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Ano Santo Paulino
25/01/2009
a 28/06/2009
Basílica do Carmo, Local de
peregrinação

"Paulo,
chamado por vontade de Deus a ser apóstolo de Jesus, o Messias"
(1Cor
1,1)
Indulgência
Um sinal
peculiar, bem conhecido dos fiéis, é a indulgência. Nela se
manifesta a plenitude da misericórdia do Pai, que vem ao encontro de
todos com o seu amor, expresso primariamente no perdão das culpas.
Ordinariamente, Deus Pai concede o seu perdão por meio do sacramento
da Penitência e da Reconciliação. De fato, a rendição consciente e
livre ao pecado grave separa o crente da vida da graça com Deus,
excluindo-o consequentemente da santidade a que é chamado. A Igreja,
tendo recebido de Cristo o poder de perdoar em seu nome (cf. Mt
16,19; Jo 20,23), é no mundo a presença viva do amor de Deus que se
inclina sobre toda a fraqueza humana para acolher no abraço da sua
misericórdia. (...) O sacramento da Penitência oferece ao pecador
"uma nova possibilidade de se converter e reencontrar a graça da
justificação. (...) De fato, a realização com Deus não exclui a
permanência de algumas consequências do pecado, das quais é
necessário purificar-se. É precisamente neste âmbito que ganha
relevo a indulgência, através da qual se manifesta o dom total da
misericórdia de Deus".
Pela
indulgência é concedida ao pecador arrependido a remissão da pena
temporal devida pelos seus pecados já perdoados quanto à culpa.
(...) Todo o pecado, mesmo venial, traz consigo um apego desordenado
às criaturas, o qual tem de ser purificado, quer nesta vida, quer
depois da morte, no estado que se chama Purgatório. Esta purificação
liberta da chamada "pena temporal" do pecado. Expiada esta, é que
fica cancelado tudo aquilo que obsta à plena comunhão com Deus e com
os irmãos. Por outro lado, a Revelação ensina que o cristão não está
sozinho no seu caminho de conversão. Em Cristo e por Cristo, a sua
vida encontra-se ligada por um vínculo misterioso à vida de todos os
outros cristãos na unidade sobrenatural do Corpo Místico.
Papa
João Paulo II, Incarnationis Mysterium, Bula de proclamação
do
jubileu do ano 2000, n. 9 e 10
Como ganhar a indulgência?
1)
Visitar a Basílica (ou outra igreja designada).
2)
Durante a visita, rezar na intenção do Papa: Credo, Pai Nosso, Ave
Maria e Glória ao Pai.
3)
Confessar-se e comungar.
4)
Ajudar um pobre, quando possível.
Quem foi São Paulo?
Um pouco
sobre a ação missionária de Paulo, apóstolo.
Poucos
anos após a morte e ressurreição de Cristo, no ano 36 d.C. mais ou
menos, converte-se ao cristianismo o fariseu Saul, perseguidor dos
cristãos, como ele mesmo escreve. Nascido em Tarso, na Galícia, fora
educado em Jerusalém, na escola de Gamaliel (At 22, 3), segundo os
princípios do mais autêntico judaísmo. Não conheceu Jesus
pessoalmente, mas a visão do Cristo Ressuscitado no caminho de
Damasco (At 9,3ss) foi para ele uma experiência semelhante à dos
apóstolos (1Cor 15,5-8) que se tornaram testemunhas da ressurreição
de Cristo e pregadores de seu Evangelho. Da mesma forma, Paulo,
nesse momento, não só se converte à fé em Cristo, mas também se
sente chamado por Deus para o ministério apostólico. Suas primeiras
experiências como membro da Igreja nascente ele as descreve em Gl
1,15-2,10.
Pregou o
Evangelho sobretudo aos pagãos, percorrendo em viagens missionárias
quase todo o Império Romano. De sua pregação surgiam comunidades,
com as quais mantinha contatos através de seus mensageiros e também
por correspondência.
Quatorze
cartas, divididas em cinco grupos, são associadas ao nome de Paulo:
1)
As duas cartas aos Tessalonicenses, escritas durante sua segunda
viagem missionária, no ano 51, que são os textos mais antigos do
Novo Testamento.
2)
As "grandes" cartas: aos Romanos, as duas aos Coríntios e a carta
aos Gálatas.
3)
As "cartas do cativeiro", escritas na prisão: aos Efésios,
Filipenses, Colossenses e Filêmon.
4)
As cartas "pastorais", dirigidas a chefes de comunidades: duas a
Timóteo e uma a Tito.
5)
A carta aos Hebreus que, sem ser obra de Paulo, pode ser atribuída à
sua escola.
Nas
viagens que fez "para levar a salvação até aos confins da terra" (At
13,47), Paulo enfrentou perigos mortais e perseguição constante de
seus irmãos judeus. Depois de muitas prisões e processos diante das
autoridades, ele deu a vida por Cristo em Roma, sendo decapitado na
perseguição de Nero, no ano 67.
Fonte:
Bíblia Sagrada de Aparecida, p. 1682
Leia
também:
O
apóstolo Paulo e a comunicação

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