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Adoração ao Santíssimo Sacramento

(sugestão de orações e reflexões)

*

 


Nota: Não há necessidade de se permanecer de joelhos durante a adoração. Para adorar a nosso Deus, o importante é a atitude do coração. Cada pessoa deve adotar a posição que melhor lhe convier, conforme suas convicções. A adoração ao Santíssimo Sacramento consiste em permanecermos alguns minutos diante de Jesus presente na Divina Eucaristia, para agradecer, pedir, aprender a viver melhor.

 

 

 

 

 

 

 

A mais sublime prece

 

Diz um conto popular que certa vez Deus convidou um rabino para conhecer o céu e o inferno. Ao abrirem a porta do inferno, viram uma sala em cujo centro havia um caldeirão onde se cozinhava uma suculenta sopa. Em volta dela, estavam sentadas pessoas famintas e desesperadas. Cada uma dessas pessoas segurava uma colher de cabo tão comprido que lhes permitia alcançar o caldeirão, mas não suas próprias bocas. O sofrimento era imenso.

Em seguida, Deus levou o rabino para conhecer o céu. Entraram em uma sala idêntica à primeira, havia o mesmo caldeirão, as pessoas em volta, as colheres de cabo comprido. A diferença é que todos estavam saciados.


- Eu não compreendo, disse o rabino, por que estas pessoas estão felizes, enquanto na outra sala morrem de aflição, se é tudo igual?

Deus sorriu e respondeu:
- Você não percebeu? É porque aqui eles aprenderam a dar comida uns aos outros.

 

*  *  *

 

 

Jesus fica contente quando fazemos nossas orações diante do sacrário, contanto que essas preces tenham por objetivo nos preparar para realizarmos o que Ele espera que realizemos no dia-a-dia: amarmo-nos uns aos outros. Aos olhos de Deus, de nada adianta passarmos boa parte do tempo rezando na capela do Santíssimo e sairmos da igreja comportando-nos de maneira contrária aos ensinamentos cristãos.

 

“De que aproveita, irmãos, que alguém diga que tem fé, se não tiver obras de fé? Acaso essa fé poderá salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e precisarem de alimento quotidiano, e um de vós lhes disser: ‘Ide em paz, tratai de vos aquecer e de matar a fome’, mas não lhes dais o que é necessário ao corpo, de que lhe aproveitará? Assim também é a fé: se ela não tiver obras, está completamente morta. Mais ainda: poderá alguém alegar sensatamente: ‘Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me então a tua fé sem obras, que eu, pelas minhas obras, te mostrarei a minha fé’. (…) Assim como o corpo sem alma está morto, assim também a fé sem obras está morta” (Tg 2, 14-17.26).

 

Deus criou o mundo por amor e não para que as criaturas passassem necessidades. De acordo com os planos de Deus, todos os seres vivos foram criados para viver em harmonia e paz, reunidos cada qual de acordo com suas espécies, a fim de que um semelhante ajude o outro na manutenção da obra da criação. Por isso vivemos em família, comunidade, sociedade. A intenção de Deus sempre foi e será a solidariedade entre as criaturas, a fim de que ninguém passe por dificuldades. É inútil ao ser humano desejar viver isolado de seus semelhantes, porque isto seria contrário à sua própria natureza.

 

A partir do momento em que o homem quebrou a harmonia inicial, os sofrimentos tornaram-se uma constante na vida humana. Mas Deus não desistiu de seu sonho. Enviou-nos Jesus Cristo para restaurar no mundo o que havia sido quebrado. E Jesus, então, começou a ensinar as pessoas a voltarem a se amar umas às outras, isto é, deixarem de lado as diferenças pessoais de cada uma, e ajudarem-se mutuamente para que seja instaurado o reino de paz e harmonia que será sempre o desejo de Deus para seus filhos.

 

Por mais que a cultura atual nos estimule à prática do individualismo e egoísmo, dificilmente viveremos bem e felizes, isolando-nos e ignorando sofrimentos alheios. Passamos a vida toda reunidos em diferentes grupos porque esta é a vontade de Deus. Estamos aqui porque precisamos amar uns aos outros, como Jesus nos amou. Esta é a condição para a felicidade que todo mundo busca. Sem amor é impossível a conquista de tal felicidade.

 

Em todos os tempos, o ser humano em seus sofrimentos clamou ao Criador. Principalmente nos dias de hoje, apesar de não sermos habituados a louvar e agradecer a Deus por tantas graças recebidas e que sequer percebemos que recebemos, temos grande necessidade de nos aproximar d'Ele para reclamar, implorar, suplicar, pedir socorro em meio às dificuldades. Há coisas que Deus nos concede mesmo sem pedirmos, e há coisas que o Pai nos concede somente quando recorremos a Ele. Ele quer que dependamos d'Ele para que evitemos cair na ilusão de recorrer a outros deuses que não promovem vida, tais como a busca desenfreada por dinheiro e lucro, os prazeres da sensualidade, as drogas e muitos outros deuses que, quando idolatrados, estimulam culturas contrárias ao reino de amor e paz para o qual fomos criados.

 

Quando recorremos ao nosso Deus em busca de determinada graça, Ele atende nossos pedidos de acordo com a fé que temos. Daí precisarmos ajudar uns aos outros para sermos ajudados. Se não ajudamos, não temos fé. Logo, orações sem fé não têm utilidade nenhuma, não servem para nada. Talvez seja por esta razão que tantos rezam tanto e não são atendidos. Qualquer prece feita sem fé pode ser comparada à folha seca que é jogada ao vento. Somente folhas verdes têm vida. Ter fé implica vida, movimento, ação. Libertemo-nos da ilusão de que pedir com fé significa ficar esperando cair do céu o que pedimos. Deus criou o ser humano para colaborar com Ele em sua obra. Ninguém colabora ficando parado ou de braços cruzados, esperando milagres acontecerem.

