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Basílica do Carmo: Dados
Históricos

Breve Pontifício "Aedes illis" da Criação da
Basílica Menor de Nossa Senhora do Carmo
- Campinas (tradução do Latim)
PAULUS PP. VI
ad perpétuam reí
memóríam
O templo que, dedicado à Bem-Aventurada Virgem Maria, se
ergue na cidade brasileira de Campinas, graças não só à sua
forma de organização, mas acima de tudo, ao seu culto da
religião, é proclamado sacro.
Com prudente sabedoria, julgou o Venerável Irmão
Antonio M. Alves de Siqueira, Arcebispo de Campinas, dever
solicitar à Sé Apostólica, fosse o templo elevado à posição e à
dignidade de Basílica Menor, confiando plenamente na grande
vantagem que daí adviria para as reuniões do povo cristão.
Aquiescendo de bom grado ao seu pedido, Nós, de
acordo com o parecer da Sagrada Congregação para o Culto Divino,
e na plenitude do Nosso poder apostólico, determinamos, pela
forma desta proclamação, que o mencionado templo, consagrado a
Deus em honra da Bem-Aventurada Virgem Maria, e pelo povo é
chamado de "Nossa Senhora do Carmo", seja elevado ao título e à
dignidade de Basílica Menor, com todos os demais direitos e
privilégios de que, segundo o costume, gozam os templos marcados
com este nome.
Ordenamos, além disso, que se observem, à risca, os
ditames do Decreto "Do Título de Basílica Menor", datado
de 06 de junho de 1968.
Não obstam quaisquer impedimento.
Datado em Roma, junto a São Pedro, sob o anel do
Pescador, no dia 06 de novembro de 1974, duodécimo do Nosso
Pontificado.
Joannes Cardeal Villot, Secretário do Estado
▪ ▪ ▪ ▪ ▪ ▪
Auto de
instalação da nova Freguesia de Santa Cruz
da cidade de
Campinas
Ano de
nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1870, aos 8 dias do
mês de maio, na Igreja de Santa Cruz, da cidade de Campinas,
província de São Paulo, matriz da Freguesia novamente criada por
lei provincial de 18 de abril do corrente ano e provimento
canônico de 04 de maio deste mesmo ano. Presentes o abaixo
assinado Pe. Francisco de Abreu Sampaio, pároco encomendado da
nova freguesia, por provisão de 04 de maio do citado ano, e mais
os cidadãos abaixo assinados, que vieram assistir à instalação
da nova paróquia. Presente também grande concurso do povo, foi
pelo dito pároco celebrada às 10:00h do dia 1º. missa paroquial
na nova Freguesia de Santa Cruz, da cidade de Campinas,
desmembrada do território da Freguesia de Nossa Senhora da
Conceição, da mesma cidade, pela citada lei providencial do teor
seguinte:
Art.1º. Fica
dividida em duas a paróquia única de N. Sra da Conceição de
Campinas.
Art.2º. As
divisas entre as duas paróquias começarão na barranca do Rio
Jaguari, no lugar onde já existia uma ponte, em terras do Dr.
Francisco de Assis Pupo; dali partirão, descendo pelo meio em
direção longitudinal à estrada de Amparo, chamada de cima, até o
entroncamento desta, na estrada do Betelem, a qual seguirá até a
rua das Campinas-Velhas, por esta acima, até a estrada que vem
de Santa Cruz para esta rua, e seguirá por esta estrada,
acompanhando os vales da chácara do Pe. Francisco de Abreu
Sampaio e irmãos, e continuará até o portão da imperial oficina
de Antonio Carlos de Sampaio Peixoto; descerá depois pela rua do
Caracol, em frente desse portão até o Largo do Mercado;
procurando a ponte da rua da cadeia, seguirá por esta até o fim
do campo, e continuará até encontrar a Estrada da Terra Preta,
que seguirá até as divisas com a Paróquia do Capivari, de cima.
Art.3º.
Continuarão a ser extensivas a todo município, a disposição da
lei nº. 3, de 09 de março de 1954 e regulamento respectivo, até
que se haja completado a matriz nova, atualmente em construção,
na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, de Campinas.
Art.4º. A
paróquia do lado norte terá a denominação de Paróquia de Santa
Cruz de Campinas e, por sede, a atual matriz velha; e do sul se
denominará de Nossa Senhora da Conceição de Campinas, e terá por
sede a nova matriz. Enquanto esta não se construir, servirá de
matriz a Igreja do Rosário.
