Que a celebração do Domingo de Ramos seja de profunda gratidão a
Jesus! Ele não mediu esforços, ao contrário, foi até à morte, e
morte de cruz, para nos revelar o caminho de um verdadeiro filho de
Deus. Sim, Ele nos ensina que só por Deus, nosso Pai, é que tudo
vale na vida! Só por Deus é que nós mesmos valemos! Além dessa
gratidão a Jesus, supliquemos a Ele: tendo nos ensinado a sermos
verdadeiros filhos de Deus, que Ele nos dê sua coragem de não
renunciarmos a essa divina filiação, mesmo ao preço de nossa própria
vida!
Evangelho (Bênção dos Ramos) - Mc 11,1-10
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos:
Quando se aproximaram de Jerusalém, na altura de Betfagé e de
Betânia, junto ao monte das Oliveiras, Jesus enviou dois discípulos,
dizendo: "Ide até o povoado que está em frente e, logo que ali
entrardes, encontrareis amarrado um jumentinho que nunca foi
montado. Desamarrai-o e trazei-o aqui! Se alguém disser: 'Por que
fazeis isso?', dizei: 'O Senhor precisa dele, mas logo o mandará de
volta'". Eles foram e encontraram um jumentinho amarrado junto de
uma porta, do lado de fora, na rua, e o desamarraram. Alguns dos que
estavam ali disseram: "O que estais fazendo, desamarrando esse
jumentinho?" Os discípulos responderam como Jesus havia dito, e eles
permitiram. Levaram então o jumentinho a Jesus, colocaram sobre ele
seus mantos, e Jesus montou. Muitos estenderam seus mantos pelo
caminho, outros espalharam ramos que haviam apanhado nos campos.
Os
que iam na frente e os que vinham atrás gritavam: "Hosana! Bendito o
que vem em nome do Senhor! Bendito seja o reino que vem, o reino de
nosso pai Davi! Hosana no mais alto dos céus!"
-
Palavra da Salvação.
-
Glória a vós, Senhor!
1ª
Leitura
- Is 50,4-7
Leitura do Livro do profeta Isaías:
O
Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer
palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e
me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. O Senhor
abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás. Ofereci as
costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba; não
desviei o rosto de bofetões e cusparadas. Mas o Senhor Deus é meu
Auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto
impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado.
-
Palavra do Senhor.
-
Graças a Deus!
Salmo Responsorial - Sl 21
Meu Deus, meu
Deus, por que me abandonastes?
Riem de mim todos
aqueles que me vêem, torcem os lábios e sacodem a cabeça: "Ao Senhor
se confiou, ele o liberte e agora o salve, se é verdade que ele o
ama!"
Cães numerosos me
rodeiam furiosos, e por um bando de malvados fui cercado.
Transpassaram minhas mãos e meus pés e eu posso contar todos os meus
ossos.
Eles repartem entre si
as minhas vestes e sorteiam entre si a minha túnica. Vós, porém, ó
meu Senhor, não fiqueis longe, ó minha força, vinde logo em meu
socorro!
Anunciarei o vosso
nome a meus irmãos e no meio da assembléia hei de louvar-vos! Vós,
que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores, glorificai-o,
descendentes de Jacó, e respeitai-o, toda a raça de Israel!
2ª
Leitura
- Fl 2,6-11
Leitura da Carta de
São Paulo aos Filipenses:
Jesus Cristo,
existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma
usurpação, mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de
escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto
humano, humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e
morte de cruz. Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o
Nome que está acima de todo nome.
Assim, ao nome de
Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e
toda língua proclame: "Jesus Cristo é o Senhor", para a glória de
Deus Pai.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus!
Evangelho - Mc 15, 1-39
Paixão de nosso Senhor
Jesus Cristo segundo Marcos:
Logo pela manhã, os
sumos sacerdotes, com os anciãos, os mestres da Lei e todo o
Sinédrio, reuniram-se e tomaram uma decisão. Levaram Jesus amarrado
e o entregaram a Pilatos.