 

Não são raras as vezes em que ficamos mergulhados em nossos sofrimentos, focados exclusivamente nas dificuldades que estamos enfrentando e, por mais que rezemos, parece que não conseguimos vislumbrar solução nenhuma para o que nos aflige. Porém, basta que deixemos de lado as preocupações conosco mesmos e nos dediquemos a auxiliar alguém, e quando menos esperamos percebemos que nosso problema foi solucionado. Coincidência? Se ajudamos o próximo com a intenção de fazer bonito aos olhos de Deus só para alcançarmos uma determinada graça, pode ter sido coincidência, sim. Mas se nossa ajuda foi desprovida de qualquer interesse diferente do de realmente ser solidário com quem sofre, não foi coincidência, mas provavelmente solidariedade.

 

Jesus veio ao mundo justamente para nos ensinar isto: a prática da solidariedade uns para com os outros, a começar para com Deus. Devemos em primeiro lugar amar a Deus sobre todas as coisas, isto é, fazer a sua vontade, viver de acordo com seus ensinamentos; e em segundo lugar amar ao próximo como amamos a nós mesmos. Quando a pessoa gosta de si mesma procura fazer tudo o que é correto, digno e agradável aos olhos de Deus e sabe perfeitamente que não deve fazer ao próximo o que não gostaria que lhe fizessem. O "Amai-vos uns aos outros" se traduz em solidariedade e respeito de uns para com os outros.

 

A solidariedade, portanto, é a chave que nos remete à paz e felicidade nesta vida e também na vida futura. Neste ambiente capitalista em que vivemos hoje, no qual se valoriza apenas o lucro e o "levar vantagem em tudo",  são muitos os que pensam e agem como se fossem viver para sempre neste mundo. Não, a nossa verdadeira pátria é outra, e para lá levaremos apenas bens espirituais. Deste mundo não levaremos nada de material. Ficará tudo aqui: dinheiro, títulos, herança, poderes políticos, poderes culturais e outros poderes do mundo de agora.

 

Deus, porém, não tem nada contra os bens deste mundo. Os bens espirituais que levamos para a outra vida são justamente o resultado da utilização boa ou má dos bens que possuímos agora. Se utilizamos bem esses bens terrenos, teremos bagagem para levar para a eternidade. Se utilizamos mal, chegaremos lá de mãos vazias. É por isso que "a quem tem será dado ainda mais, e terá em abundância; mas a quem não tem até o que tem lhe será tirado" (Mt 13,12). Ou seja, tratemos de multiplicar nossos bens terrenos em bens espirituais. Como fazer isto? Utilizando bem os bens.

 

Deus se compraz quando multiplicamos nossos bens atuais, sejam eles quais forem, e os transformamos em bens espirituais. Todos nós de alguma maneira possuímos certos bens: são os dons e talentos que o Pai nos concedeu e que têm a finalidade de tornar melhor a nossa própria vida terrena e também a do semelhante que porventura vier a precisar de nós. Se não podemos ajudar alguém de um jeito, provavelmente podemos de outro. Não existe ninguém totalmente desprovido de possibilidades para ajudar seu próximo. Engana-se quem pensa que caridade é feita somente por quem tem dinheiro sobrando.

 

Assim, para que tenhamos o que levar para a eternidade, e também para que nossa vida terrena seja beneficiada, seja qual for o bem ou "poder" de que dispomos atualmente, utilizemo-lo em nosso próprio benefício e também em benefício do irmão ou irmã que precisa de nós. Deus conta com nossa colaboração para instaurar na terra o reino de paz cuja harmonia foi um dia quebrada. É assim que colaboramos com o Criador, cada qual com o "poder" que possui. Foi para isto que nos foram concedidos dons, talentos e mesmo bens materiais.

 

Muitas são as situações em que podemos colaborar com o Criador em seu plano de amor. Podemos amparar os que sofrem, socorrer os necessitados, dar de comer a quem tem fome, agasalhar os desnudos, ajudar a velhice para que não sofra o abandono social e familiar que assistimos quase todo dia, amparar a criança para que ela não fique mendigando na rua e cresça aprendendo a amar a sociedade, ter respeito para com as pessoas à nossa volta, e muitas outras ações em prol de quem necessita. Enfim, são muitas as formas de praticarmos o "Amai-vos uns aos outros".

 

No entanto, não imitemos os antigos hipócritas das sinagogas e ruas (cf.Mt 6,2) ou, interpretando erroneamente o popular "fazer o bem sem olhar a quem", sairmos distribuindo esmolas sem sequer olhar o rosto da pessoa a quem estamos auxiliando. Isto não teria nada do "Amai-vos uns aos outros". Seria apenas uma formalidade mecânica de cumprir o mandamento do amor, sem se dar conta de que a verdadeira solidariedade vem sempre acompanhada de atenção, dignidade e respeito. E para isto, temos que "olhar", sim, para quem estamos fazendo o bem, a fim de evitarmos humilhar ainda mais quem se encontra na incômoda e difícil condição de pedinte ou necessitado.

 

Assim, quando oferecermos ao irmão ou irmã carente o pão e o agasalho ou qualquer outro auxílio, ofereçamos também amor verdadeiro, isto é, atenção, dignidade, respeito. Assim como esperamos e gostamos de ser respeitados em nossas necessidades (inclusive por Deus), mostremos à pessoa que necessita de nós o quanto ela é respeitada. Esta é a maior prece que deve acompanhar qualquer pedido pessoal que dirigirmos a Deus em nossas orações, pois torna-nos merecedores da atenção, respeito e ajuda por parte do Pai.

