Nota: Não há necessidade de se permanecer de joelhos
durante a adoração. Para adorar a nosso Deus, o importante é a atitude do coração.
Cada pessoa deve adotar a posição que melhor lhe convier,
conforme suas convicções. A adoração ao Santíssimo
Sacramento consiste em permanecermos alguns minutos diante
de Jesus presente na Divina Eucaristia, para agradecer,
pedir, aprender a viver melhor.
A mais
sublime prece
Diz um conto popular
que certa vez Deus convidou um rabino para conhecer o
céu e o inferno. Ao abrirem a porta do inferno, viram
uma sala em cujo centro havia um caldeirão onde se
cozinhava uma suculenta sopa. Em volta dela, estavam
sentadas pessoas famintas e desesperadas. Cada uma
dessas pessoas segurava uma colher de cabo tão
comprido que lhes permitia alcançar o caldeirão, mas
não suas próprias bocas. O sofrimento era imenso.
Em seguida, Deus levou o rabino para
conhecer o céu. Entraram em uma sala idêntica à
primeira, havia o mesmo caldeirão, as pessoas em
volta, as colheres de cabo comprido. A diferença é que
todos estavam saciados.
- Eu não compreendo, disse o rabino, por que estas
pessoas estão felizes, enquanto na outra sala morrem
de aflição, se é tudo igual?
Deus sorriu e respondeu:
- Você não percebeu? É porque aqui eles aprenderam a
dar comida uns aos outros.
* * *
Jesus fica contente
quando fazemos nossas orações diante do sacrário,
contanto que essas preces tenham por objetivo nos
preparar para realizarmos o que Ele espera que
realizemos no dia-a-dia: amarmo-nos uns aos outros.
Aos olhos de Deus, de nada adianta passarmos boa parte
do tempo
rezando na capela do Santíssimo e sairmos da igreja
comportando-nos de maneira contrária aos ensinamentos
cristãos.
“De que aproveita,
irmãos, que alguém diga que tem fé, se não tiver obras
de fé? Acaso essa fé poderá salvá-lo? Se um irmão ou
uma irmã estiverem nus e precisarem de alimento
quotidiano, e um de vós lhes disser: ‘Ide em paz,
tratai de vos aquecer e de matar a fome’, mas não lhes
dais o que é necessário ao corpo, de que lhe
aproveitará? Assim também é a fé: se ela não tiver
obras, está completamente morta. Mais ainda: poderá
alguém alegar sensatamente: ‘Tu tens a fé, e eu tenho
as obras; mostra-me então a tua fé sem obras, que eu,
pelas minhas obras, te mostrarei a minha fé’. (…)
Assim como o corpo sem alma está morto, assim também a
fé sem obras está morta” (Tg 2, 14-17.26).
Deus criou o mundo por
amor e não para que as criaturas passassem
necessidades. De acordo com os planos de Deus, todos
os seres vivos foram criados para viver em harmonia e
paz,
reunidos cada qual de acordo com suas espécies, a fim de que um
semelhante ajude o outro na manutenção da obra da criação. Por isso
vivemos em família, comunidade, sociedade. A intenção
de Deus sempre foi e será a solidariedade entre as
criaturas, a fim de que ninguém passe por
dificuldades. É inútil ao ser humano desejar
viver isolado de seus semelhantes, porque isto seria
contrário à sua própria natureza.
A partir do momento em
que o homem quebrou a harmonia inicial, os sofrimentos
tornaram-se uma constante na vida humana. Mas Deus não
desistiu de seu sonho. Enviou-nos Jesus Cristo para
restaurar no mundo o que havia sido quebrado. E Jesus,
então, começou a ensinar as pessoas a voltarem a se
amar umas às outras, isto é, deixarem de lado as
diferenças pessoais de cada uma, e ajudarem-se
mutuamente para que seja instaurado o reino de paz e
harmonia que será sempre o desejo de Deus para seus
filhos.
Por mais que a cultura
atual nos estimule à prática do individualismo e
egoísmo, dificilmente viveremos bem e felizes,
isolando-nos e ignorando sofrimentos alheios. Passamos
a vida toda reunidos em diferentes grupos porque esta
é a vontade de Deus. Estamos aqui porque precisamos
amar uns aos outros, como Jesus nos amou. Esta é a
condição para a felicidade que todo mundo busca. Sem
amor é impossível a conquista de tal felicidade.
Em todos os tempos, o
ser humano em
seus sofrimentos clamou ao Criador.
Principalmente nos dias de hoje, apesar de não sermos habituados a
louvar e
agradecer a Deus por tantas graças recebidas e que
sequer percebemos que recebemos, temos grande necessidade de nos
aproximar d'Ele para reclamar, implorar, suplicar, pedir
socorro em meio às dificuldades. Há coisas que Deus
nos concede mesmo sem pedirmos, e há coisas que o Pai
nos concede somente quando recorremos a Ele. Ele quer
que dependamos d'Ele para que evitemos cair na ilusão
de recorrer a outros deuses que não promovem vida,
tais como a busca desenfreada por dinheiro e lucro, os
prazeres da
sensualidade, as drogas e muitos outros deuses que,
quando idolatrados, estimulam culturas contrárias ao
reino de amor e paz para o qual fomos criados.
Quando recorremos ao
nosso Deus em busca de determinada graça, Ele atende
nossos pedidos de acordo com a fé que temos. Daí
precisarmos ajudar uns aos outros para sermos
ajudados. Se não ajudamos, não temos fé. Logo, orações
sem fé não têm utilidade nenhuma, não servem para
nada. Talvez seja por esta razão que tantos rezam tanto e não são
atendidos. Qualquer prece feita sem fé pode ser
comparada à folha seca que é jogada ao vento. Somente
folhas verdes têm vida. Ter fé implica vida,
movimento, ação. Libertemo-nos da ilusão de que pedir
com fé significa ficar esperando cair do céu o que
pedimos. Deus criou o ser humano para colaborar com
Ele em sua obra. Ninguém colabora ficando parado ou de
braços cruzados, esperando milagres acontecerem.
