irmãs e no testemunho de nossa própria vida. E isso com as nossas falhas e defeitos humanos, que todos temos, e que nos chamam à conversão.

         

Disse no início desse artigo que três fatores são fundamentais para a vocação religiosa.

         

O primeiro é a participação na comunidade eclesial. Os jovens que participam mais ativamente das comunidades e das pastorais da Igreja veem mais claramente qual é o serviço a que os religiosos são chamados. Serviço sim, e não profissão, de uma vida entregue pelo bem do outro.

         

O segundo é o testemunho dos religiosos. Nós somos os pastores que apascentam as ovelhas do Senhor. Se formos pastores desleixados jamais os jovens ouvirão nosso chamado. Disse Jesus que “as ovelhas ouvem a voz do pastor; ele chama cada uma de suas ovelhas pelo nome e as conduz para fora. Depois de fazer sair todas as suas ovelhas, ele caminha na frente delas; e as ovelhas o seguem porque conhecem a sua voz”. E continuou dizendo: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas”. Nosso testemunho e nossa vida falam por si só e são fatores determinantes no trabalho da comunidade, mesmo que seja nas contradições e discussões, mas no convívio honesto, franco e leal, vivido no amor fraterno.

         

Depois, o apoio irrestrito da família. Lembro-me de uma equipe vocacional que rezava semanalmente o terço para que surgissem mais vocações sacerdotais. Porém, não conversavam e incentivavam os próprios filhos e filhas sobre a vocação religiosa. É fácil rezar para que o filho do outro seja Padre! É necessário, sim, que as famílias incentivem e mostrem o verdadeiro sentido da vida religiosa. A família é a primeira catequizadora e o primeiro testemunho da vida cristã.

         

Mas não podemos nos esquecer de um fator que, talvez, seja o mais importante. É a abertura de coração de cada um para ouvir o chamado. Se eu não estivesse aberto ao chamado de Deus, de nada adiantaria o testemunho do Padre da minha Paróquia, o incentivo de minha família e a minha participação na comunidade. Deus nos fala nos pequenos acontecimentos da vida e nos pede para arriscar sempre, aceitando o chamado que brota do nosso coração.

         

Estejamos abertos a ouvir os nossos jovens, orientando-os para que sigam o chamado do coração e que encontrem a felicidade.

         

 

Dom Bruno Gamberini

Arcebispo Metropolitano de Campinas

 

 

 

 

Mensagem de Dom Bruno Gamberini

Arcebispo Metropolitano de Campinas

(17 de agosto de 2010)

 

Votar bem

 

Prezados irmãos e irmãs

 

As eleições 2010 estão à porta e esperam, de cada um de nós, uma resposta adequada ao momento que vivemos. Os Bispos do Regional Sul 1 da CNBB publicamos algumas orientações aos nossos fiéis para a participação consciente e responsável no processo político-eleitoral deste ano. Na verdade, essas orientações são conhecidas de todos, pois tratam da responsabilidade que cada um temos com o destino político de nossa Nação.

 

Um questionamento que surge em todas as eleições é sobre a participação da Igreja no processo político. Qual deve ser a postura dos padres, comunidades, comissões, movimentos etc.? Muitos afirmam que o campo da Igreja é o religioso e que o social e político devem ficar com quem é de direito.

         

É importante que façamos algumas considerações.

         

A primeira, e mais importante, é que tenhamos a clareza que a Igreja só tem razão de ser se for Missionária. E a Missão da Igreja é anunciar Jesus Cristo, através do testemunho de uma vida doada no serviço aos irmãos e irmãs, principalmente dos que mais precisam. Isso é básico! Seguir e testemunhar Jesus Cristo não nos permite departamentalizar nossa vida, sendo religiosos quando vamos às celebrações, profissionais em nossos empregos, deputados nos parlamentos, prefeitos na prefeitura etc. Ou somos cristãos em todos os lugares ou não somos cristãos.

 

Por isso, não é possível a um cristão assistir a desmandos políticos, como os mensalões, desvios de verbas públicas, mau atendimento médico e escolar, pessoas jogadas nas ruas, apoio a políticas contra a vida como o aborto, por exemplo, sem se posicionar radicalmente em favor da vida. Isso é ser cristão.

         

Assim, cabe à Igreja, sim, manifestar aos seus fiéis o compromisso que o seu voto deve ter com a vida, não votando em pessoas de má índole que buscam na política uma maneira de conquistar benefícios financeiros pessoais, que causam situações de morte para milhares outras pessoas.