 

Jesus sabe que o "Amai-vos uns aos outros" não é nada fácil e muitas vezes exaure nossas forças, tira-nos a paciência, nos faz desanimar. As pessoas são diferentes umas das outras e parece que temos sempre a pretensão de que todos pensem e sejam como nós. No entanto, não podemos exigir que nenhum parente, amigo ou qualquer outra pessoa seja do jeito que queremos ou gostaríamos que fosse. Quando nos alimentamos com o Pão da Palavra, Jesus nos ensina a entender as pessoas em suas limitações, lembrando-nos sempre de que todos nós somos limitados. Na Eucaristia Ele nos dá a si mesmo em alimento que nos fortalece, anima e impele a seguir em frente superando obstáculos que nos impedem de vivermos todos como irmãos, como é da vontade do Pai.

 

Portanto, se queremos ser ajudados por Deus (e todos sabemos que precisamos muito da ajuda divina), ajudemos uns aos outros. Se dizemos que amamos a Jesus, demonstremos este amor por meio da caridade. Jesus faz milagres, sim, mas através das mãos de seus colaboradores que somos nós, que cultivamos de fato uma fé viva, e não a fé semelhante à folha seca que não serve para mais nada. É nisto que consiste o “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,12) e também o “Buscai em primeiro lugar as coisas do céu e as da terra lhe serão dadas por acréscimo” (Mt 6,31.33). Aceitemos o convite de Jesus. Caminhemos confiantes ao lado de Nosso Senhor. Adoremos a nosso Deus.

***

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Atualização do Mistério da Fé

 

Um dia antes de sua morte na cruz, Jesus quis celebrar uma Ceia de despedida com os apóstolos. Depois de lavar os pés de seus discípulos, Ele celebrou a primeira Missa. Pegou um pão e disse: “Tomai e comei todos vós: isto é o meu corpo”. Partiu o pão e o distribuiu a cada dos apóstolos. Depois pegou um cálice com vinho e disse: “Tomai e bebei. Este é o cálice do meu sangue, sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por vós”. E completou: “Fazei isto em memória de mim”. Foi assim que os apóstolos receberam pela primeira vez a Eucaristia. E foi assim também que Jesus deu aos apóstolos o poder para celebrarem a Missa em sua memória (cf Lc 22,14-20).

 

A Missa, portanto, é o louvor mais importante que prestamos a Deus, por isso devemos participar desta celebração com muito amor, respeito e devoção. Assistir à Missa apenas não basta para que nos alimentemos com o "Pão do Céu" que nos é oferecido. É preciso que participemos deste banquete, aproximemo-nos de Jesus e aprendamos com Ele a realizar a parte que nos cabe na concretização do Reino de Deus ainda nesta terra. Foi para isto que Jesus veio ao mundo: para nos ensinar a colaborarmos com Ele na construção de um mundo melhor - o Reino de Deus. A salvação nos foi dada, mas Deus conta com nossa colaboração. Por isso precisamos nos alimentar deste banquete sagrado, para bem realizarmos a nossa tarefa.

 

Muita gente diz que não tem necessidade de ir à Missa, porque já reza em casa e louva ao Senhor do mesmo jeito. Rezar em casa é excelente, sim, mas para complementar a oração que fazemos em comunidade. Jesus mesmo diz que “onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles” (Mt 28,20). Assim, em torno da mesa eucarística encontra-se toda uma comunidade reunida para professar a fé no Salvador de todos nós.

 

Durante muito tempo o povo implorava a Deus que enviasse ao mundo um Salvador que tornasse a vida melhor. Quando um doente está sofrendo dores agudas geralmente necessita da ajuda de terceiros para amenizar de alguma forma seu sofrimento. Essa ajuda tanto pode vir de longe, quando alguém telefona, por exemplo, estimulando esse doente com palavras confortadoras, ou então enviando dinheiro por internet banking; ou vir de perto, quando alguém chega à presença do doente e presta-lhe pessoalmente os cuidados necessários à recuperação de sua saúde.

 

Deus poderia muito bem ter operado a salvação de outra forma. Porém, o Pai amou tanto a humanidade, que não quis salvá-la de longe, mas enviou Jesus para amenizar bem de perto o sofrimento humano. O povo naquela época esperava por um Messias dominador, mas Deus enviou ao mundo um Messias humilde e servidor. Jesus é o Messias que coloca-se a serviço do povo para salvar, redimir, ensinar o caminho da vida através do amor que dá sentido a tudo o que acontece, inclusive aos sofrimentos que fazem parte da vida humana.

 

Para amenizar nossas dores, Jesus fez-se humano como nós, entrou em nossa humanidade para nos salvar de perto. Foi solidário conosco, experimentando sofrimentos que Ele não merecia, pois nunca cometera pecado. O sofrimento de cada um de nós é meramente humano, mas o sofrimento de Jesus além de humano é divino. Ele é o Filho de Deus que sofre e pode nos salvar, porque compreende a dimensão de nossa miséria. Fazendo-se servo, Jesus por amor a nós ofereceu-se para morrer em nosso lugar.

 

A Eucaristia é o memorial da Paixão, Morte e Ressurreição de nosso Salvador. A cada celebração deste Mistério da Fé, nós o atualizamos e aumentamos a nossa fé. Sem esta atualização constante, nossa fé pode diminuir. A participação na Eucaristia, se não nos aumenta a fé, ao menos conserva a que já temos. É assim que somos alimentados com o “Pão descido do Céu” e adquirimos forças para continuarmos caminhando, sem desanimarmos diante das adversidades de nosso tempo.

