Liturgia da Palavra - 14/02/2010

6º Domingo do Tempo Comum

"Felizes os que acolhem o Reino!"

 

 

Optar pelo reino de Deus é fazer como Jesus: deixar-se conduzir pelo Espírito Santo, ser capaz, se preciso, de passar pela fome, sofrer perseguição e até mesmo chorar. Ser considerado pequeno para o mundo, mas certo de ser vencedor, contando com a força que vem do ressuscitado. Viver a fé e a esperança, produzindo frutos de justiça, de verdade e de amor, eis nossa vocação. Como Igreja viva, celebremos nossa Eucaristia!

 

 

Liturgia da Palavra - Deus nos fala

Quando confiamos em Deus e dele nos aproximamos, ele nos torna sábios e fortes. Produzimos frutos bons em todo tempo. Nossa segurança vem da certeza de que Jesus está vivo e age em nós. Ele garante que serão felizes aqueles que sofrem, são perseguidos e odiados por causa do Reino de Deus.

 

 

1ª Leitura - Jr 17,5-8

Leitura do Livro do profeta Jeremias:

Isto diz o Senhor: "Maldito o homem que confia no homem e faz consistir sua força na carne humana, enquanto o seu coração se afasta do Senhor; como os cardos no deserto, ele não vê chegar a floração, prefere vegetar na secura do ermo, em região salobra e desabitada.

Bendito o homem que confia no Senhor, cuja esperança é o Senhor; é como a árvore plantada junto às águas, que estende as raízes em busca de umidade; por isso não teme a chegada do calor: sua folhagem mantém-se verde, não sofre míngua em tempo de seca e nunca deixa de dar frutos".

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus!

 

 

Salmo Responsorial - Sl 1

É feliz quem a Deus se confia!

 

Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar.

 

Eis que ele é semelhante a uma árvore, que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.

 

Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte.

 

 

2ª Leitura - 1Cor 15,12.16-20

Leitura da Primeira Carta de São Paulo apóstolo aos Coríntios:

Irmãos: Se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como podem alguns dizer entre vós que não há ressurreição dos mortos? Pois, se os mortos não ressuscitam, então Cristo também não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, a vossa fé não tem nenhum valor e ainda estais nos vossos pecados. Então, também os que morreram em Cristo pereceram.

Se é para esta vida que pusemos nossa esperança em Cristo, nós somos ― de todos os homens ― os mais dignos de compaixão.

Mas, na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus!

 

 

Evangelho - Lc 6,17.20-26

Anúncio do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas:

Naquele tempo, Jesus desceu da montanha com os discípulos e parou num lugar plano. Ali estavam muitos de seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia.

E, levantando os olhos para os seus discípulos, disse: "Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus!

Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados!

Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque havereis de rir!

Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem!

Alegrai-vos, nesse dia, e exultai, pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas.

Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação!

Ai de vós, que agora tendes fartura, porque passareis fome!

Ai de vós, que agora rides, porque tereis luto e lágrimas!

Ai de vós, quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas".

- Palavra da Salvação.

- Glória a vós, Senhor!

 

 

Homilia:  Côn. Pedro C. Cipolini

 

 

 

 

 

   

 

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