         

Nós bispos, padres, diáconos e lideranças leigas temos uma forte influência na opinião do povo. Como cidadãos brasileiros que somos, temos todo o direito, e também o dever, de escolher criteriosamente os nossos candidatos. E o fazemos, sim. Porém, não devemos manifestar publicamente essa nossa escolha, tendo em vista que são muitas as pessoas que têm visões, partidos e candidatos diferentes dos nossos, escolhidos a partir dos mesmos critérios. Esse posicionamento diferente merece o nosso respeito.

         

Por esta razão, a Igreja pede que as lideranças religiosas não se posicionem explicitamente por um candidato ou partido político, pois, como o próprio nome diz, partido é uma parte que não contempla o todo. A Comunidade cristã só cresce respeitando a diversidade que leva à unidade que é Jesus Cristo.

         

Tenha a consciência de pesquisar sobre a vida do seu/sua candidato/a escolhido/a, para conhecer o seu modo de pensar e agir, analisando se essa pessoa é capaz de governar para toda a sociedade, promovendo o bem comum no enfrentamento aos principais problemas que afetam a nossa sociedade. O povo continua a sofrer com a falta de saúde, educação, moradia, com a crescente violência etc. Apesar dos abusivos impostos que todos pagamos, a sociedade se vê obrigada a recorrer a escolas particulares, planos de saúde, segurança privada... E isso, logicamente, para quem pode pagar.

         

Rogo a Deus que ilumine o povo brasileiro e que os eleitos pelas urnas sejam pessoas comprometidas com o bem social.

         

 

Dom Bruno Gamberini

Arcebispo Metropolitano de Campinas

 

 

 

 

 

Cônego Cipolini é o 19º Bispo do Clero de Campinas

 

Foi com grande alegria que a Arquidiocese de Campinas recebeu a notícia da nomeação, pelo Papa Bento XVI, do Cônego Pedro Carlos Cipolini para 2º Bispo da Diocese de Amparo, publicada hoje, dia 14 de julho. Cônego Pedro Cipolini é o 19º Bispo nomeado do clero de Campinas (veja lista abaixo).

 

Os Bispos que, por divina instituição, sucedem aos Apóstolos, são constituídos, pelo Espírito que lhes foi conferido, pastores na Igreja, a fim de serem também eles mestres da doutrina, sacerdotes do culto sagrado e ministros do governo.

 

Pela própria consagração episcopal, os Bispos recebem, juntamente com o múnus de santificar, também o múnus de ensinar e de governar, os quais, porém, por sua natureza não podem ser exercidos, a não ser em comunhão hierárquica com a cabeça e com os membros do Colégio.

 

Para a idoneidade dos candidatos ao Episcopado, requer-se que ele se destaque pela fé sólida, bons costumes, piedade, zelo pelas almas, sabedoria, prudência e virtudes humanas, e seja também dotado de todas as outras qualidades que o tornem capacitado para o desempenho do ofício em questão; goze de boa reputação; tenha pelo menos trinta e cinco anos de idade; seja presbítero ordenado há cinco anos, pelo menos; tenha conseguido a láurea de doutor, ou pelo menos a licença em Sagrada Escritura, teologia ou direito canônico, num instituto de estudos superiores aprovado pela Sé Apostólica, ou pelo menos seja verdadeiramente perito em tais disciplinas.

 

Compete ao Bispo diocesano, na diocese que lhe foi confiada, todo o poder ordinário, próprio e imediato, que se requer para o exercício de seu múnus pastoral.

 

Cônego Pedro assume a Diocese de Amparo, criada em 23 de dezembro de 1997, pela Bula Ecclesiae Universae, do Papa João Paulo II, desmembrada integralmente do território da Arquidiocese de Campinas. A instalação da Diocese se deu no dia 25 de março de 1998, em uma solenidade presidida por Dom Gilberto Pereira Lopes, então Arcebispo de Campinas, com a posse do primeiro Bispo, Dom Francisco José Zugliani. Fazem parte da Diocese de Amparo os municípios de Águas de Lindóia, Amparo, Holambra, Itapira, Jaguariúna, Lindóia, Mogi Mirim, Monte Alegre do Sul, Pedreira, Santo Antônio de Posse e Serra Negra. São 24 Paróquias, 1 Santuário, 25 Padres Diocesanos e 12 Padres Religiosos, com a presença de 3 Congregações Masculinas e 10 Congregações Femininas.