 

O Filho de Deus se fez humano como cada um de nós. Conheceu bem de perto os nossos anseios, necessidades, dificuldades, dúvidas, medos. Ele sofreu e morreu por nós, mas para continuar sempre ao nosso lado, ressuscitou e se faz presente no Sacramento da Eucaristia. Não deixemos, portanto, de prestar a Jesus todo o louvor que Ele merece. Reunamo-nos com frequência em torno da mesa eucarística e habituemo-nos também a adorarmos o Santíssimo Sacramento, para agradecer a Deus os benefícios recebidos, implorar o perdão dos pecados, pedir graças e favores.

 

Iniciemos agora nosso momento especialmente reservado para estarmos diante de Jesus presente no Santíssimo Sacramento. Este é um momento de oração e reflexão, de confidência com Deus. É um momento de encontro pessoal com Jesus, para falarmos com Ele, e também para O escutarmos e tomarmos conhecimento da vontade de Deus acerca de nós. Que em nosso coração, Jesus nos fale o que Deus quer e espera de nós, para que possamos colaborar na construção de seu Reino de justiça, paz e amor. Iniciemos este nosso encontro invocando a Santíssima Trindade:

 

Em nome do Pai, do Filho...

 

 

 

 

 

 

 

 

"Devemos orar sempre, não até Deus nos ouvir,

mas até que possamos ouvir a Deus".

 

Papa Bento XVI reza na Capela do Santíssimo Sacramento

ao chegar ao Mosteiro de São Bento (São Paulo-SP), em 09/05/2007.

 

 

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 Eucaristia:

 Alimento - Fortaleza - Amor - Doação

 

 

Neste momento especial de adoração a Deus, fixemos nosso olhar na Eucaristia, o grande sinal da presença de Jesus entre nós.

 

Jesus é o Pão da vida, nosso alimento. Ele mesmo nos diz: "Tomai e comei: isto é o meu corpo". Jesus nos lembra o grande amor do Pai por nós.

 

Deus nosso Pai quer se dar aos homens por meio de Jesus, presente na Eucaristia. Eucaristia é alimento, fortaleza, amor, doação.

 

Jesus, aqui estamos porque vos amamos. Porque queremos ficar mais perto de vós.

 

Deus é bom e misericordioso, compassivo e sempre pronto para o perdão.

 

Senhor nosso Deus, queremos vos adorar como filhos amados. Vinde com a força do vosso perdão, para que também saibamos perdoar nossos irmãos.

 

Queremos vos pedir perdão, Senhor. Perdão por tantas coisas que não deixam o vosso amor concretizar-se entre nós. Queremos que o vosso perdão se torne vivo em nós. Somente assim poderemos nos tornar "novas criaturas".

 

Acreditamos que o vosso perdão nos leva à transformação.

 

Perdão, Senhor, pelas injustiças generalizadas. O homem já não se preocupa mais com a justiça. Importa-lhe somente a exploração do irmão.

 

Perdão, Senhor, por não considerarmos os homens como nossos irmãos. Prometemos renovar nossa vida!

 

Perdão, Senhor, pela nossa ganância. Eis um outro momento difícil em que vivemos: a busca desenfreada do lucro. O dinheiro e o lucro estão ocupando o vosso lugar em nós. As pessoas estão pensando apenas em dinheiro e em lucro.

 

Perdão, Senhor, por não nos importarmos mais com a vida de nossos irmãos.

 

Perdão, Senhor, pela nossa omissão. Nosso povo traz em si um sofrimento desesperador. Muitos lutam para sobreviver. Não são poucos os que desanimam. Nosso sistema social não é justo, Senhor.

 

Perdão, Senhor, por não termos o espírito de co-responsabilidade nesta nossa vida social.

 

Perdão, Senhor, pela nossa falta de interesse pela comunidade. A esperança parece não ter lugar no meio de nós. O individualismo toma conta do social e do comunitário.

 

Perdão, Senhor, por nosso interesse pessoal estar sempre acima do interesse comunitário.

 

Perdão, Senhor, pelo nosso individualismo. Muitas vezes as coisas não dão certo em nossa vida pessoal e não percebemos que ajudando nossos irmãos, somos ajudados.

 

Perdão, Senhor, por ainda não entendermos que o Reino de Deus pregado por Jesus já começa aqui e agora, e não somente após nossa morte.

 

Perdão, Senhor, por dizermos "não" constantemente ao projeto do Reino de Deus entre nós. Este projeto é um presente de Deus para nós, trazido por Jesus, mas Deus conta com a nossa participação para que seu Reino de amor, justiça e paz aconteça entre nós. Essa participação consiste em primeiro entrarmos no Reino e, em seguida, ajudar outros a também entrarem.

 

Perdão, Senhor, por todos os nossos pecados pessoais, de nossas famílias, dos casais, da comunidade, do mundo. Cada pecado nosso nada mais é do que dizer "não" ao que Deus espera de nós.

 

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Agradecimento

 

Senhor Jesus, Rei do universo, nós vos agradecemos pelo vosso infinito amor por nós. Para não nos deixar órfãos, instituístes, quando "chegou a vossa hora", junto aos vossos apóstolos,  na quinta-feira santa, a Divina Eucaristia. O "Pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo" (Jo 6,33). Jesus é o pão da vida que desceu do céu porque é o Crucificado. Por isso, comer o pão é crer no Crucificado. Precisamos nos alimentar de Jesus-Eucaristia para tendermos à ressurreição. A nossa comunhão com Jesus é semelhante à comunhão de vida que Ele tem com o Pai. Da mesma forma deve ser nossa comunhão com os irmãos: um prolongamento da mesa eucarística, que significa uma vida de interação, de verdadeira união com os irmãos, de amor a Cristo, vivo em cada um de nós. "Senhor, dai-nos sempre deste pão" (Jo 6,34). Manifestemos a Jesus nossa confiança e nossa gratidão, pois Ele é o nosso Rei. Ele se fez servo de todos e tornou-se comida e bebida para nós: "O pão de Deus é aquele que desce do Céu e dá vida ao mundo" (Jo 6,33).