Art.5º. Ficam
revogadas as disposições em contrário. Mando, portanto, a todas
as autoridades a quem o conhecimento e execução da referida lei
pertencer, que a cumpram e façam cumprir, tão inteiramente como
nela se contém. O secretário dessa província o faça imprimir,
publicar e correr.
Dada no
Palácio do Governo de São Paulo aos 18 de abril de 1870 (L.S.)
Antonio Cândido da Rocha e pelo mesmo pároco a estação da
primeira missa paroquial, serão lidas em alta voz, em presença
do numeroso auditório, o provimento canônico da Freguesia e a
provisão de sua nomeação para pároco da nova Freguesia, sendo do
teor e forma seguinte a provisão de instituição canônica. O
doutor Joaquim Manoel Gonçalves de Andrade, Cavaleiro da Ordem
de Cristo, Arcediago da Catedral desta imperial cidade de São
Paulo, nela e em todo seu bispado, Vigário Capitular pelo
ilustríssimo e reverendíssimo cabido. Sede Vacante. Pelo que
faço saber que por lei providencial de 18 de abril próximo
passado.
Como me foi
ontem comunicado por ofício da presidência da província, foi
dividida em duas a paróquia da cidade de Campinas, continuando
uma com o antigo título de Nossa Senhora da Conceição, e outra
com a denominação de Santa Cruz, e atendendo ao que me
representaram diversos moradores daquela cidade. Hei por bem
confirmar como por esta provisão confirmo, erijo e canonicamente
instituo dita Freguesia de Santa Cruz, na forma do Sagrado
Concílio Tridentino, concedendo-lhe todos os direitos,
privilégios, honras insígnias e distinções que lhe pertencem
como igreja paroquial que de hoje em diante fica sendo. Será
esta publicada à estação da missa paroquial de um dia festivo e
registrada no livro do Tombo da respectiva matriz para a todo
tempo constar.
Dada na
comarca capitular de São Paulo aos 4 de maio de 1870.
E eu Antonio
Augusto de Araújo Muniz, escrivão da Comarca Capitular a
subscrevi (L.S.) Joaquim Manoel Gonçalves de Andrade.
Registrada a
Fs. 305 até o verso do Livro 39.
São Paulo 04
de maio de 1870.
Silva.
Chancelaria 8000 reis. Selo 75 reis. Ns.3 2000 mil reis pagou o
selo 2000 reis a coletoria de São Paulo. 11 de maio de 1870.
Chagas Amaral. Provisão pela qual a V.Sa. houve por bem dar a
instituição canônica a nova Freguesia de Santa Cruz da cidade de
Campinas para V.Sa. ver e assinar. Depois de finda a missa foi
pelo mesmo pároco, em ação de graças, entoado solene “Te Deum
Laudernus”, findo o qual, para constar a todo o tempo, o dia da
solene instalação da nova Freguesia de Santa Cruz da cidade de
Campinas, foi por mim lavrado neste livro do Tombo da dita
igreja o presente auto que vai por mim assinado e mais pelos
cidadãos presentes. E eu o Pe. Francisco de Abreu Sampaio,
vigário encomendado que o escrevi.
▪ ▪ ▪ ▪ ▪ ▪
A paróquia Nossa Senhora do
Carmo, no Centro de Campinas, foi criada em 8 de maio de 1870,
pela Lei Provincial de 18 de abril do corrente ano, resultando
do desmembramento da paróquia da Conceição e recebendo a
denominação de Santa Cruz. Com a mudança da paróquia da
Conceição para o Rosário, a matriz velha passou a servir de sede
à recém-criada paróquia de Santa Cruz (posteriormente denominada
paróquia Nossa Senhora do Carmo).
O primeiro pároco da matriz
de Santa Cruz foi o padre Francisco de Abreu Sampaio. Padre
Chico, como ficou conhecido, era natural de Campinas e filho de
Bento José de Abreu Alves Guimarães e Maria Luiza Natividade.
Ordenado em 1857, foi coadjutor dos vigários da Conceição em
1860-1861 e 1865-1866. Tornou-se, depois, pároco da igreja onde
havia sido batizado, tendo como primeira tarefa reformar a
matriz velha, desde o forro, até a aquisição do órgão. Tendo
adoecido em 1886, foi substituído pelo padre João Batista Corrêa
Nery, que entrou em exercício em 01/02/1887.