Não são raras as vezes
em que ficamos mergulhados em nossos sofrimentos, focados
exclusivamente nas dificuldades que estamos
enfrentando e, por mais que rezemos,
parece que não conseguimos vislumbrar solução nenhuma
para o que nos aflige. Porém,
basta que deixemos de lado as preocupações conosco
mesmos e nos dediquemos a auxiliar alguém, e quando
menos esperamos percebemos que nosso problema foi
solucionado. Coincidência? Se ajudamos o próximo com a
intenção de fazer bonito aos olhos de Deus só para
alcançarmos uma determinada graça, pode ter sido coincidência,
sim. Mas se nossa ajuda foi desprovida de qualquer
interesse diferente do de realmente ser solidário com
quem sofre, não foi coincidência, mas provavelmente
solidariedade.
Jesus veio ao mundo
justamente para nos ensinar isto: a prática da
solidariedade uns para com os outros, a começar para
com Deus. Devemos em
primeiro lugar amar a Deus sobre todas as coisas, isto
é, fazer a sua vontade, viver de acordo com seus
ensinamentos; e em segundo lugar amar ao próximo como
amamos a nós mesmos. Quando a pessoa gosta de si
mesma procura fazer tudo o que é correto, digno e agradável aos olhos de
Deus e sabe perfeitamente que não deve fazer ao
próximo o que não gostaria que lhe fizessem. O
"Amai-vos uns aos outros" se traduz em solidariedade e
respeito de uns para com os outros.
A solidariedade,
portanto, é a chave que nos remete à paz e felicidade
nesta vida e também na vida futura. Neste ambiente
capitalista em que vivemos hoje, no qual se valoriza
apenas o lucro e o "levar vantagem em tudo", são
muitos os que pensam e agem como se fossem viver
para sempre neste mundo. Não, a nossa verdadeira
pátria é outra, e para lá levaremos apenas bens
espirituais. Deste mundo não levaremos nada de
material. Ficará tudo aqui: dinheiro, títulos,
herança, poderes políticos, poderes culturais e outros
poderes do mundo de agora.
Deus, porém, não tem
nada contra os bens deste mundo. Os bens espirituais
que levamos para a outra vida são justamente o
resultado da utilização boa ou má dos bens que
possuímos agora. Se utilizamos bem esses bens
terrenos, teremos bagagem para levar para a
eternidade. Se utilizamos mal, chegaremos lá de mãos
vazias. É por isso que "a quem tem será dado ainda
mais, e terá em abundância; mas a quem não tem até o
que tem lhe será tirado" (Mt 13,12). Ou seja,
tratemos de multiplicar nossos bens terrenos em bens
espirituais. Como fazer isto? Utilizando bem os bens.
Deus se compraz quando multiplicamos nossos bens atuais,
sejam eles quais forem, e os transformamos em bens espirituais. Todos nós de alguma
maneira possuímos certos bens: são os dons e
talentos que o Pai nos concedeu e que têm a finalidade
de tornar melhor a nossa própria vida terrena e também a do semelhante
que porventura vier a precisar de nós. Se não
podemos ajudar alguém de um jeito, provavelmente
podemos de outro. Não existe ninguém totalmente
desprovido de possibilidades para ajudar seu
próximo. Engana-se quem pensa que caridade é feita
somente por quem tem dinheiro sobrando.
Assim, para que
tenhamos o que levar para a eternidade, e também para
que nossa vida terrena seja beneficiada, seja qual for
o bem ou "poder" de que dispomos atualmente,
utilizemo-lo em nosso próprio benefício e também em benefício do irmão ou irmã que precisa
de nós. Deus conta com nossa colaboração para
instaurar na terra o reino de paz cuja harmonia
foi um dia quebrada. É assim
que colaboramos com o Criador, cada qual com o "poder" que possui. Foi para isto que
nos foram concedidos dons, talentos e mesmo bens materiais.
Muitas são as situações
em que podemos colaborar com o Criador em seu plano de
amor. Podemos amparar os que sofrem, socorrer os
necessitados, dar de comer a quem tem fome, agasalhar
os desnudos, ajudar a velhice para que não sofra o
abandono social e familiar que assistimos quase todo
dia, amparar a criança para que ela não fique
mendigando na rua e cresça aprendendo a amar a
sociedade, ter respeito para com as pessoas à nossa
volta, e muitas outras ações em prol de quem
necessita. Enfim, são muitas as formas de praticarmos
o "Amai-vos uns aos outros".
No entanto, não
imitemos os antigos hipócritas das sinagogas e ruas (cf.Mt 6,2)
ou, interpretando erroneamente o popular "fazer o bem
sem olhar a quem", sairmos distribuindo esmolas sem
sequer olhar o rosto da pessoa a quem estamos
auxiliando. Isto não teria nada do "Amai-vos uns aos
outros". Seria apenas uma formalidade mecânica de
cumprir o mandamento do amor, sem se dar conta de que
a verdadeira solidariedade vem sempre acompanhada de
atenção, dignidade e respeito. E para isto, temos que
"olhar", sim, para quem estamos fazendo o bem, a fim
de evitarmos humilhar ainda mais quem se encontra na
incômoda e difícil condição de pedinte ou necessitado.
Assim, quando
oferecermos ao irmão ou irmã carente o pão e o
agasalho ou qualquer outro auxílio, ofereçamos também
amor verdadeiro, isto é, atenção, dignidade, respeito. Assim como esperamos e gostamos de
ser respeitados em nossas necessidades (inclusive por
Deus), mostremos à pessoa que necessita de nós o
quanto ela é respeitada. Esta é a maior prece que deve
acompanhar qualquer pedido pessoal que dirigirmos a
Deus em nossas orações, pois torna-nos merecedores da
atenção, respeito e ajuda por parte do Pai.
Jesus sabe que o
"Amai-vos uns aos outros" não é nada fácil e muitas
vezes exaure nossas forças, tira-nos a paciência, nos
faz desanimar. As pessoas são diferentes umas das outras e
parece que temos sempre a pretensão de que
todos pensem e sejam como nós.
No
entanto, não podemos exigir que nenhum parente, amigo
ou qualquer outra pessoa seja do jeito que queremos ou
gostaríamos que fosse. Quando nos alimentamos com o Pão da Palavra, Jesus nos
ensina a entender as pessoas em suas limitações,
lembrando-nos sempre de que todos nós somos limitados.
Na Eucaristia Ele nos dá a si mesmo em alimento que nos
fortalece, anima e impele a seguir em frente superando
obstáculos que nos impedem de vivermos todos como
irmãos, como é da vontade do Pai.
Portanto, se
queremos
ser ajudados por Deus (e todos sabemos que precisamos
muito da ajuda divina), ajudemos uns aos
outros. Se dizemos que amamos a Jesus, demonstremos
este amor por meio da caridade. Jesus faz milagres, sim, mas através das
mãos de seus colaboradores que somos nós, que
cultivamos de fato uma fé viva, e não a fé semelhante
à folha seca que não serve para mais nada. É nisto que
consiste o “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”
(Jo 15,12) e também o “Buscai em primeiro lugar as
coisas do céu e as da terra lhe serão dadas por
acréscimo” (Mt 6,31.33). Aceitemos o convite de Jesus.
Caminhemos confiantes ao lado de Nosso Senhor.
Adoremos a nosso Deus.
Um dia antes de sua morte na cruz, Jesus quis celebrar uma
Ceia de despedida com os apóstolos. Depois de lavar os pés
de seus discípulos, Ele celebrou a primeira Missa. Pegou um
pão e disse: “Tomai e comei todos vós: isto é o meu corpo”.
Partiu o pão e o distribuiu a cada dos apóstolos. Depois
pegou um cálice com vinho e disse: “Tomai e bebei. Este é o
cálice do meu sangue, sangue da nova e eterna aliança, que
será derramado por vós”. E completou: “Fazei isto em memória
de mim”. Foi assim que os apóstolos receberam pela primeira
vez a Eucaristia. E foi assim também que Jesus deu aos
apóstolos o poder para celebrarem a Missa em sua memória (cf Lc 22,14-20).
A Missa, portanto, é o louvor mais importante que prestamos
a Deus, por isso devemos participar desta celebração com muito amor,
respeito e devoção. Assistir à Missa apenas não basta para
que nos alimentemos com o "Pão do Céu" que nos é oferecido.
É
preciso que participemos deste banquete, aproximemo-nos de
Jesus e aprendamos com Ele a realizar a parte que nos cabe
na concretização do Reino de Deus ainda nesta terra. Foi
para isto que Jesus veio ao mundo: para nos ensinar a
colaborarmos com Ele na construção de um mundo melhor - o
Reino de Deus. A salvação nos foi dada, mas Deus conta com
nossa colaboração. Por isso precisamos nos alimentar deste
banquete sagrado, para bem realizarmos a nossa tarefa.
Muita gente diz
que não tem necessidade de ir à Missa, porque já reza em
casa e louva ao Senhor do mesmo jeito. Rezar em casa é
excelente, sim, mas para complementar a oração que fazemos
em comunidade. Jesus mesmo diz que “onde dois ou mais estiverem
reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles” (Mt
28,20). Assim, em torno da
mesa eucarística encontra-se toda uma comunidade reunida para
professar a fé no Salvador de todos nós.
Durante muito tempo o povo implorava a Deus que enviasse ao
mundo um Salvador que tornasse a vida melhor. Quando um doente está sofrendo dores
agudas geralmente
necessita da ajuda de terceiros para amenizar de alguma
forma seu
sofrimento. Essa ajuda tanto pode vir de longe, quando
alguém telefona, por exemplo, estimulando esse doente com
palavras confortadoras, ou então enviando dinheiro por
internet banking; ou vir de perto, quando alguém chega à presença
do doente e presta-lhe pessoalmente os cuidados necessários
à recuperação de sua saúde.
Deus poderia muito bem ter operado a salvação de outra
forma. Porém, o Pai amou tanto a humanidade, que não quis salvá-la de
longe, mas enviou Jesus para amenizar bem de perto o
sofrimento humano. O povo naquela época esperava por um
Messias dominador, mas Deus enviou ao mundo um Messias
humilde e servidor. Jesus é o Messias que coloca-se a serviço do povo
para salvar, redimir, ensinar o caminho da vida através do
amor que dá sentido a tudo o que acontece, inclusive aos
sofrimentos que fazem parte da vida humana.
Para amenizar nossas dores, Jesus fez-se humano como nós,
entrou em nossa humanidade para nos salvar de perto. Foi
solidário conosco, experimentando sofrimentos que Ele não
merecia, pois nunca cometera pecado. O sofrimento de cada um
de nós é meramente humano, mas o sofrimento de Jesus além de
humano é divino. Ele é o Filho de Deus que sofre e pode nos
salvar, porque compreende a dimensão de nossa miséria.
Fazendo-se servo, Jesus por amor a nós ofereceu-se para
morrer em nosso lugar.
A Eucaristia é o memorial da Paixão, Morte e Ressurreição de
nosso Salvador. A cada celebração deste Mistério da Fé, nós
o atualizamos e aumentamos a nossa fé. Sem esta atualização
constante, nossa fé pode diminuir. A participação na
Eucaristia, se não nos aumenta a fé, ao menos conserva a que
já temos. É assim que somos alimentados com o “Pão descido
do Céu” e adquirimos forças para continuarmos caminhando,
sem desanimarmos diante das adversidades de nosso tempo.