 

"Senhor, dai-nos sempre deste pão". Vós sois o nosso alimento, pão que nos sustenta. Vosso sangue é bebida que nos sacia. Obrigado, Senhor!

 

Senhor Jesus Cristo, vós nos deixastes a garantia da salvação eterna. Tornastes vosso Corpo em alimento - Pão que nos sustenta - e vosso Sangue em vinho que nos sacia. Sabemos que só poderemos assimilar o mistério da pessoa de Jesus pela sua dimensão pascal. Encarnação, Redenção e Eucaristia são três aspectos inseparáveis do mistério de Jesus.

 

Senhor, criai em nós o desejo intenso e real de vos buscar no sacrário, todos os dias. Para o sustento de nossa vida, hoje na terra, e para sempre na vida eterna. Senhor, vinde em nossa defesa! Não retireis de nós a vossa proteção!

 

Senhor Jesus, na vossa Palavra está escrito: "Todo aquele que comer este pão ou beber o cálice indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor. Porque aquele que o come indignamente, come e bebe para si a condenação, não distinguindo o Corpo do Senhor" (1Cor 11,27). Seremos indignos de receber o Corpo e o Sangue de Jesus sempre que deixarmos de viver o amor aos irmãos, pois a nossa salvação passa pela vida dos irmãos, pela nossa misericórdia para com cada um deles. Por outro lado, a graça de Deus vem a cada um de nós sempre por meio dos irmãos. Isto porque Deus não nos quer egoístas, individualistas, não caridosos. A nossa solidariedade nos torna mais felizes. Por outro lado, se observarmos mais atentamente, Deus falará muito mais conosco, se nos voltarmos aos caídos, restituindo-lhes a vida, a dignidade, pois Deus se compadece de todos os sofredores e quer que também sejamos compassivos com eles. A linguagem da compaixão é a que Deus quer que usemos para com os irmãos menos favorecidos.

 

Nós vos agradecemos, ó Deus, por nos terdes enviado Jesus Cristo, vosso Filho, para nos salvar. Dai-nos conhecer vossa força. A nossos corações, dai sabedoria. Olhai para vossos servos, criaturas vossas. Cuidai de vossos  filhos, Senhor.

 

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Palavra de Deus

(Jo 6,51-60)

 

Anúncio do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João:

"Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu de dar, é a minha carne para a salvação do mundo". A essas palavras, os judeus discutiam entre si, dizendo: "Como pode este homem dar-nos a sua carne a comer"? Jesus lhes respondeu, então: "Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a Vida em vós. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai que vive em mim, me enviou e eu vivo pelo Pai, também aquele que comer de mim, viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu. Ele não é como o que os pais comeram e pereceram; quem come este pão viverá eternamente". Assim falou Jesus, ensinando em uma sinagoga de Cafarnaum. Muitos de seus discípulos ouviram-no e disseram: "Esta palavra é dura! Quem pode escutá-la?"

- Palavra da Salvação!

- Glória a vós, Senhor!

 

 

 

Reflexão

Estas palavras de Jesus causaram muita polêmica. As pessoas ficaram horrorizadas, considerando tudo como sendo uma proposta descabida e atentatória à lei e aos costumes. Na verdade, não entendiam que com estas “duras” palavras, Jesus estava instruindo os fiéis a respeito do mais substancioso dos sacramentos: a Eucaristia. Com sabedoria e esmero, Ele eficazmente preparava o povo para crer, amar e desejar o Sagrado Banquete que se constituiu, já de início, no elemento essencial para fortalecer na virtude e perseverança os cristãos já batizados.

51 Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que Eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo.

Até este versículo, em seus sermões e revelações Jesus sempre apresentava os efeitos produzidos pelo “Pão” em todos os que dignamente se alimentassem dEle. A partir daqui, Jesus define a substância desse “Pão”, isto é, o “elemento material do sacrifício”: não é só o “Pão da Vida”, mas o “Pão Vivo”, que contém a vida em si próprio. Trata-se realmente do “Pão” que “desceu do céu”, porque é o Verbo de Deus que “se fez carne e habitou entre nós” para comunicar-nos a vida que estava nEle desde o princípio, desde toda a eternidade. Portanto, há nesse “Pão Vivo” uma vida eterna que confere àquele que dele se alimenta, o dom de viver para sempre. Mas como as pessoas poderiam se alimentar desse “Pão”?

Nos tempos do Antigo Testamento, a pessoa para participar de um sacrifício precisava comer da vítima oferecida. Em sua infinita sabedoria, desde os primórdios da antiguidade Deus aceitou o cerimonial do oferecimento de vítimas e o modo de o povo participar desses sacrifícios. O intuito de Deus com essa aceitação era justamente preparar os homens para receberem os benefícios da imolação do Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo.

Assim, com antecedência de um ano Jesus anuncia que dará a Santa Eucaristia sob as espécies de pão e de vinho, afirmando que esse pão seria sua “carne para salvação do mundo”. Naqueles tempos, segundo o sentido judaico, carne e sangue designavam o homem completo. Como a carne citada neste versículo é a de Jesus Cristo, crucificada e imolada para a “salvação do mundo”, podemos entender o caráter sacrifical da Eucaristia contido nessa afirmação.

Como na atmosfera semítica e até mesmo greco-romana daqueles tempos, a pessoa para participar de um sacrifício comia da vítima oferecida, isto é, ingeria a substância material imolada, Jesus referia-se ao “pão” e ao “vinho” como sendo “símbolos” de sua carne e sangue que, mais tarde, seriam oferecidos sacrificalmente na cruz. Os cristãos, então, para participarem desse sacrifício da cruz, precisariam se alimentar desse “pão” e “vinho”, substâncias estas que simbolizam o “elementos materiais” oferecidos sobre o altar: a carne e o sangue de Jesus, o Cordeiro de Deus imolado com a finalidade de salvar toda a humanidade das consequências do pecado.