O primeiro pároco faleceu em
06/09/1889. Durante seu paroquiato, teve como coadjutores o
padre João Batista Gomes, de 03/08/1870 a 08/12/1873, e o padre
Haroldo de Tracy Padro de Camargo Dauntre, de 21/7/1874 a
29/10/1886. Este último foi o primeiro filho do casal dr.
Ricardo Gumbleton Dauntre e dona Anna Francelina de Camargo;
faleceu como vigário de Capivari e foi sepultado em Campinas, no
cemitério do SS. Sacramento, em 12/12/1886.
O padre Nery foi nomeado
vigário a 12/06/1890, logo após o falecimento do seu antecessor.
Com seu espírito empreendedor, preocupou-se não só com a
restauração do prédio, mas também com a do culto. Organizou uma
aula paroquial para os meninos que desejassem seguir a carreira
sacerdotal. Entre os que freqüentaram suas aulas, estavam
Francisco de Campos Barreto, Joaquim Mamede da Silva Leite,
Octavio Chagas de Miranda, Samuel Fragoso, João Martins Ladeira
e José Ladeira. Fundou a “Conferência Vicentina de Santa
Cruz”, o pequeno jornal católico “A Verdade”, e o “Círculo
Católico São José”.
Foi ainda pioneiro da “Ação
Católica”. Durante o seu período como pároco, Campinas foi
assolada pela febre amarela. O padre Nery não se limitou a
apenas levar aos doentes os socorros da religião e da ciência,
como enterrar os mortos, confortar os sobreviventes e
enxugar–lhes as lágrimas. Para as crianças órfãs, fundou o
Liceu de Artes e Ofícios. Por solicitação do vigário,
assumiu como 17º vigário da Conceição, em 28/10/1894.
Cônego Scipião F. Goulart
Junqueira, ex-pároco da Conceição, assumiu, então, como o 3º
vigário da paróquia de Santa Cruz, em 28/10/1894. Porém, como
estava debilitado e sentia-se muito doente, retirou-se para a
região de beira-mar, sendo então nomeado o padre Roberto Landell
de Moura[1] que, como pároco substituto, permaneceu na paróquia de
10/1894 até 12/1896.
A 4/1/1897, tomava posse o
novo pároco, o padre Manoel Ribas d’Ávila que, com a morte do
Cônego Scipião, em 04/02/1897, foi nomeado vigário efetivo da
Santa Cruz.
O quarto vigário, com a
pujança de sua oratória, introduziu por ocasião das solenidades
da semana Santa, as “Treze Horas da Agonia”. Com relação às
melhorias materiais, o vigário transformou o antigo
Consistório das Almas em Capela de Nossa dos Remédios.
Sua intenção, promovendo esta devoção, foi alcançar a proteção
da Mãe de Deus, para conseguir o desaparecimento da febre
amarela que, desde 1889, vinha dizimando a população. Foi ainda
o padre Ribas quem mandou vir de Barcelona a imagem de Nossa
Senhora do Carmo, que se venera no altar-mor. Chamado a assumir,
na capital, a Reitoria do Colégio Diocesano, o padre Manoel
Ribas d’Ávila deixou a Matriz de Santa Cruz em meados de
dezembro de 1904.
O quinto vigário, padre
Francisco de Campos Barreto, assumiu a paróquia em 18/12/1904.
Seu paroquiano foi fecundo. Fundou a União de Santo Agostinho
e a Ordem Terceira do Carmo. Foi um dos que mais
trabalharam para a fundação da Diocese de Campinas. O primeiro
bispo de Campinas, dom João Nery, seu antecessor como pároco da
Matriz de Santa Cruz, soube avaliar os serviços do padre Campos
Barreto, fazendo dele membro do Cabido Diocesano. Seu paroquiato
terminou, com a sua nomeação para bispo de Pelotas, cuja
sagração aconteceu em 27/08/1911.
O 6º vigário, Cônego Octavio
Chagas de Miranda, assumiu a paróquia em 23/07/1911. Com cinco
anos de paroquiato, foi elevado ao episcopado, como antístite de
Pouso Alegre.