O Filho de Deus se fez humano como cada um de nós. Conheceu
bem de perto os nossos anseios, necessidades, dificuldades,
dúvidas, medos. Ele sofreu e morreu por nós, mas para
continuar sempre ao nosso lado, ressuscitou e se
faz presente no Sacramento da Eucaristia. Não deixemos,
portanto, de prestar a Jesus todo o louvor que Ele
merece. Reunamo-nos com frequência em torno da mesa
eucarística e
habituemo-nos também a adorarmos o Santíssimo Sacramento,
para agradecer a Deus os benefícios recebidos, implorar o perdão
dos pecados, pedir graças e favores.
Iniciemos agora nosso momento especialmente reservado para estarmos diante de Jesus presente no
Santíssimo Sacramento. Este é um momento de oração e
reflexão, de confidência com Deus. É um momento de encontro
pessoal com Jesus, para falarmos com Ele, e também para O
escutarmos e tomarmos conhecimento da vontade de Deus acerca
de nós. Que em nosso coração, Jesus nos fale o que Deus quer
e espera de nós, para que possamos colaborar na construção
de seu Reino de justiça, paz e amor. Iniciemos este nosso
encontro invocando a Santíssima Trindade:
Em nome do Pai, do Filho...
"Devemos orar sempre, não até Deus nos ouvir,
mas até que possamos ouvir a Deus".
Papa Bento XVI reza na Capela do Santíssimo Sacramento
ao chegar ao Mosteiro de São Bento (São Paulo-SP), em 09/05/2007.
***
Eucaristia:
Alimento - Fortaleza - Amor - Doação
Neste momento especial de adoração a Deus, fixemos nosso
olhar na Eucaristia, o grande sinal da presença de Jesus
entre nós.
Jesus é o Pão da vida, nosso alimento. Ele mesmo nos diz:
"Tomai e comei: isto é o meu corpo". Jesus nos lembra o
grande amor do Pai por nós.
Deus nosso Pai quer se dar aos homens por meio de Jesus, presente na
Eucaristia. Eucaristia é alimento, fortaleza, amor, doação.
Jesus, aqui estamos porque vos amamos. Porque queremos ficar
mais perto de vós.
Deus é bom e misericordioso, compassivo e sempre pronto para
o perdão.
Senhor nosso Deus, queremos vos adorar como filhos amados.
Vinde com a força do vosso perdão, para que também saibamos perdoar
nossos irmãos.
Queremos vos pedir perdão, Senhor. Perdão por tantas coisas
que não deixam o vosso amor concretizar-se entre nós.
Queremos que o vosso perdão se torne vivo em nós. Somente
assim poderemos nos tornar "novas criaturas".
Acreditamos que o vosso perdão nos leva à transformação.
Perdão, Senhor, pelas injustiças generalizadas. O homem já
não se preocupa mais com a justiça. Importa-lhe somente a
exploração do irmão.
Perdão, Senhor, por não considerarmos os homens como nossos
irmãos. Prometemos renovar nossa vida!
Perdão, Senhor, pela nossa ganância. Eis um outro momento
difícil em que vivemos: a busca desenfreada do lucro. O
dinheiro e o lucro estão ocupando o vosso lugar em nós. As
pessoas estão pensando apenas em dinheiro e em lucro.
Perdão, Senhor, por não nos importarmos mais com a vida de
nossos irmãos.
Perdão, Senhor, pela nossa omissão. Nosso povo traz em si um
sofrimento desesperador. Muitos lutam para sobreviver. Não
são poucos os que desanimam. Nosso sistema social não é
justo, Senhor.
Perdão, Senhor, por não termos o espírito de
co-responsabilidade nesta nossa vida social.
Perdão, Senhor, pela nossa falta de interesse pela
comunidade. A esperança parece não ter lugar no meio de nós.
O
individualismo toma conta do social e do comunitário.
Perdão, Senhor, por nosso interesse pessoal estar sempre
acima do interesse comunitário.
Perdão, Senhor, pelo nosso individualismo. Muitas vezes as
coisas não dão certo em nossa vida pessoal e não percebemos
que ajudando nossos irmãos, somos ajudados.
Perdão, Senhor, por ainda não entendermos que o Reino de
Deus pregado por Jesus já começa aqui e agora, e não somente
após nossa morte.
Perdão, Senhor, por dizermos "não" constantemente ao projeto
do Reino de Deus entre nós. Este projeto é um presente de
Deus para nós, trazido por Jesus, mas Deus conta com a nossa
participação para que seu Reino de amor, justiça e paz
aconteça entre nós. Essa participação consiste em primeiro
entrarmos no Reino e, em seguida, ajudar outros a também
entrarem.
Perdão,
Senhor, por todos os nossos pecados pessoais, de nossas
famílias, dos casais, da comunidade, do mundo. Cada pecado
nosso nada mais é do que dizer "não" ao que Deus espera de
nós.
Senhor Jesus, Rei do universo, nós vos agradecemos pelo
vosso infinito amor por nós. Para não nos deixar órfãos,
instituístes, quando "chegou a vossa hora", junto aos vossos
apóstolos, na quinta-feira santa, a Divina Eucaristia.
O "Pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo"
(Jo 6,33). Jesus é o pão da vida que desceu do céu porque é
o Crucificado. Por isso, comer o pão é crer no Crucificado.
Precisamos nos alimentar de Jesus-Eucaristia para tendermos
à ressurreição. A nossa comunhão com Jesus é semelhante à
comunhão de vida que Ele tem com o Pai. Da mesma forma deve
ser nossa comunhão com os irmãos: um prolongamento da mesa
eucarística, que significa uma vida de interação, de
verdadeira união com os irmãos, de amor a Cristo, vivo em
cada um de nós. "Senhor, dai-nos sempre deste pão" (Jo
6,34).
Manifestemos a Jesus nossa confiança e nossa gratidão, pois
Ele é o nosso Rei. Ele se fez servo de todos e tornou-se
comida e bebida para nós: "O pão de Deus é aquele que desce
do Céu e dá vida ao mundo" (Jo 6,33).
"Senhor, dai-nos sempre deste pão". Vós sois o nosso
alimento, pão que nos sustenta. Vosso sangue é bebida que
nos sacia. Obrigado, Senhor!
Senhor Jesus Cristo, vós nos deixastes a garantia da
salvação eterna. Tornastes vosso Corpo em alimento - Pão que
nos sustenta - e vosso Sangue em vinho que nos sacia.
Sabemos que só poderemos assimilar o mistério da pessoa de
Jesus pela sua dimensão pascal. Encarnação, Redenção e
Eucaristia são três aspectos inseparáveis do mistério de
Jesus.
Senhor, criai em nós o desejo intenso e real de vos buscar
no sacrário, todos os dias. Para o sustento de nossa vida,
hoje na terra, e para sempre na vida eterna. Senhor, vinde
em nossa defesa! Não retireis de nós a vossa proteção!
Senhor Jesus, na vossa Palavra está escrito: "Todo aquele
que comer este pão ou beber o cálice indignamente, será réu
do corpo e do sangue do Senhor. Porque aquele que o come
indignamente, come e bebe para si a condenação, não
distinguindo o Corpo do Senhor" (1Cor 11,27). Seremos
indignos de receber o Corpo e o Sangue de Jesus sempre que
deixarmos de viver o amor aos irmãos, pois a nossa salvação
passa pela vida dos irmãos, pela nossa misericórdia para com
cada um deles. Por outro lado, a graça de Deus vem a cada um
de nós sempre por meio dos irmãos. Isto porque Deus não nos
quer egoístas, individualistas, não caridosos. A nossa
solidariedade nos torna mais felizes. Por outro lado, se
observarmos mais atentamente, Deus falará muito mais
conosco, se nos voltarmos aos caídos, restituindo-lhes a
vida, a dignidade, pois Deus se compadece de todos os
sofredores e quer que também sejamos compassivos com eles. A
linguagem da compaixão é a que Deus quer que usemos para com
os irmãos menos favorecidos.
Nós vos agradecemos, ó Deus, por nos terdes enviado Jesus
Cristo, vosso Filho, para nos salvar. Dai-nos conhecer vossa
força. A nossos corações, dai sabedoria. Olhai para vossos
servos, criaturas vossas. Cuidai de vossos filhos,
Senhor.
Anúncio do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João:
"Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão
viverá eternamente. E o pão, que eu de dar, é a minha carne
para a salvação do mundo". A essas palavras, o
s judeus discutiam entre si, dizendo: "Como pode este homem
dar-nos a sua carne a comer"? Jesus lhes respondeu, então:
"Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do
Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a
Vida em vós. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue,
tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a
minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira
bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue
permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai que vive em
mim, me enviou e eu vivo pelo Pai, também aquele que comer
de mim, viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu. Ele
não é como o que os pais comeram e pereceram; quem come este
pão viverá eternamente". Assim falou Jesus, ensinando em uma
sinagoga de Cafarnaum. Muitos de seus discípulos ouviram-no
e disseram: "Esta palavra é dura! Quem pode escutá-la?"
- Palavra da Salvação!
- Glória a vós, Senhor!
Reflexão
Estas
palavras de Jesus causaram muita polêmica. As pessoas
ficaram horrorizadas, considerando tudo como sendo uma
proposta descabida e atentatória à lei e aos costumes.
Na verdade, não entendiam que com estas “duras”
palavras, Jesus estava instruindo os fiéis a respeito
do mais substancioso dos sacramentos: a Eucaristia.
Com sabedoria e esmero, Ele eficazmente preparava o
povo para crer, amar e desejar o Sagrado Banquete que
se constituiu, já de início, no elemento essencial
para fortalecer na virtude e perseverança os cristãos
já batizados.
51
Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste
pão viverá eternamente. E o pão, que Eu hei de dar, é
a minha carne para a salvação do mundo.
Até
este versículo, em seus sermões e revelações Jesus
sempre apresentava os efeitos produzidos pelo “Pão” em
todos os que dignamente se alimentassem dEle. A partir
daqui, Jesus define a substância desse “Pão”, isto é,
o “elemento material do sacrifício”: não é só o “Pão
da Vida”, mas o “Pão Vivo”, que contém a vida em si
próprio. Trata-se realmente do “Pão” que “desceu do
céu”, porque é o Verbo de Deus que “se fez carne e
habitou entre nós” para comunicar-nos a vida que
estava nEle desde o princípio, desde toda a
eternidade. Portanto, há nesse “Pão Vivo” uma vida
eterna que confere àquele que dele se alimenta, o dom
de viver para sempre. Mas como as pessoas poderiam se
alimentar desse “Pão”?
Nos
tempos do Antigo Testamento, a pessoa para participar
de um sacrifício precisava comer da vítima oferecida.
Em sua infinita sabedoria, desde os primórdios da
antiguidade Deus aceitou o cerimonial do oferecimento
de vítimas e o modo de o povo participar desses
sacrifícios. O intuito de Deus com essa aceitação era
justamente preparar os homens para receberem os
benefícios da imolação do Cordeiro de Deus que tira os
pecados do mundo.
Assim, com antecedência de um ano Jesus anuncia que
dará a Santa Eucaristia sob as espécies de pão e de
vinho, afirmando que esse pão seria sua “carne para
salvação do mundo”. Naqueles tempos, segundo o sentido
judaico, carne e sangue designavam o homem completo.
Como a carne citada neste versículo é a de Jesus
Cristo, crucificada e imolada para a “salvação do
mundo”, podemos entender o caráter sacrifical da
Eucaristia contido nessa afirmação.