52 A essas palavras, os judeus começaram a discutir, dizendo: Como pode este homem dar-nos de comer a sua carne?  

Este anúncio de Jesus foi realmente mais forte do que as revelações feitas por Ele anteriormente. Podia, sim, ser interpretada como possuindo um certo caráter de antropofagia, daí ter produzido no povo que o ouvia não mais mera murmuração, mas uma verdadeira celeuma. Notemos como a atitude dos incrédulos daquela época prenunciava o racionalismo de nossos dias.

53 Então Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos.

Diante da reação do povo, Jesus ao invés de atenuar sua afirmação, reforça-a, utilizando-se de um termo que significava quase que um juramento: “em verdade vos digo”. Fez isto para tornar sua afirmação ainda mais clara e contundente. Para possuir essa “Vida”, era indispensável que a pessoa “comesse sua carne” e “bebesse seu sangue”. O povo não sabia, ainda, como deveria comer essa carne e beber esse sangue; mas Jesus deixa claro que quem não comer sua carne e beber seu sangue, não terá a Vida em si.

54 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia.

Este versículo especifica o tipo de vida dado a quem comer a carne e beber o sangue de Jesus, o Cordeiro de Deus imolado na cruz: vida divina (como a dEle); portanto, vida eterna. Pelo Batismo somos incorporados a Cristo e necessitamos ser alimentados por sua carne e seu sangue, a fim de que possamos desenvolver, rumo à plenitude, nossa vida divina e, portanto, eterna. Jesus não prometeu a imortalidade a quem comesse sua carne e bebesse seu sangue, mas deixou claro que o ressuscitaria no último dia.

55 Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida.
Neste versículo, o evangelista João se empenha em evitar a menor dúvida sobre a presença real do corpo, sangue, alma e divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo na Eucaristia. Por isso, repetindo um conceito já enunciado, entrega aos séculos futuros o importante depoimento do que ouvira sobre o mais importante dos Sacramentos.

56 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e Eu nele.

Para os seres humanos, o alimento é essencial para o seu crescimento, manutenção e saúde. Deus assim dispôs o alimento para, entre outras razões, dar ao nosso entendimento um símbolo dos efeitos da Eucaristia. A Eucaristia produz na alma de quem a recebe, algo análogo ao que ocorre quando os alimentos são assimilados pelo organismo humano. Os benefícios do alimento eucarístico, porém, não acontecem através de uma simples permanência física de partículas que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, mas por meio de um relacionamento íntimo e uma estreita união com o nosso Salvador. Várias referências a essa permanência mútua são encontradas ao longo do Evangelho de São João.

57 Assim como o Pai que me enviou vive em mim, e Eu vivo pelo Pai, assim também aquele que comer a minha carne viverá por mim.

O próprio autor e fonte da vida se entrega a nós como alimento para nos sustentar. O corpo, sangue, alma e divindade de Jesus Cristo, como verdadeira comida e bebida, desenvolvem em nós a vida sobrenatural começada pelo nosso Batismo. Da mesma maneira pela qual Jesus recebe a Vida do Pai, nós a recebemos do Filho. Essa Vida nos é concedida pela Graça, a qual nos constitui formalmente filhos adotivos de Deus. Pela Eucaristia, a graça santificante embebe formalmente nossa alma, divinizando-a. Daí a afirmação de Jesus: “Aquele que come a minha carne viverá por mim”.

58 Este é o pão que desceu do Céu. Não como o maná que vossos pais comeram e morreram. Quem come deste pão viverá eternamente.
Devido à dureza de coração daqueles que o rodeavam, Jesus explica, por comparação, a excelsitude do Pão Eucarístico. Ao longo dos quarenta anos de travessia do deserto, quantos judeus haviam se beneficiado do maná! Entretanto, condenaram-se eternamente. Mas aos que, nas condições exigidas, se alimentarem do Sacramento da Eucaristia, Jesus promete a própria vida eterna, a participação na Vida e gozo da Santíssima Trindade.

Conclusão

Para alegrar o nosso coração, procuramos muitas vezes apoiar-nos nas criaturas, sejam elas parentes, amigos, companhias para diversões etc. O apegar-se unicamente às criaturas frequentemente nos traz novas e amargas desilusões.

É no Tabernáculo, na Eucaristia, onde verdadeiramente podemos encontrar o júbilo ansiado por nossos corações. Jesus mesmo afirmou: “Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e Eu vos aliviarei” (Mt 11,28).

Nosso único conforto está em Deus. É por isso que, sobre a nossa vida no Céu, o Apocalipse diz: “Não haverá mais morte, nem luto, nem grito, nem dor” (Ap 21,4), porque o próprio Deus enxugará as lágrimas de seu povo.

Lembremo-nos de que o Reino de Deus começa já aqui, na terra. Deus enviou Jesus ao mundo justamente para nos trazer este Reino. Aproximemo-nos, pois, freqüentemente da mesa da Comunhão, sempre por meio de Maria, e seremos felizes já nesta vida, pois para que o Reino de Deus aconteça no meio de nós, Jesus precisa de nossa colaboração: aderirmos a Ele para entrarmos no Reino já e, em seguida, ajudarmos outros a também entrarem.

Este é o sentido de Comunhão que a Eucaristia nos confere: comunhão com Deus, através da comunhão com nossos irmãos. Portanto, a nossa adesão a Jesus sempre fica impedida diante de nosso individualismo, egoísmo, fechamento sobre nós próprios.

"Amai-vos uns aos outros, como eu vos tenho amado" (Jo 13, 14).