E Pilatos o
interrogou:
"Tu és o rei dos
judeus?"
Jesus respondeu:
"Tu o dizes".
E os sumos sacerdotes
faziam muitas acusações contra Jesus. Pilatos o interrogou
novamente:
"Nada tens a
responder? Vê de quanta coisa te acusam!"
Mas Jesus não
respondeu nada, de modo que Pilatos ficou admirado.
Por ocasião da Páscoa,
Pilatos soltava o prisioneiro que eles pedissem. Havia então um
preso, chamado Barrabás, entre os bandidos que, numa revolta, tinha
cometido um assassinato.
A multidão subiu a
Pilatos e começou a pedir que ele fizesse como era costume.
Pilatos perguntou:
"Vós quereis que eu
solte o rei dos judeus?"
Ele bem sabia que os
sumos sacerdotes haviam entregado Jesus por inveja.
Porém, os sumos
sacerdotes instigaram a multidão para que Pilatos lhes soltasse
Barrabás.
Pilatos perguntou de
novo:
"Que quereis então que
eu faça com o rei dos judeus?"
Mas eles tornaram a
gritar:
"Crucifica-o!"
Pilatos perguntou:
"Mas que mal ele fez?"
Eles, porém, gritaram
com mais força:
"Crucifica-o!"
Pilatos, querendo
satisfazer a multidão, soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus e o
entregou para ser crucificado.
Então os soldados o
levaram para dentro do palácio, isto é, o pretório, e convocaram
toda a tropa.
Vestiram Jesus com um
manto vermelho, teceram uma coroa de espinhos e a puseram em sua
cabeça. E começaram a saudá-lo:
"Salve, rei dos
judeus!"
Batiam-lhe na cabeça
com uma vara. Cuspiam nele e, dobrando os joelhos, prostravam-se
diante dele. Depois de zombarem de Jesus, tiraram-lhe o manto
vermelho, vestiram-no de novo com suas próprias roupas e o levaram
para fora, a fim de crucificá-lo. Os soldados obrigaram um certo
Simão de Cirene, pai de Alexandre e Rufo, que voltava do campo, a
carregar a cruz. Levaram Jesus para o lugar chamado Gólgota, que
quer dizer "Calvário". Deram-lhe vinho misturado com mirra, mas ele
não o tomou. Então o crucificaram e repartiram as suas roupas,
tirando a sorte, para ver que parte caberia a cada um. Eram nove
horas da manhã quando o crucificaram. E ali estava uma inscrição com
o motivo de sua condenação:
"O Rei dos Judeus".
Com Jesus foram
crucificados dois ladrões, um à direita e outro à esquerda.
Os que por ali
passavam o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:
"Ah! Tu, que destróis
o Templo e o reconstróis em três dias, salva-te a ti mesmo, descendo
da cruz!"
Do mesmo modo, os
sumos sacerdotes, com os mestres da Lei, zombavam entre si, dizendo:
"A outros salvou, a si
mesmo não pode salvar!
O Messias, o rei de
Israel... que desça agora da cruz, para que vejamos e acreditemos!"
Os que foram
crucificados com ele também o insultavam. Quando chegou o meio-dia,
houve escuridão sobre a terra, até as três horas da tarde.
Pelas três da tarde,
Jesus gritou com voz forte:
"Eloi, Eloi, lamá
sabactâni?"
Que quer dizer:
"Meu Deus, meu Deus,
por que me abandonaste?"
Alguns dos que estavam
ali perto, ouvindo-o, disseram:
"Vejam, ele está
chamando Elias!"
Alguém correu e
embebeu uma esponja em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e lhe
deu de beber, dizendo:
"Deixai! Vamos ver se
Elias vem tirá-lo da cruz".
Então Jesus deu um
forte grito e expirou.
(Aqui
todos se ajoelham e faz-se uma pausa.)
Nesse momento, a
cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes.
Quando o oficial do
exército, que estava bem em frente dele, viu como Jesus havia
expirado, disse: