05/04/2009

 

Domingo de Ramos

 

Pelos sofrimentos de Cristo

fomos reconciliados com o Pai!

 

 

Que a celebração do Domingo de Ramos seja de profunda gratidão a Jesus! Ele não mediu esforços, ao contrário, foi até à morte, e morte de cruz, para nos revelar o caminho de um verdadeiro filho de Deus. Sim, Ele nos ensina que só por Deus, nosso Pai, é que tudo vale na vida! Só por Deus é que nós mesmos valemos! Além dessa gratidão a Jesus, supliquemos a Ele: tendo nos ensinado a sermos verdadeiros filhos de Deus, que Ele nos dê sua coragem de não renunciarmos a essa divina filiação, mesmo ao preço de nossa própria vida!

 

Evangelho (Bênção dos Ramos) - Mc 11,1-10

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos:

Quando se aproximaram de Jerusalém, na altura de Betfagé e de Betânia, junto ao monte das Oliveiras, Jesus enviou dois discípulos, dizendo: "Ide até o povoado que está em frente e, logo que ali entrardes, encontrareis amarrado um jumentinho que nunca foi montado. Desamarrai-o e trazei-o aqui! Se alguém disser: 'Por que fazeis isso?', dizei: 'O Senhor precisa dele, mas logo o mandará de volta'". Eles foram e encontraram um jumentinho amarrado junto de uma porta, do lado de fora, na rua, e o desamarraram. Alguns dos que estavam ali disseram: "O que estais fazendo, desamarrando esse jumentinho?" Os discípulos responderam como Jesus havia dito, e eles permitiram. Levaram então o jumentinho a Jesus, colocaram sobre ele seus mantos, e Jesus montou. Muitos estenderam seus mantos pelo caminho, outros espalharam ramos que haviam apanhado nos campos.

Os que iam na frente e os que vinham atrás gritavam: "Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito seja o reino que vem, o reino de nosso pai Davi! Hosana no mais alto dos céus!"

- Palavra da Salvação.

- Glória a vós, Senhor!

 

 

1ª Leitura - Is 50,4-7

Leitura do Livro do profeta Isaías:

O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás. Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus!

 

 

Salmo Responsorial - Sl 21

Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?

 

Riem de mim todos aqueles que me vêem, torcem os lábios e sacodem a cabeça: "Ao Senhor se confiou, ele o liberte e agora o salve, se é verdade que ele o ama!"

 

Cães numerosos me rodeiam furiosos, e por um bando de malvados fui cercado. Transpassaram minhas mãos e meus pés e eu posso contar todos os meus ossos.

 

Eles repartem entre si as minhas vestes e sorteiam entre si a minha túnica. Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe, ó minha força, vinde logo em meu socorro!

 

Anunciarei o vosso nome a meus irmãos e no meio da assembléia hei de louvar-vos! Vós, que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores, glorificai-o, descendentes de Jacó, e respeitai-o, toda a raça de Israel!

 

 

2ª Leitura - Fl 2,6-11

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses:

Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome.

Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua proclame: "Jesus Cristo é o Senhor", para a glória de Deus Pai.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus!

 

 

Evangelho - Mc 15, 1-39

Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo segundo Marcos:

Logo pela manhã, os sumos sacerdotes, com os anciãos, os mestres da Lei e todo o Sinédrio, reuniram-se e tomaram uma decisão. Levaram Jesus amarrado e o entregaram a Pilatos.

E Pilatos o interrogou:

"Tu és o rei dos judeus?"

Jesus respondeu:

"Tu o dizes".

E os sumos sacerdotes faziam muitas acusações contra Jesus. Pilatos o interrogou novamente:

"Nada tens a responder? Vê de quanta coisa te acusam!"

Mas Jesus não respondeu nada, de modo que Pilatos ficou admirado.

Por ocasião da Páscoa, Pilatos soltava o prisioneiro que eles pedissem. Havia então um preso, chamado Barrabás, entre os bandidos que, numa revolta, tinha cometido um assassinato.

A multidão subiu a Pilatos e começou a pedir que ele fizesse como era costume.

Pilatos perguntou:

"Vós quereis que eu solte o rei dos judeus?"

Ele bem sabia que os sumos sacerdotes haviam entregado Jesus por inveja.

Porém, os sumos sacerdotes instigaram a multidão para que Pilatos lhes soltasse Barrabás.

Pilatos perguntou de novo:

"Que quereis então que eu faça com o rei dos judeus?"

Mas eles tornaram a gritar:

"Crucifica-o!"

Pilatos perguntou:

"Mas que mal ele fez?"

Eles, porém, gritaram com mais força:

"Crucifica-o!"

Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus e o entregou para ser crucificado.

Então os soldados o levaram para dentro do palácio, isto é, o pretório, e convocaram toda a tropa.

Vestiram Jesus com um manto vermelho, teceram uma coroa de espinhos e a puseram em sua cabeça. E começaram a saudá-lo:

"Salve, rei dos judeus!"

Batiam-lhe na cabeça com uma vara. Cuspiam nele e, dobrando os joelhos, prostravam-se diante dele. Depois de zombarem de Jesus, tiraram-lhe o manto vermelho, vestiram-no de novo com suas próprias roupas e o levaram para fora, a fim de crucificá-lo. Os soldados obrigaram um certo Simão de Cirene, pai de Alexandre e Rufo, que voltava do campo, a carregar a cruz. Levaram Jesus para o lugar chamado Gólgota, que quer dizer "Calvário". Deram-lhe vinho misturado com mirra, mas ele não o tomou. Então o crucificaram e repartiram as suas roupas, tirando a sorte, para ver que parte caberia a cada um. Eram nove horas da manhã quando o crucificaram. E ali estava uma inscrição com o motivo de sua condenação:

"O Rei dos Judeus".

Com Jesus foram crucificados dois ladrões, um à direita e outro à esquerda.

Os que por ali passavam o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:

"Ah! Tu, que destróis o Templo e o reconstróis em três dias, salva-te a ti mesmo, descendo da cruz!"

Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, com os mestres da Lei, zombavam entre si, dizendo:

"A outros salvou, a si mesmo não pode salvar!

O Messias, o rei de Israel... que desça agora da cruz, para que vejamos e acreditemos!"

Os que foram crucificados com ele também o insultavam. Quando chegou o meio-dia, houve escuridão sobre a terra, até as três horas da tarde.

Pelas três da tarde, Jesus gritou com voz forte:

"Eloi, Eloi, lamá sabactâni?"

Que quer dizer:

"Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?"

Alguns dos que estavam ali perto, ouvindo-o, disseram:

"Vejam, ele está chamando Elias!"

Alguém correu e embebeu uma esponja em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e lhe deu de beber, dizendo:

"Deixai! Vamos ver se Elias vem tirá-lo da cruz".

Então Jesus deu um forte grito e expirou.

 

(Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa.)

 

Nesse momento, a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes.

Quando o oficial do exército, que estava bem em frente dele, viu como Jesus havia expirado, disse:

"Na verdade, este homem era o Filho de Deus!"

- Palavra da Salvação.

- Glória a vós, Senhor!

 

 

Homilia: Côn. Pedro C. Cipolini

 

 

 

 

 

 

   

 

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