 

***

 

 

 

 

 

 

 

 

Jesus e o nosso tempo

 

Jesus, vós nos prometestes o vosso corpo e sangue, como sinais vivos de nossa salvação. Já caminhamos bastante, mas ainda não o suficiente para vos amar de todo o coração. Há muitos irmãos nossos jogados à própria sorte na vida. Há muitos irmãos nossos sem a mínima condição de vida.

 

Senhor, queremos ser mais fraternos!

 

Jesus, vós sois o pão vivo repartido entre nós. Em nossa sociedade brasileira, estamos marcados pela ganância de poucos. Por causa disso, muitos labutam para conseguir um pouco de pão. A justiça não mora entre nós.

 

Senhor, ensinai-nos a repartir!

 

Pão é sinal de vida. Falta de pão é morte. A Eucaristia é o pão vivo, é o próprio Jesus entregando-se a nós. Por isso, cada comunhão que recebemos exige isto de nós: que passemos a gerar VIDA onde existe morte, ESPERANÇA onde há desânimo, ALEGRIA onde reina tristeza.

 

Senhor, queremos gerar vossa vida no meio da humanidade!

 

O homem nunca pode perder de vista a pessoa do outro. É para isto que existimos: somos chamados para AMAR AS PESSOAS. Quando o egoísmo toma conta de nós, perdemos de vista a necessidade que há no outro. Nossa sociedade é egoísta. Interessa-nos mais o que o outro produz, não a sua pessoa.

 

Senhor, queremos enxergar-vos no rosto de nosso irmão.

 

Na mesa da Eucaristia nos comprometemos a andar junto com o outro. Se há no mundo a grande diferença entre ricos e pobres, é porque certamente ainda não ouvimos e vivemos a Palavra de Jesus. Se Jesus se faz presente em nosso meio, é para que não vivamos indiferentes uns aos outros, e sim em comunhão, como o próprio Jesus nos ensinou.

 

Senhor, queremos viver a justiça e o amor em nosso meio!

 

Não é fácil, Senhor, olhar este mundo e ficar parado. Vossa presença em nós exige e nos força a sairmos de nós mesmos e assumirmos uma atitude concreta no mundo. Não podemos ficar parados. Não podemos ficar calados. A situação real que vivemos nos obriga a assumirmos o evangelho, para valer, e lutarmos contra tudo o que faz o homem sofrer.

 

Senhor, queremos lutar com as armas da justiça, do amor, da esperança!

 

***

 

 

 

 

 

 

 

 

Oração da Comunidade

 

Coloquemos diante de Jesus Sacramento as nossas preces. É o Senhor que acolhe e recolhe nossas preces e nossas vidas. Humildes e confiantes, rezemos:

 

- Por todos os que sofrem perseguições.

- Deus da vida, acolhei a nossa prece!

- Por todos os doentes.

- Deus da vida, acolhei a nossa prece!

- Por todos os que não acreditam na presença de Jesus na Eucaristia.

- Deus da vida, acolhei a nossa prece!

- Para que os homens se voltem à fraternidade.

- Deus da vida, acolhei a nossa prece!

- Para que os pobres sejam beneficiados pela justiça.

- Deus da vida, acolhei a nossa prece!

- Para que nossos governantes governem com justiça.

- Deus da vida, acolhei a nossa prece!

- Por todos os jovens que não se preocupam com seu futuro.

- Deus da vida, acolhei a nossa prece!

- Por todos que precisam constantemente de nossas orações.

- Deus da vida, acolhei a nossa prece!

- Por todos os que sofrem as desventuras de nosso tempo.

- Deus da vida, acolhei a nossa prece!

 

Deus e Senhor nosso, Pai de todos os homens, ouvi a nossa oração e a de todos os nossos irmãos. Vós, que sois o Senhor da vida, aumentai em nós o amor e a esperança! Que o nosso coração se abrase com a vossa presença no meio de nós.

 

Amém.

 

Rezemos também pelas Vocações Sacerdotais e Vidas Consagradas.

 

Senhor, queremos falar bem de perto ao vosso coração de Pai. Queremos que a vossa pessoa seja continuada e presenciada no meio de nós, pelos sacerdotes e por aqueles que deixam tudo por causa de vosso Reino. A Igreja precisa da presença de pessoas dedicadas, sinceras e dispensadoras de vossos dons. Aumentai, ó Pai, no meio de nós, a vocação à vida sacerdotal e consagrada. Que tenhamos sacerdotes santos, homens fiéis a vós, ao vosso Reino e ao vosso povo! Tudo isso nós vos pedimos, humildes e confiantes, por intercessão de Maria, Mãe de Jesus,  e por vosso Filho que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

***

 

 

 

 

 

 

 

 

Nosso compromisso com Deus,

com a Igreja, com a Comunidade

 

Elevemos a Deus Pai o nosso compromisso de fé nesse Jesus que se dá a nós, como alimento, como Pão Vivo descido do Céu, repartido entre os seus filhos, para que não haja mais privações entre o seu povo que caminha nessa estrada dura e fria da vida.

 

Senhor, queremos crescer mais em nossa fé. Sem fé não podemos viver. Sem vós não podemos caminhar nem fazer presente o vosso Reino no meio de nós.

 

Senhor, colocamos em vós a nossa disposição de acolher e servir melhor nossos irmãos! Servi-los na justiça, na fraternidade, no gesto concreto de amor!

 

Jesus, vós sois a Palavra eterna do Pai. Sem vós nada podemos fazer. E convosco nada temos a temer. Sois nosso companheiro e nosso guia. Por isso, prometemos vivenciar vossa palavra na nossa vida de comunidade. Viver e fazer comunidade hoje é o grande desafio que o mundo nos propõe, quando o individualismo toma conta de nós.

