A Bíblia
fala de um monte chamado Carmelo, situado na Galileia, lugar de oração
e de experiências de fé feitas pelo profeta Elias. Sobre este monte
Elias defendera a pureza da fé israelítica no Deus vivo. A
partir do século XII, alguns eremitas, retirados nessa montanha,
ergueram lá mosteiros dando origem à Ordem do Carmo, voltada à
contemplação, sob o patrocínio da santa Mãe de Deus. A "memória" do
dia 16 de julho foi instituída para recordar a data em que, segundo as tradições
carmelitas, o primeiro geral da Ordem, são Simão Stock, recebeu das
mãos de Maria o "escapulário" com a promessa de eterna salvação. Maria
Imaculada, em Lourdes, escolheu o dia 16 de julho para a última
saudação a Bernadete. Maria é o ideal puríssimo da vida religiosa. O
Carmo existe para Maria e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e
na sua história, na sua vida de lutas e de triunfos, na sua vida
interior e espiritual. Na alegria da fé, saudemos hoje a Virgem do
Carmo, nossa Padroeira.
Liturgia da Palavra
Deus nos fala
O Senhor
tem um amor afetuoso por seu povo. Ele o tem como a pupila de seus
olhos. Jesus indica que seus discípulos e toda Comunidade que se
dispõe a segui-lo formam a família da nova Aliança.
Primeira Leitura - Zc 2,14-17
Leitura do
Livro do Profeta Zacarias:
"Rejubila,
alegra-te, cidade de Sião, eis que venho para habitar no meio de ti,
diz o Senhor. Muitas nações se aproximarão do Senhor, naquele dia, e
serão o seu povo. Habitarei no meio de ti, e saberás que o Senhor dos
exércitos me enviou a ti.
O Senhor
entrará em posse de Judá, como sua porção na terra santa, e escolherá
de novo Jerusalém. Emudeça todo mortal diante do Senhor, ele acaba de
levantar-se de sua santa habitação".
- Palavra
do Senhor.
-
Graças a Deus!
Responsório - Lc 1,46-55
O Poderoso
fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.
A
minh'alma engrandece o Senhor, e se alegrou o meu espírito em Deus,
meu Salvador.
Pois ele
viu a pequenez de sua serva, desde agora as gerações hão de chamar-me
de bendita. O Poderoso fez por mim maravilhas e Santo é o seu nome!
Seu amor,
de geração em geração, chega a todos os que o respeitam. Demonstrou o
poder de seu braço, dispersou os orgulhosos.
Derrubou
os poderosos de seus tronos e os humildes exaltou. De bens saciou os
famintos e despediu, sem nada, os ricos.
Acolheu
Israel, seu servidor, fiel ao seu amor, como havia prometido aos
nossos pais, em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.
Segunda Leitura - Gl 4,4-7
Leitura da
Carta de São Paulo apóstolo aos Gálatas:
Irmãos:
Quando chegou a plenitude dos tempos, enviou Deus o seu Filho, nascido
de uma mulher, nascido sob a Lei, para remir os que estavam sob a Lei,
a fim de que recebêssemos a adoção filial. E porque sois filhos,
enviou Deus aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama:
Abba, Pai! De modo que já não és escravo, mas filho. E se és filho, és
também herdeiro, graças a Deus.
- Palavra
do Senhor.
-
Graças a Deus!
Evangelho - Mt 12,46-50
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus:
Naquele
tempo, enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus
irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. Alguém disse
a Jesus: "Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar
contigo".
Jesus
perguntou àquele que tinha falado: "Quem é minha mãe, e quem são meus
irmãos?" E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: "Eis
minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que faz a vontade do meu
Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe".
- Palavra
da Salvação.
-
Glória a vós, Senhor!
Liturgia e
Maria
A
Exortação Apostólica de Paulo VI O culto da Virgem Maria
apresenta de modo exaustivo a relação entre liturgia e culto de Nossa
Senhora. Aí se encontram as mais belas imagens de Maria, recolhidas em
parte pela devoção cristã nas Ladainhas de Nossa Senhora: Virgem, Mãe,
herdeira da promessa feita aos patriarcas, arca da aliança, sede da
sabedoria, templo do Espírito Santo, fonte da alegria messiânica,
testemunha, ao lado dos apóstolos, da efusão do Espírito do
Ressuscitado, imagem da Igreja que luta e aniquila o mal, celeste
Jerusalém, sinal da superabundante graça redentora. Estão presentes
ainda todos os mistérios evangélicos nos quais Maria participa e que
não são comemorados especificamente no decurso do ano litúrgico.
Com Maria,
toda a nossa vida é introduzida na missa. Por sua intercessão, Cristo
entra na situação de todos nós: pecadores, crianças, adultos, velhos,
doentes, pobres, consagrados, chamados a seguir a Cristo mais de
perto, a caminho para o céu, onde contemplamos na "Assunta" um
luminoso sinal de esperança. A "devoção" à Mãe de Deus, nesta
perspectiva bíblica, não perturba nossa Eucaristia: mostram-no bem
nossos irmãos do Oriente que gostam de colocar o ícone (imagem) da
Theotókos (Mãe de Deus) ao lado do ícone de Cristo Mestre em lugar
de destaque em todas as suas assembleias.