O 7º vigário foi, novamente,
o monsenhor Manoel Ribas d’Ávila que, em época anterior, já
havia sido reitor da Matriz de Santa Cruz. Atuou como pároco no
período de 01/06/1916 a janeiro de 1917, quando deixou o cargo
por motivo de grave enfermidade. Foi o Cônego Samuel de Oliveira
Fragoso, quem permaneceu à frente da paróquia até 1924.
O 9º pároco, Cônego Dr.
Idílio Soares, tomou posse em 12/10/1924. Uma de suas principais
obras foi a reforma da igreja. Os párocos anteriores foram
acrescentado partes, remodelando, mas faltava uma harmonia
arquitetônica. O novo pároco idealizou sua reconstrução e contou
com o beneplácito do bispo, Dom Francisco de Campos Barreto.
Através de um trabalho com toda a comunidade, conseguiu
arrecadar o dinheiro e a Comissão Executiva resolveu que a
igreja seria reformada no estilo gótico. Recorreu-se, então, a
um engenheiro da capital, para traçar a planta cuja execução foi
confiada ao engenheiro dr. Hoche Segurado, nascido em Campinas e
paroquiano de Santa Cruz. À exceção da capela-mor e, em parte,
das duas torres, mas sob a condição de adaptá-las ao estilo
gótico, tudo o mais foi demolido. Quando o Cônego Idílio Soares
foi eleito bispo de Petrolina, a igreja já se achava em pé e o
corpo da nova matriz encontrava-se devidamente coberto. O novo
bispo foi sagrado na Catedral, em 3011/1932, após oito anos de
paroquiato.
O Cônego Francisco Borja do
Amaral, nomeado em 29/11/1932, assumiu a paróquia e deu
continuidade à reforma. Em 1939, foram assentados o altar de
Nossa Senhora das Dores e o do Coração de Jesus. Chegava-se,
finalmente, à conclusão da construção da nova matriz, a qual
teve sua inauguração festejada em setembro de 1939, faltando
apenas a colocação de alguns vitrais e alguma decoração interna.
O Cônego Francisco Borja do
Amaral deixou a direção da paróquia e, em 21/12/1940, quando foi
nomeado bispo de Lorena. Substituiu-o o Cônego Aniger Francisco
de Maria Melillo, que dirigiu a paróquia até julho de 1943,
quando foi eleito bispo de Piracicaba e, por sua vez, foi
substituído pelo cônego Raphael Roldan, em 04/07/1943, o qual
esteve à frente da paróquia por quatro anos. Em 13/07/1947,
tomou posse o monsenhor Lázaro Mütschele, que desenvolveu logo
um eficiente paroquiato, efetuando, sobretudo, a bela pintura
interna da matriz, como a temos até hoje. Foi obrigado a deixar
a direção da paróquia, por motivo de infeliz procedimento que
transformou sua vida sacerdotal.
Foi substituído,
provisoriamente, em 23/04/1963, pelo padre Vicente Ramalho
Marques de Freitas, Estigmatino, até a posse efetiva do Cônego
Geraldo Azevêdo, em 30/06/1963. Em 1966, tomou posse como
vigário cooperador, o padre José Julio. Em 06/11/1975, o Papa
Paulo VI assinou decreto conferindo o título de basílica menor à
mais antiga igreja de Campinas, matriz de sua primeira paróquia.
O Cônego Geraldo Azevêdo foi quem teve a iniciativa de solicitar
essa benemerência, a qual contou com o apoio de dom Antônio
Maria Alves de Siqueira, arcebispo de Campinas naquela época.
Em 15/04/1977, o Cônego
Geraldo foi elevado a monsenhor e, depois de grandioso
paroquiato, marcando sua passagem pelo Carmo como dedicado
pastor e grande pregador, sobretudo através de seus programas
radiofônicos, além de reformador da bela matriz, veio a falecer
inesperadamente em 22/7/2000, sendo substituído pelo padre Bruno
Alencar Alexandroni, como Administrador paroquial.
O atual pároco da Paróquia
Nossa Senhora de Carmo é o Cônego Pedro Carlos Cipolini, nomeado
em 09/09/2000 e elevado ao canonicado na data de 04/05/2001.