 

Senhor, fazei-nos crescer na vida de comunhão, na palavra vivida, no gesto amigo e cordial com aquele que sofre, com o abandonado, com o necessitado!

 

Jesus, vosso grande amor para com cada um de nós nos obriga a ser a mão aberta que acolhe com serenidade e compaixão aqueles que são vítimas da opressão, da dominação, da guerra...

 

Queremos, Senhor, acolher e abraçar o nosso irmão menos favorecido.

 

Jesus, vós nos dais a paz e a sociedade nos obriga a ser de guerra. Nosso sistema social é desumano e injusto, Senhor. Deixa em nosso continente uma multidão de famintos de pão, de escola, de hospital, de casa própria, de vida digna de gente.

 

Senhor, sabemos que a justiça é própria do vosso reino. Vós sois o Pão vivo e verdadeiro. Invadi todo o nosso ser! Assim compreenderemos a necessidade de sermos justos!

 

Jesus, vós sóis nosso amigo, companheiro inseparável. Ficamos felizes aqui diante de vós. Vossa presença invade todo nosso ser. Com vossa presença amiga e certa no meio de nós e unidos na Comunidade, somos e nos sentimos Igreja. Queremos vos ter em nosso coração, vos ver em nosso irmão e vos viver na família e na Comunidade.

 

Senhor, Deus de vida e de amor, não estamos sozinhos. Vós estais conosco! Vossa presença amorosa, amiga e certa nos dá gosto à vida, à comunidade, ao compromisso! Continuaremos unidos, porque vós estais conosco! Amém!

 

***

 

 

 

 

 

 

 

 

Contemplando e orando

 

O Profeta Isaías anuncia para nós: "Procurem a Deus enquanto se deixa encontrar" (Is 55,6).

 

Senhor, criai em nós um desejo intenso de buscar vossa presença, de encontrar-vos especialmente neste Sacramento da Eucaristia, sustento da nossa vida. Vinde em nossa defesa e não retireis de nós a vossa proteção.

 

Contemplando a realidade da presença de Jesus ressuscitado neste Sacramento, sentimos aumentar a confiança nele. Rezemos:

 

Senhor, dai-nos perceber vossa força. Concedei-nos a verdade e a sabedoria. Olhai os vossos servos. Vós sois o nosso salvador!

 

Durante a última ceia, Jesus deixou-nos a maior prova de amor.

 

Fazei, Senhor, que seguindo vossos passos cheguemos à glória da ressurreição.

 

O apóstolo Tiago, na sua carta, deixou-nos alguns conselhos: "Confessem mutuamente os próprios pecados, rezem uns pelos outros para ser curados. A oração do justo, feita com insistência, tem muita força" (Tg 5,16).

 

Senhor, tornai-nos capazes de perdoar sempre. Fazei-nos um instrumento de vossa paz. Obrigado pela Eucaristia, "sacrifício que nos reconcilia convosco".

 

 

Oração individual, espontânea...

 

*

 

 

 

 

No silêncio profundo

 

Senhor, teríamos ainda muito a vos apresentar: agradecimentos, queixas, pedidos de socorro de toda espécie, mas queremos agora permanecer em silêncio.  Vós conheceis bem nosso coração e depositamos em vossas mãos todas as nossas necessidades, contando com a vossa infinita misericórdia. Este é o momento mais importante de nossa Adoração. Que neste silêncio, Jesus, possamos vos ouvir.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Do céu nos destes o Pão

que contém todo sabor

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Oração Final

Participando do Sacramento do Corpo e Sangue de vosso Filho, nós vos suplicamos, ó Deus, que nos façais crescer em caridade a Eucaristia que Ele nos mandou realizar em sua memória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo!

Amém.

 

Rezemos pelas intenções do nosso Papa:

Pai Nosso... Ave Maria... Glória...

 

Para que Jesus Sacramentado seja amado, louvado, adorado, honrado e servido no mundo inteiro, rezemos ao Senhor!

Senhor, acolhei a nossa prece!

 

Para que Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, seja honrada, amada e venerada por todos os seus filhos, rezemos ao Senhor!

Senhor, acolhei a nossa prece!

 

Graças e louvores sejam dados a todo momento.

Ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento, em todos os tabernáculos do mundo, até a consumação dos séculos.

 

Jesus manso e humilde de coração.

Fazei nosso coração semelhante ao vosso.

 

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Para sempre seja louvado!

 

Nossa Senhora do Carmo.

Rogai por nós!

 

Que derramem-se sobre nós as bênçãos de Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo.

Amém!

 

Permaneçamos em paz e o Senhor nos acompanhe sempre!

Graças a Deus!

 

 

 

 

- Bendito seja Deus.

- Bendito seja o seu santo nome.

- Bendito seja Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

- Bendito seja o nome de Jesus.

- Bendito seja o seu sacratíssimo coração.

- Bendito seja o seu preciosíssimo sangue.

- Bendito seja Jesus no Santíssimo Sacramento do altar.

- Bendito seja o Espírito Santo Paráclito.

- Bendita seja a grande Mãe de Deus, Maria Santíssima.

- Bendita seja sua santa e imaculada conceição.

- Bendita seja sua gloriosa assunção.

- Bendito seja o nome de Maria, virgem e mãe.

- Bendito seja São José, seu castíssimo esposo.

- Bendito seja Deus nos seus anjos e nos seus santos.

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma Luz no caminho...

 

A fé comove nosso interior, toca fundo, transforma, edifica, esclarece. A luz divina e o amor puro captados pela fé removem as impurezas da alma e nela injetam claridades e valores novos. O caminho se ilumina. Ninguém nunca permanece o mesmo depois de um contato com Deus. Não estamos sozinhos. Jesus caminha conosco nesta difícil estrada rumo à eternidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

***

 

 

 

 

 

 

 

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