Na
Eucaristia de hoje celebramos Maria, a Filha predileta do Pai, a Mãe
Imaculada de Jesus. A força do pecado não teve domínio sobre "aquela
que encontrou graça diante de Deus". Ela ocupou toda a sua vida para
nos trazer Jesus Cristo, o redentor da humanidade. A Imaculada
Conceição de Nossa Senhora nos aproxima do amor de Deus, pois nos
mostra que é possível uma vida humana marcada pela graça e não mais
pelo pecado.
Liturgia da Palavra
Deus nos fala
A Palavra
de Deus traz vida ao mundo. O livro do Gênesis nos diz que o ser
humano não fez a boa escolha que Deus esperava. Maria é a mulher que
soube ser toda de Deus, e nela se realizou a plenitude da bondade
divina. Por ela Jesus veio a nós e resgatou a dignidade que havíamos
perdido.
Primeira Leitura - Gn 3,9-15.20
Leitura do
Livro do Gênesis:
O Senhor
chamou Adão, dizendo: "Onde estás?" E ele respondeu: "Ouvi tua voz no
jardim, e fiquei com medo porque estava nu; e me escondi".
Disse-lhe
o Senhor Deus: "E quem te disse que estavas nu? Então comeste da
árvore, de cujo fruto te proibi comer?"
Adão
disse: "A mulher que tu me deste por companheira, foi ela que me deu
do fruto da árvore, e eu comi".
Disse o
Senhor Deus à mulher: "Por que fizeste isso?" E a mulher respondeu: "A
serpente enganou-me e eu comi".
Então o
Senhor Deus disse à serpente: "Porque fizeste isso, serás maldita
entre todos os animais domésticos e todos os animais selvagens!
Rastejarás sobre o ventre e comerás pó todos os dias da tua vida!
Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a
dela. Esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar".
E Adão
chamou à sua mulher "Eva", porque ela é a mãe de todos os viventes.
- Palavra
do Senhor.
-
Graças a Deus!
Salmo Responsorial - Sl
97
Cantai ao
Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios!
Cantai ao
Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu
braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória.
O Senhor
fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; recordou o seu amor
sempre fiel pela casa de Israel.
Os confins
do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor
Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!
Segunda Leitura -
Ef
1,3-6.11-12
Leitura da
Carta de São Paulo apóstolo aos Efésios:
Bendito
seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele nos abençoou com toda
a bênção do seu Espírito em virtude de nossa união com Cristo, no céu.
Em Cristo,
ele nos escolheu, antes da fundação do mundo, para que sejamos santos
e irrepreensíveis sob o seu olhar, no amor.
Ele nos
predestinou para sermos seus filhos adotivos por intermédio de Jesus
Cristo, conforme a decisão de sua vontade, para o louvor da sua glória
e da graça com que ele nos cumulou no seu Bem-amado.
Nele
também nós recebemos a nossa parte. Segundo o projeto daquele que
conduz tudo conforme a decisão de sua vontade, nós fomos predestinados
a sermos, para o louvor de sua glória, os que de antemão colocaram sua
esperança em Cristo.
- Palavra
do Senhor.
-
Graças a Deus!
Evangelho - Lc 1,26-38
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas:
Naquele
tempo, no sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade
da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem, prometida em casamento a um
homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era
Maria.
O anjo
entrou onde ela estava e disse: "Alegra-te, cheia de graça, o Senhor
está contigo!"
Maria
ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o
significado da saudação.
O anjo,
então, disse-lhe: "Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça
diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem
porás o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do
Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. Ele
reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não
terá fim".
- Palavra
da Salvação.
-
Glória a vós, Senhor!
A Imaculada
Conceição de Maria
No dia 08 de dezembro a
Igreja comemora a sua mais elevada e preciosa Solenidade, que é
a Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria, a Rainha de
todos os Santos, a Mãe de Deus. A Imaculada Conceição de Maria é
um dogma da Igreja, que são as verdades que não mudam e que
fortalecem a fé que carregamos dentro nós e às quais jamais
renunciamos.
O dogma da Imaculada
Conceição, ou seja, a pureza completa da Mãe de Deus, foi
definido em 1854 pelo Papa Pio IX, através da bula
“Ineffabilis Deus”. Antes disso, porém, a devoção popular a
Imaculada Conceição de Maria já era extensa. A festa já existia
no oriente e na Itália meridional, então dominada pelos
bizantinos, desde o século VII.
A festa não existia
oficialmente no calendário da Igreja. Os estudos e discussões
teológicas avançaram através dos tempos, sem um consenso
positivo. Quem resolveu a questão foi um frade franciscano
escocês e grande doutor em teologia, chamado Beato João Duns
Scoto, que morreu em 1308. Na linha de pensamento de São
Francisco de Assis, ele defendeu a Conceição Imaculada de Maria
como início do projeto central de Deus, que era o nascimento do
seu Filho feito homem para a redenção da humanidade.
Transcorrido mais um
longo tempo, a festa acabou sendo incluída no calendário romano
em 1476. Em 1570 foi confirmada e formalizada pelo Papa Pio V,
na publicação do novo ofício e, finalmente, no século XVIII, o
Papa Clemente XI tornou-a obrigatória a toda a cristandade.
Quatro anos mais tarde, as aparições de Lourdes foram as
prodigiosas confirmações dessa verdade. De fato, Maria
proclamou-se explicitamente com a prova de incontáveis milagres:
“Eu sou a Imaculada Conceição”.
Deus quis preparar ao
seu Filho uma digna habitação. No seu projeto de redenção da
humanidade, manteve a Mãe de Deus, cheia de graça, ainda no
ventre materno. Assim, toda a obra veio da gratuidade de Deus
misericordioso. Foi Deus que concedeu a Ela o mérito de
participar do seu projeto. Permitiu que nascesse de pais
pecadores, mas, por preservação divina permanecesse
incontaminada.
Maria então foi
concebida sem a mancha do orgulho e do desamor que é o pecado
original. Em vista disso, a Imaculada Conceição foi a primeira a
receber a plenitude da bênção de Deus, por mérito do seu Filho,
e que se manifestou na morte e na Ressurreição de Cristo, para
redenção da humanidade que crê e segue seus ensinamentos.