Como na
atmosfera semítica e até mesmo greco-romana daqueles
tempos, a pessoa para participar de um sacrifício
comia da vítima oferecida, isto é, ingeria a
substância material imolada, Jesus referia-se ao “pão”
e ao “vinho” como sendo “símbolos” de sua carne e
sangue que, mais tarde, seriam oferecidos
sacrificalmente na cruz. Os cristãos, então, para
participarem desse sacrifício da cruz, precisariam se
alimentar desse “pão” e “vinho”, substâncias estas que
simbolizam o “elementos materiais” oferecidos sobre o
altar: a carne e o sangue de Jesus, o Cordeiro de Deus
imolado com a finalidade de salvar toda a humanidade
das consequências do pecado.
52
A essas palavras, os judeus começaram a discutir,
dizendo: Como pode este homem dar-nos de comer a sua
carne?
Este
anúncio de Jesus foi realmente mais forte do que as
revelações feitas por Ele anteriormente. Podia, sim,
ser interpretada como possuindo um certo caráter de
antropofagia, daí ter produzido no povo que o ouvia
não mais mera murmuração, mas uma verdadeira celeuma.
Notemos como a atitude dos incrédulos daquela época
prenunciava o racionalismo de nossos dias.
53
Então Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos
digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não
beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós
mesmos.
Diante da reação do povo, Jesus ao invés de atenuar
sua afirmação, reforça-a, utilizando-se de um termo
que significava quase que um juramento: “em verdade
vos digo”. Fez isto para tornar sua afirmação ainda
mais clara e contundente. Para possuir essa “Vida”,
era indispensável que a pessoa “comesse sua carne” e
“bebesse seu sangue”. O povo não sabia, ainda, como
deveria comer essa carne e beber esse sangue; mas
Jesus deixa claro que quem não comer sua carne e beber
seu sangue, não terá a Vida em si.
54
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida
eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia.
Este
versículo especifica o tipo de vida dado a quem comer
a carne e beber o sangue de Jesus, o Cordeiro de Deus
imolado na cruz: vida divina (como a dEle); portanto,
vida eterna. Pelo Batismo somos incorporados a Cristo
e necessitamos ser alimentados por sua carne e seu
sangue, a fim de que possamos desenvolver, rumo à
plenitude, nossa vida divina e, portanto, eterna.
Jesus não prometeu a imortalidade a quem comesse sua
carne e bebesse seu sangue, mas deixou claro que o
ressuscitaria no último dia.
55
Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o
meu sangue, verdadeiramente uma bebida.
Neste versículo, o evangelista João se empenha em
evitar a menor dúvida sobre a presença real do corpo,
sangue, alma e divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo
na Eucaristia. Por isso, repetindo um conceito já
enunciado, entrega aos séculos futuros o importante
depoimento do que ouvira sobre o mais importante dos
Sacramentos.
56 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue
permanece em mim e Eu nele.
Para
os seres humanos, o alimento é essencial para o seu
crescimento, manutenção e saúde. Deus assim dispôs o
alimento para, entre outras razões, dar ao nosso
entendimento um símbolo dos efeitos da Eucaristia. A
Eucaristia produz na alma de quem a recebe, algo
análogo ao que ocorre quando os alimentos são
assimilados pelo organismo humano. Os benefícios do
alimento eucarístico, porém, não acontecem através de
uma simples permanência física de partículas que
simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, mas por meio
de um relacionamento íntimo e uma estreita união com o
nosso Salvador. Várias referências a essa permanência
mútua são encontradas ao longo do Evangelho de São
João.
57 Assim como o Pai que me enviou vive em mim, e Eu
vivo pelo Pai, assim também aquele que comer a minha
carne viverá por mim.
O
próprio autor e fonte da vida se entrega a nós como
alimento para nos sustentar. O corpo, sangue, alma e
divindade de Jesus Cristo, como verdadeira comida e
bebida, desenvolvem em nós a vida sobrenatural
começada pelo nosso Batismo. Da mesma maneira pela
qual Jesus recebe a Vida do Pai, nós a recebemos do
Filho. Essa Vida nos é concedida pela Graça, a qual
nos constitui formalmente filhos adotivos de Deus.
Pela Eucaristia, a graça santificante embebe
formalmente nossa alma, divinizando-a. Daí a afirmação
de Jesus: “Aquele que come a minha carne viverá por
mim”.
58 Este é o pão que desceu do Céu. Não como o maná que
vossos pais comeram e morreram. Quem come deste pão
viverá eternamente.
Devido à dureza de coração daqueles que o rodeavam,
Jesus explica, por comparação, a excelsitude do Pão
Eucarístico. Ao longo dos quarenta anos de travessia
do deserto, quantos judeus haviam se beneficiado do
maná! Entretanto, condenaram-se eternamente. Mas aos
que, nas condições exigidas, se alimentarem do
Sacramento da Eucaristia, Jesus promete a própria vida
eterna, a participação na Vida e gozo da Santíssima
Trindade.
Conclusão
Para
alegrar o nosso coração, procuramos muitas vezes
apoiar-nos nas criaturas, sejam elas parentes, amigos,
companhias para diversões etc. O apegar-se unicamente
às criaturas frequentemente nos traz novas e amargas
desilusões.
É no
Tabernáculo, na Eucaristia, onde verdadeiramente
podemos encontrar o júbilo ansiado por nossos
corações. Jesus mesmo afirmou: “Vinde a mim, vós todos
que estais aflitos sob o fardo, e Eu vos aliviarei”
(Mt 11,28).
Nosso único conforto está em Deus. É por isso que,
sobre a nossa vida no Céu, o Apocalipse diz: “Não
haverá mais morte, nem luto, nem grito, nem dor” (Ap
21,4), porque o próprio Deus enxugará as lágrimas de
seu povo.
Lembremo-nos
de que o Reino de Deus começa já aqui, na terra. Deus
enviou Jesus ao mundo justamente para nos trazer este
Reino. Aproximemo-nos, pois, freqüentemente da mesa da
Comunhão, sempre por meio de Maria, e seremos felizes
já nesta vida, pois para que o Reino de Deus aconteça
no meio de nós, Jesus precisa de nossa colaboração:
aderirmos a Ele para entrarmos no Reino já e, em
seguida, ajudarmos outros a também entrarem.
