4. Dizer sim a Deus, como Maria. Levar vida de oração
e participação na Igreja.
5. Frequentar os sacramentos, dedicar diariamente um
tempo para a oração e a leitura da Bíblia.
6. Dizer sim aos irmãos, como Maria. Estar atento às
necessidades do próximo, pronto para socorrê-lo na
caridade e na fraternidade.
O que fazer com o escapulário velho e estragado?
Ao
trocar o seu escapulário por um novo, faça com o velho e
estragado
o
mesmo que você faria com imagens bentas quebradas. Mas o que
fazer com as imagens bentas e quebradas?
Há
pessoas muito respeitosas e outras inseguras na doutrina que
não sabem como se desfazer de imagens bentas, estragadas,
deterioradas. Será verdade que jogá-las no lixo pode fazer
algum mal? Isto é superstição. Também é superstição o costume
de livrar-se delas colocando-as junto a cruzeiros, cemitérios
ou mesmo oratórios de estrada.
Objetos abençoados não têm em si algo de divino. Não valem por
si, mas pelo que significam. Como símbolos religiosos merecem
respeito e veneração. Símbolos são um recurso da comunicação
humana em todas as culturas. A dimensão simbólica é uma
propriedade entre o racional e o biológico ou a pura
sensibilidade. Usamos esta linguagem no dia a dia e não só as
palavras e gestos. Ora, todas as religiões se expressam
através de objetos simbólicos, mesmo aquelas contrárias ao uso
das imagens.
O
culto cristão das imagens enquanto bíblico entra no universo
simbólico religioso. Vem do mistério da pessoa humana. O livro
do Gênesis é enfático ao afirmar que Deus fez homem e mulher à
sua imagem e semelhança (Gn 1,26-27). Os dois não são iguais a
Deus, mas têm algo de divino e de certa forma o retratam. São
Paulo diz que Jesus é a "imagem do Deus invisível, é o
primogênito de toda criatura" (Cl 1,15). Os cristãos refletem
como num espelho a glória do Senhor e vão se transformando na
sua imagem (2Cor 3,18).
Deus não pode ser objetivado, mas é a sua imagem que amamos
nos outros. Ela nunca pode ser quebrada, deteriorada e jogada
fora. Em nós e nos outros. Nenhuma sociedade, cultura ou
legislação pode desprezar a pessoa humana, ofender a sua
dignidade por meio de injustiças e corrupção moral.
No
culto cristão a veneração a Maria e aos santos nos leva ao
mistério pascal de Cristo. É a força redentora de sua graça
que age nos santos. "A iconografia cristã transcreve pela
imagem a mensagem evangélica que a Sagrada Escritura transmite
pela Palavra. Imagem e Palavra iluminam-se mutuamente (CIC
n.60). Mas, é culto idolátrico acreditar mais na imagem que
imitar o santo ou santa. Da mesma forma atribuir bênção, poder
espiritual ou valor religioso ao símbolo avariado desvirtua a
veneração e não glorifica a Deus.
Imagens abençoadas são dignas de estima e conservação zelosa
porque inspiram a fé e a confiança na Graça de Deus dada a nós
por Jesus. Uma vez quebradas, estragadas, danificadas são
indignas de honra e veneração. Não representam mais nem
simbolizam nenhuma intermediação com o sagrado. Acabar de
quebrá-las (ou destruir objetos sacros estragados) é a maneira
respeitosa de se desfazer delas e deles. O próprio respeito ao
uso espiritual, à sua linguagem simbólica, pede destruição
total, se possível enterrando, queimando ou colocando no lixo
em pedaços bem pequenos.
Portanto, imagens bentas, escapulários ou quaisquer outros
objetos abençoados não precisam ser deixados em cemitérios,
cruzeiros ou oratórios, quando quebrarem ou ficarem
danificados. Venerar os santos não pode sequer parecer mais
importante que a salvação em Cristo.
Pe. Antônio
Clayton Sant'Anna, C.SS.R.
(in: Revista de
Aparecida, junho/2010, p.10)
Escapulário pode
também ser feito de ouro, prata ou qualquer outro material que
não o tecido marrom?
Sim. Lembre-se de que objetos abençoados não têm em si algo de
divino. Não valem por si, mas pelo que significam. Seja o seu
escapulário de pano, plástico, metal ou qualquer outro tipo de
material, o mais importante é você saber usá-lo.