 

 

Bispos do Clero de Campinas

 

1. Dom Joaquim José Vieira

Nascimento: 17/01/1836

Presbítero: 25/03/1860

Bispo: 03/02/1883

Local: Ceará, CE

Morte: 08/07/1917

 

2. Dom João Corrêa Batista Nery

Nascimento: 06/10/1863

Presbítero: 11/04/1886

Bispo: 29/08/1896

Local: Espírito Santo, ES - Pouso Alegre, MG - Campinas, SP

Morte: 01/02/1920

 

3. Dom Francisco de Campos Barreto

Nascimento: 28/03/1877

Presbítero: 22/12/1900

Bispo: 12/05/1911

Local: Pelotas, RS - Campinas, SP

Morte: 22/08/1941

 

4. Dom Octávio Augusto Chagas de Miranda

Nascimento: 10/08/1881

Presbítero: 20/12/1903

Bispo: 04/05/1916

Local: Pouso Alegre, MG

Morte: 29/10/1959

 

5. Dom Joaquim Mamede da Silva Leite

Nascimento: 18/08/1876

Presbítero: 24/05/1900

Bispo: 25/06/1916

Local: Auxiliar de Campinas, SP

Morte: 22/03/1947

 

6. Dom Idílio José Soares

Nascimento: 26/10/1887

Presbítero: 28/10/1914

Bispo: 15/09/1932

Local: Petrolina, PE - Santos, SP

Morte: 10/12/1969

 

7. Dom Francisco Borja do Amaral

Nascimento: 10/10/1898

Presbítero: 09/03/1921

Bispo: 21/09/1940

Local: Lorena, SP - Taubaté, SP

Morte: 01/05/1989

 

8. Dom Rui Serra

Nascimento: 23/03/1900

Presbítero: 09/12/1923

Bispo: 21/02/1948

Local: São Carlos, SP

Morte: 18/09/1986

 

9. Dom Antônio de Castro Mayer

Nascimento: 20/06/1904

Presbítero: 30/10/1927

Bispo: 23/05/1948

Local: Campos, RJ

Morte: 26/04/1991

 

10. Dom Agnello Cardeal Rossi

Nascimento: 04/05/1913

Presbítero: 27/03/1937

Bispo: 05/03/1956

Local: Barra do Piraí, RJ - Ribeirão Preto, SP - São Paulo, SP

Morte: 20/05/1995

 

11. Dom Aniger Francisco Maria Melillo

Nascimento: 27/06/1911

Presbítero: 31/12/1933

Bispo: 29/05/1960

Local: Piracicaba, SP

Morte: 17/04/1985

 

12. Dom Tomás Vaquero

Nascimento: 26/03/1914

Presbítero: 12/04/1941

Bispo: 02/07/1963

Local: São João da Boa Vista, SP

Morte: 02/08/1992

 

13. Dom Roberto Pinarello de Almeida

Nascimento: 11/12/1927

Presbítero: 29/06/1952

Bispo: 18/04/1970

Local: Auxiliar de Jundiaí, SP - Jundiaí, SP

Morte: 28/06/2002

 

14. Dom Constantino Amstalden

Nascimento: 07/07/1920

Presbítero: 07/12/1947

Bispo: 18/03/1971

Local: São Carlos, SP

Morte: 14/02/1997

 

15. Dom Antônio Celso de Queirós

Nascimento: 24/11/1933

Presbítero: 17/04/1960

Bispo: 15/10/1975

Local: Auxiliar de São Paulo, SP - Catanduva, SP

Morte: -

 

16. Dom Amaury Castanho

Nascimento: 19/09/1927

Presbítero: 07/10/1951

Bispo: 19/07/1976

Local: Auxiliar de Sorocaba, SP - Valença, RJ - Jundiaí, SP

Morte: 01/06/2006

 

17. Dom Ercílio Turco

Nascimento: 13/03/1938

Presbítero: 01/12/1963

Bispo: 18/11/1989

Local: Limeira, SP - Osasco, SP

Morte: -

 

18. Dom Luiz Antônio Guedes

Nascimento: 25/11/1945

Presbítero: 20/05/1972

Bispo: 24/10/2001

Local: Auxiliar de Campinas, SP - Bauru, SP - Campo Limpo, SP

Morte: -

 

19. Dom Pedro Carlos Cipolini

Nascimento: 04/05/1952

Presbítero: 25/02/1978

Bispo: 12/10/2010

Local: Amparo, SP

Morte: -

 

 

Informativo da Arquidiocese de Campinas

Ano 10 - Campinas, 14 de julho de 2010

 

 

 

 

 

CARTA   PASTORAL

de DOM BRUNO GAMBERINI

Arcebispo Metropolitano de Campinas

 

Por ocasião do centenário de

 criação da  Diocese de Campinas e

Cinqüentenário de elevação a Arquidiocese

 

No dia 08 de dezembro de 2008, na Catedral de Campinas, D. Bruno entregou à Diocese uma Carta Pastoral que disponibilizamos na íntegra neste site,  para chegar mais rápido até você. É um valioso documento pastoral orientando nossa Igreja nos caminhos da fé e vida.

 

 

 

 


 

 

 

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