Este
é o sentido de Comunhão que a Eucaristia nos confere:
comunhão com Deus, através da comunhão com nossos
irmãos. Portanto, a nossa adesão a Jesus sempre fica
impedida diante de nosso individualismo, egoísmo,
fechamento sobre nós próprios.
"Amai-vos uns aos outros, como eu vos tenho amado" (Jo
13, 14).
Jesus, vós nos prometestes o vosso corpo e sangue, como
sinais vivos de nossa salvação. Já caminhamos bastante, mas
ainda não o suficiente para vos amar de todo o coração. Há
muitos irmãos nossos jogados à própria sorte na vida. Há
muitos irmãos nossos sem a mínima condição de vida.
Senhor, queremos ser mais fraternos!
Jesus, vós sois o pão vivo repartido entre nós. Em nossa
sociedade brasileira, estamos marcados pela ganância de
poucos. Por causa disso, muitos labutam para conseguir um
pouco de pão. A justiça não mora entre nós.
Senhor, ensinai-nos a repartir!
Pão é sinal de vida. Falta de pão é morte. A Eucaristia é o
pão vivo, é o próprio Jesus entregando-se a nós. Por isso,
cada comunhão que recebemos exige isto de nós: que passemos
a gerar VIDA onde existe morte, ESPERANÇA onde há desânimo,
ALEGRIA onde reina tristeza.
Senhor, queremos gerar vossa vida no meio da humanidade!
O homem nunca pode perder de vista a pessoa do outro. É para
isto que existimos: somos chamados para AMAR AS PESSOAS.
Quando o egoísmo toma conta de nós, perdemos de vista a
necessidade que há no outro. Nossa sociedade é egoísta.
Interessa-nos mais o que o outro produz, não a sua pessoa.
Senhor, queremos enxergar-vos no rosto de nosso irmão.
Na mesa da Eucaristia nos comprometemos a andar junto com o
outro. Se há no mundo a grande diferença entre ricos e
pobres, é porque certamente ainda não ouvimos e vivemos a Palavra de
Jesus. Se Jesus se faz presente em nosso meio, é para que
não vivamos indiferentes uns aos outros, e sim em comunhão,
como o próprio Jesus nos ensinou.
Senhor, queremos viver a justiça e o amor em nosso meio!
Não é fácil, Senhor, olhar este mundo e ficar parado. Vossa
presença em nós exige e nos força a sairmos de nós mesmos e
assumirmos uma atitude concreta no mundo. Não podemos ficar
parados. Não podemos ficar calados. A situação real que
vivemos nos obriga a assumirmos o evangelho, para valer, e
lutarmos contra tudo o que faz o homem sofrer.
Senhor, queremos lutar com as armas da justiça, do amor, da
esperança!
Coloquemos diante de Jesus Sacramento as nossas preces. É o
Senhor que acolhe e recolhe nossas preces e nossas
vidas. Humildes e confiantes, rezemos:
- Por todos os que sofrem perseguições.
-
Deus da vida, acolhei a nossa prece!
- Por todos os doentes.
-
Deus da vida, acolhei a nossa prece!
- Por todos os que não acreditam na presença de Jesus na
Eucaristia.
-
Deus da vida, acolhei a nossa prece!
- Para que os homens se voltem à fraternidade.
-
Deus da vida, acolhei a nossa prece!
- Para que os pobres sejam beneficiados pela justiça.
-
Deus da vida, acolhei a nossa prece!
- Para que nossos governantes governem com justiça.
-
Deus da vida, acolhei a nossa prece!
- Por todos os jovens que não se preocupam com seu futuro.
-
Deus da vida, acolhei a nossa prece!
- Por todos que precisam constantemente de nossas orações.
-
Deus da vida, acolhei a nossa prece!
- Por todos os que sofrem as desventuras de nosso tempo.
-
Deus da vida, acolhei a nossa prece!
Deus e Senhor nosso, Pai de todos os homens, ouvi a nossa
oração e a de todos os nossos irmãos. Vós, que sois o Senhor
da vida, aumentai em nós o amor e a esperança! Que o nosso
coração se abrase com a vossa presença no meio de nós.
Amém.
Rezemos também pelas Vocações Sacerdotais e Vidas
Consagradas.
Senhor, queremos falar bem de perto ao vosso coração de Pai.
Queremos que a vossa pessoa seja continuada e presenciada no
meio de nós, pelos sacerdotes e por aqueles que deixam tudo
por causa de vosso Reino. A Igreja precisa da presença de
pessoas dedicadas, sinceras e dispensadoras de vossos dons.
Aumentai, ó Pai, no meio de nós, a vocação à vida sacerdotal
e consagrada. Que tenhamos sacerdotes santos, homens fiéis a
vós, ao vosso Reino e ao vosso povo! Tudo isso nós vos
pedimos, humildes e confiantes, por intercessão de Maria,
Mãe de Jesus, e por vosso Filho que convosco vive e
reina, na unidade do Espírito Santo. Amém.
Elevemos a Deus Pai o nosso compromisso de fé nesse Jesus
que se dá a nós, como alimento, como Pão Vivo descido do
Céu, repartido entre os seus filhos, para que não haja mais
privações entre o seu povo que caminha nessa estrada dura e
fria da vida.
Senhor, queremos crescer mais em nossa fé. Sem fé não
podemos viver. Sem vós não podemos caminhar nem fazer
presente o vosso Reino no meio de nós.
Senhor, colocamos em vós a nossa disposição de acolher e
servir melhor nossos irmãos! Servi-los na justiça, na
fraternidade, no gesto concreto de amor!
Jesus, vós sois a Palavra eterna do Pai. Sem vós nada
podemos fazer. E convosco nada temos a temer. Sois nosso
companheiro e nosso guia. Por isso, prometemos vivenciar
vossa palavra na nossa vida de comunidade. Viver e fazer
comunidade hoje é o grande desafio que o mundo nos propõe,
quando o individualismo toma conta de nós.