É inegável o valor histórico
da Basílica do Carmo para Campinas: ali está enterrado o
fundador da cidade, Francisco Barreto Leme; ali exerceu seu
ministério o primeiro pároco da cidade de Campinas, frei Antônio
de Pádua Teixeira que, para muitos, foi co-fundador da cidade;
em seus altares, celebrou muitas vezes o padre Diogo Feijó,
regente do Império; nela foram batizados Carlos Gomes, Moraes
Sales e Francisco Glicério.
Nota:
1. O padre e
cientista Roberto Landell de Moura é considerado um dos vários
"pais" do rádio, no caso o "pai brasileiro do rádio". Foi
pioneiro na transmissão da voz humana sem fio (radioemissão e
telefonia por rádio) antes mesmo que outros inventores. Pelo seu
pioneirismo, é o patrono dos radioamadores do Brasil. Para saber
mais sobre o Pe. Landell:
clique aqui.
Templo
Votivo
No território da Paróquia
Nossa Senhora do Carmo encontra-se o Templo Votivo do Santíssimo
Sacramento, situado à rua Regente Feijó, no centro de Campinas.
O Templo Votivo é uma igreja construída por um voto feito no
Congresso Eucarístico de 1942, em Campinas.
Idealizado por dom Paulo de
Tarso Campos e concluído por dom Antônio Maria Alves de
Siqueira, foi inaugurado em 14 de julho de 1967 e destinado a
ser sede da Obra da Adoração Perpétua, que promove o culto do
Santíssimo Sacramento. Esta obra foi instalada em Campinas no
dia 12 de julho de 1942, como marco do Congresso Eucarístico
Diocesano naquele ano. Trata-se de um culto público ao
Santíssimo Sacramento, solenemente exposto; culto social e não
apenas privado. Por esta razão, além dos adoradores individuais,
a Obra da Adoração promove adorações coletivas, com grupos
organizados, provenientes das comunidades paroquiais etc.
Trata-se de um culto perpétuo, sem interrupção. A
responsabilidade de zelar e cuidar do bom andamento do templo
foi confiada às Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado, até o
ano de 2001, quando assumiram os irmãos da Toca de Assis.
Durante muitos anos, foi
capelão o padre Erly Guillén (MSSA), sendo substituído pelo
padre Jerônimo Antônio Furian, atual capelão. Foram, também,
capelães do Templo. por muitos anos, dom Idílio José Soares,
bispo emérito de Santos, e monsenhor Luiz Fernandes Abreu,
insigne sacerdote da Arquidiocese de Campinas.
Capela Nossa Senhora da Boa Morte

No território da paróquia,
encontra-se também a Santa Casa, cujo edifício, em sua parte
central, abriga a Capela Nossa Senhora da Boa Morte. Esta capela
foi construída às expensas do saudoso campinense José Bonifácio
de Campos Ferraz (posteriormente barão de Monte Mor), no
cumprimento de um voto de erigir, em Campinas, uma capela sob a
invocação de Nossa Senhora da Boa Morte que, assim, tornou-se a
padroeira da Santa Casa.
A capela, em estilo colonial
sóbrio, tem em sua nave galerias laterais sustentadas por
grossas colunas de madeira, sendo também deste material o teto
em abóbada. O altar-mor é todo em mármore de fino lavor, com
imagens e estátuas de muita beleza e arte. Na fachada, encimada
por uma cruz rendilhada de ferro, foram construídos três grandes
nichos, sendo colocado no que fica na parte central e superior,
um artístico emblema da caridade, no nicho inferior, à direita,
o emblema da Fé e no que fica à esquerda, o da Esperança . No
alto do portal, acham-se gravadas em relevo as iniciais D.C.E
(Deus Charitas Est).
A capela constitui um templo
religioso que sempre encantou os fiéis da cidade. Sua
inauguração deu-se no dia 14/08/1876, com celebração de missa
cantada na Matriz de Santa Cruz (hoje Basílica Nossa Senhora do
Carmo), com benção da imagem que, em procissão, foi levada para
a capela do hospital. No dia seguinte, 15 de agosto, antes da
missa solene celebrada pelo abade do Mosteiro de São Bento da
Capital, dom Joaquim da Purificação Araújo, foi sagrado o altar
da capela, tendo pregado o sermão o notável orador sacro Cônego
Francisco de Paula Rodrigues. Durante a missa, exibiram-se
diversos cantores de mérito, com música do talentoso maestro
Elias Álvares Lobo. Devido à sua importância histórica, a capela
foi tombada como patrimônio histórico da municipalidade de
Campinas.
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