Senhor, fazei-nos crescer na vida de comunhão, na palavra
vivida, no gesto amigo e cordial com aquele que sofre, com o
abandonado, com o necessitado!
Jesus, vosso grande amor para com cada um de nós nos obriga
a ser a mão aberta que acolhe com serenidade e compaixão
aqueles que são vítimas da opressão, da dominação, da
guerra...
Queremos, Senhor, acolher e abraçar o nosso irmão menos
favorecido.
Jesus, vós nos dais a paz e a sociedade nos obriga a ser de
guerra. Nosso sistema social é desumano e injusto, Senhor.
Deixa em nosso continente uma multidão de famintos de pão,
de escola, de hospital, de casa própria, de vida digna de
gente.
Senhor, sabemos que a justiça é própria do vosso reino. Vós
sois o Pão vivo e verdadeiro. Invadi todo o nosso ser! Assim
compreenderemos a necessidade de sermos justos!
Jesus, vós sóis nosso amigo, companheiro inseparável.
Ficamos felizes aqui diante de vós. Vossa presença invade
todo nosso ser. Com vossa presença amiga e certa no meio de
nós e unidos na Comunidade, somos e nos sentimos Igreja.
Queremos vos ter em nosso coração, vos ver em nosso irmão e
vos viver na família e na Comunidade.
Senhor, Deus de vida e de amor, não estamos sozinhos. Vós
estais conosco! Vossa presença amorosa, amiga e certa nos dá
gosto à vida, à comunidade, ao compromisso! Continuaremos
unidos, porque vós estais conosco! Amém!
O Profeta Isaías anuncia para nós: "Procurem a Deus enquanto
se deixa encontrar" (Is 55,6).
Senhor, criai em nós um desejo intenso de buscar vossa
presença, de encontrar-vos especialmente neste Sacramento da
Eucaristia, sustento da nossa vida. Vinde em nossa defesa e
não retireis de nós a vossa proteção.
Contemplando a realidade da presença de Jesus ressuscitado
neste Sacramento, sentimos aumentar a confiança nele.
Rezemos:
Senhor, dai-nos perceber vossa força. Concedei-nos a verdade
e a sabedoria. Olhai os vossos servos. Vós sois o nosso
salvador!
Durante a última ceia, Jesus deixou-nos a maior prova de
amor.
Fazei, Senhor, que seguindo vossos passos cheguemos à glória
da ressurreição.
O apóstolo Tiago, na sua carta, deixou-nos alguns conselhos:
"Confessem mutuamente os próprios pecados, rezem uns pelos
outros para ser curados. A oração do justo, feita com
insistência, tem muita força" (Tg 5,16).
Senhor, tornai-nos capazes de perdoar sempre. Fazei-nos um
instrumento de vossa paz. Obrigado pela Eucaristia,
"sacrifício que nos reconcilia convosco".
Oração individual, espontânea...
*
No silêncio profundo
Senhor, teríamos ainda muito a vos apresentar:
agradecimentos, queixas, pedidos de socorro de toda espécie,
mas queremos agora permanecer em silêncio. Vós conheceis
bem nosso coração e depositamos em vossas mãos todas as
nossas necessidades, contando com a vossa infinita misericórdia.
Este é o momento mais importante de nossa Adoração.
Que
neste silêncio, Jesus, possamos vos ouvir.
Do céu nos
destes o Pão
que contém todo
sabor
Oração Final
Participando
do Sacramento do Corpo e Sangue de vosso Filho, nós vos
suplicamos, ó Deus, que nos façais crescer em caridade a
Eucaristia que Ele nos mandou realizar em sua memória. Por
Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do
Espírito Santo!
Amém.
Rezemos pelas intenções do nosso Papa:
Pai Nosso... Ave Maria... Glória...
Para que Jesus Sacramentado seja amado, louvado, adorado,
honrado e servido no mundo inteiro, rezemos ao Senhor!
Senhor, acolhei a nossa prece!
Para que Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, seja honrada,
amada e venerada por todos os seus filhos, rezemos ao
Senhor!
Senhor, acolhei a nossa prece!
Graças e louvores sejam dados a todo momento.
Ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento, em todos os
tabernáculos do mundo, até a consumação dos séculos.
Jesus manso e humilde de coração.
Fazei nosso coração semelhante ao vosso.
L
ouvado
seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
Para sempre seja louvado!
Nossa Senhora do Carmo.
Rogai por nós!
Que derramem-se sobre nós as bênçãos de Deus Todo-Poderoso: Pai,
Filho e Espírito Santo.
Amém!
Permaneçamos
em paz e o Senhor nos acompanhe sempre!
Graças a Deus!
- Bendito seja Deus.
- Bendito seja o seu santo nome.
- Bendito seja Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro
homem.
- Bendito seja o nome de Jesus.
- Bendito seja o seu sacratíssimo coração.
- Bendito seja o seu preciosíssimo sangue.
- Bendito seja Jesus no Santíssimo Sacramento do altar.
- Bendito seja o Espírito Santo Paráclito.
- Bendita seja a grande Mãe de Deus, Maria Santíssima.
- Bendita seja sua santa e imaculada conceição.
- Bendita seja sua gloriosa assunção.
- Bendito seja o nome de Maria, virgem e mãe.
- Bendito seja São José, seu castíssimo esposo.
- Bendito seja Deus nos seus anjos e nos seus santos.
Uma
Luz no caminho...
A fé comove nosso
interior, toca fundo, transforma, edifica, esclarece. A luz divina e o
amor puro captados pela fé removem as impurezas da alma e
nela injetam claridades e valores novos. O caminho se
ilumina. Ninguém nunca permanece o
mesmo depois de um contato com Deus. Não estamos sozinhos.
Jesus caminha conosco nesta difícil estrada rumo à
eternidade.